Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

domingo, 29 de janeiro de 2012

Estrada Velha.



                 Das estradas mais bonitas que conheço, senão a mais bonita!!! a luz por entre as árvores... a fontes que vão pingando água que vem das minas... o vento e a luz que atravessam as folhas dos carvalhos, sobreiros e freixos...que maravilha... Ficam aqui uns rabiscos feitos já á algum tempo mas hoje dei-lhes   a estacada final!!! a quinta da Penha verde e o seu ocre é qualquer coisa de espectacular...então depois de uma chuvada e  com as sombras das árvores fica sublime... aliás esta quinta (não por ter sido o meu Pai a recuperar) é das quintas mais fabulosas de Sintra, diz-se que é obra do Francisco de Holanda...enfim...

as duas irmãs

Largo Camões, sob o olhar atento do poeta...

À volta da estátua, no workshop de 14 de janeiro com o Claudio Patané (visitem o seu blog!), desenhámos, sob as suas infalíveis orientações, panorâmicas da praça - que ele diz ser um dos lugares mais bonitos de sempre! O poeta nem estranhou mas de vez em quando baixava a cabeça para espreitar os desenhos! O mais difícil para mim foi desenhar "pequeno", assim perto ou "cosi vicino"... 

Quinta das Conchas




Uma manhã soberba e a tinta da China a querer brincar com o papel!

Matança do porco / Madeira


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sábado, 28 de janeiro de 2012

A percorrer as margens do porto


"Diários Gráficos e Ambientes"







Os três primeiros foram feitos durante a mesa redonda e os outros três dizem respeito a 3 exercícios feitos no workshop com o Mário Linhares. Um “desenho [completamente] cego” com a Eva Vieira, uma panorâmica que continua no caderno da Eva e do João, e uma “manta de retalhos” que representa o IPVC. Um dia dedicado aos “Diários Gráficos e Ambientes”, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo, organizado pela coordenação do ciclo de estudos/licenciatura de Design de Ambientes.
Viana do Castelo, Portugal, 24.01.2012

21º Encontro

Desculpem voltar a publicar os mesmos desenhos, mas acabei por verificar que os mesmos se prestavam a uma pequena BD e vai daí montei a coisa que resultou nestas 5 pranchas.




21º Encontro

No frio da manhã alentejana, o grupo foi começando a crescer em frente à escola - ponto de encontro. Apresentações, primeiras conversas, café para aquecer, e seguimos para o monte onde se ia dar a matança.
No monte, enquanto o sol já começava a aquecer, o bicho oferecia resistência. Entre quatro a cinco homens  trabalhavam para subjulgar a porca, que lutava lá à sua maneira.
 Aplicado o golpe fatal, a preocupação era recolher a maior quantidade de sangue para dentro de um balde de plástico. Os guinchos de arrepiar foram amenizando. A matança estava concluida.
 Com o silenciar da porca, voltaram os sons normais do monte, as aves, as conversas à volta de como tinha corrido a matança. Aproximaram-se alguns galináceos, a picar o chão, curiosos sobre o sangue que não tinha vertido para o balde. A porca foi levada para a bagageira da carrinha.
 De volta à escola, enquanto que no pátio solarengo a porca era depilada com maçarico e faca, na cozinha da cantina já se trabalhava nos preparativos para o almoço.
 No entretanto, iam sendo servidos da cozinha enchidos, costeletas, pão, vinho, limão e rábano cru - para cortar a gordura.
 Retiradas as tripas e outros órgãos afins, lavou-se o interior do animal à mangueirada.
 Durante cerca de três horas, assistimos ao processo de passagem da fronteira indefinida em que a porca deixa de ser animal para passar a ser comida. A sua transformação de pig em pork, como dizem em inglês.
 Antes do desmancho, pesaram a porca com uma balança de vara (que não coube no caderno).
 Na cozinha, preparavam-se já os restos mortais do bicho, em receitas separadas: numa frigideira, refogavam o estômago, os rins e o fígado, com muita salsa e coentro; num grande tacho fervia a esponjosa gordura, que ia libertando a banha líquida. Esta era coada e recolhida em pequenos baldes de plástico. No final, quando a gordura deixasse de libertar o líquido, torrava até à forma de torresmo.
 Durante o desmancho, iam aparecendo mais convivas. Aqui, o Luís Ançã desenha junto à estranha personagem do capote e da boina.
 
Finalmente, começou o repasto. Uma sopa que por si só já era uma refeição, as diversas partes da Marranita, a porca sacrificada, e um pequeno festim de sobremesas, incluindo dois bolos de ovos e massapão esculpidos à imagem da porca. Fiquei na mesa do Pereira, do chefe Rui Amendoeira - em suma, da malta com nome de árvore, bem enquadrado, portanto - e da estranha personagem, agora sem capote e sem boina.
A meio da tarde, tempo para uma passeata por Reguengos em busca de café aberto, e tempo para um último desenho, a alguns dos sketchers de serviço.

Outros de Barcelona