Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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terça-feira, 24 de abril de 2018

A simplicidade da água em nós




Um dos momentos do retiro "O Espiritual no Desenho", em Florença. Trabalhando uma reflexão sobre água, humildade e limpeza, junto ao rio, olhando a Ponte alla Carraia, junto da qual se forma uma língua de areia onde as pessoas passeiam, descansam, e pescam, rodeadas de água no meio da cidade.

Como nós procuramos a água dos rios para nos sentirmos numa ligação tão profunda a nós próprios, à nossa própria água, e a essa medida de ser simples de quando nos abandonamos naturalmente à simplicidade.
O nosso corpo é em grande parte água. Quando, tal como a água flui naturalmente, fluímos no que fazemos, compreendemos em simplicidade quem somos.

Humildade, disponibilidade para esse fluir, e limpeza do que já não precisamos em nós, mas apenas do que a vida vai trazendo para que se faça o processo, sem o exagero de uma falsa pureza, de querer tudo limpar. Como Jesus disse a Pedro... bastam os pés, basta limpar o Espírito e o corpo fluirá esse estar, basta a simplicidade do que se faz nesse estado de união para que o nosso coração seja livre e se entregue sem reservas à simplicidade da água em nós.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ir à outra margem e depois voltar para dentro

...de acordo com o desafio proposto fui à outra margem do Pó ver a cidade de Turim ao longe...
...desci do electrico,atravessei a ponte e subi as escadarias da igreja Gran Madre di Dio ,donde desenhei esta vista... 

...mas voltei ,novamente de electrico,para dentro da cidade que tinha visto ao longe...
...e desenhei,o meu auto retrato,bem dentro do concavo da colher de sopa...
 
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

ROMA - DOMINGO DE RAMOS



Às 7 e 45 da manhã, milhares de pessoas esperavam que abrissem as entradas na Praça de S. Pedro para a celebração da missa.

domingo, 6 de maio de 2012

Retiro de diários gráficos em Roma

Não sei se consigo explicar muito bem o dia em que estivemos no Coliseu. O desafio era enorme. Não só pela monstruosidade do monumento que estava à nossa frente, como pelo enunciado do exercício...
O ponto de partida era adequar a técnica ao que sabemos que representou historicamente o Coliseu. Não ao que é hoje, mas o que foi no passado. Deveria ser algo delicado ou mais grosseiro?

Este foi o primeiro desenho. Quando o revejo, lembro-me de todo o processo de aguarela que me levou a ficar ali sentado uns bons 50 minutos. Os turistas passavam, olhavam, comentavam, mas, na verdade, ali só estava eu e o coliseu. Nada mais interessava...

Depois de tanto tempo sentado, queria algo mais rápido e que remetesse para tanta morte que aconteceu ali...

Desenho cego do interior. A dado momento a tinta da caneta acabou. O que se passava lá dentro só se passava porque havia muita "cegueira" dos homens. Um dia tudo acabou, tal como a minha tinta. Há felizes acasos...

Desenho cego do exterior do coliseu.

Como se desenha o coliseu sem o desenhar? Desenhando tudo menos ele. A dada altura perguntaram-me: "Mário, e as sombras, podemos desenhar? É que não fazem parte integral do coliseu." É verdade! E também eu coloquei por ali umas sombras...

Uns dias depois voltei ao coliseu e já não resisti à tentação de o desenhar de forma clássica. Contudo, acho que todo o processo anterior foi fundamental. Sem ele, este último desenho era só um postal...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ROMA. 1 - O CADERNO DESAPARECIDO.



Primeiros desenhos do caderno de Roma que esteve desaparecido em Lisboa durante uma hora. Quando dei por falta dele voltei sobre os meus passos e encontrei-o na bilheteira da Rodoviária Nacional onde tinha comprado o bilhete de regresso a casa.

sábado, 11 de junho de 2011

Ainda não é Leiria


Enquanto os desenhos de Leiria não chegam (vou digitalizá-los hoje), aqui fica ainda um de Vila Viçosa.
Um pouco por toda a parte da zona do castelo, fizeram-se intervenções artísticas efémeras numa procura por um território especial...

A intervenção ficava lá e a única coisa que trazíamos connosco era o registo no diário gráfico.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

RETIRO EM VILA VIÇOSA

Uma cerca feita a partir de restos de portas, janelas e outros objectos de madeira que encontrei durante o nosso passeio pela zona do castelo.

domingo, 1 de maio de 2011

refeição a duas cores


Durante quase todas as refeições, haviam exercícios de desenho. A minha maior tentação era não começar a desenhar as abóbadas do refeitório do seminário de Vila Viçosa.
Acabei por não ter tempo de as desenhar desta vez...

terça-feira, 26 de abril de 2011

VILA VIÇOSA

O último exercício lançado: o desenho e o OUTRO.
GOSTEI MUITO!! é a D. Iria....
Domingo de Ramos. Dentro da Igreja tentava meter conversa com a senhora que escolhi para desenhar ....perguntei: por favor, é possível arranjar-me um raminho de oliveira?



O largo do Chafariz d'el Rei, com a estátua da Públia Horênsia de Castro. Tentar combater os Hipopotamos - os Grandes espaços

a saída noturna

À noite saímos para desenhar. Como era noite, apropriava-se muito bem o desenho cego. O desafio era simples. Acompanhar com linha o percurso do olhar sem olhar para o papel. Tudo muito lento. Quanto mais tempo demorasse melhor. Foram 5 minutos que pareceram uma eternidade...

Aproveitei para estrear o caderno laloran de folhas pretas.

À entrada do castelo ficámos todos em fila a olhar para as muralhas. Cada um desenhava como podia...

A igreja matriz de N. Sr.ª da Conceição. Aquela que fica dentro das muralhas. Está tal e qual...

A famosa bedford de caixa aberta, desta vez a olhar para o papel...
O último desenho do fim-de-semana. A que foi a grande fabrica da Sofal, agora restam algumas paredes...que pena que o nosso património fique entregue aos ratos...