Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Madrid - Museu Thyssen-Bornemisza

À espera que abrissem os portões, segunda-feira ao meio dia e à sombra. A fila já dava a volta ao edifício. Sentei-me no jardim do Paseo del Prado a desenhar.

Em casa pintei-o. Ainda não foi desta que consegui não pintar....

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Madrid - Bairro de las Letras

 Zoom + Calle Moratin
(Bar La Maripepa)

 Sentei-me a tomar café e hesitei em atirar-me a este desenho. Como o ambiente era super descontraído, pedi uma Guiness e comecei a desenhar. Eis que um grupo já bem bebido veio ter comigo.
Ficaram uns dez minutos de frente para mim, a fazer perguntas, entusiasmados por me encontrarem.
Uma das pessoas era uma senhora grega chamada Carmen
Pediu-me o caderno no fim, desenhou uma seta e escreveu Taller La Griega.
É o seu Atelier em Madrid  Ver aqui. Convidou-me a conhecê-lo.
Um dos momentos mais giros, desde que comecei a desenhar..
Mais desenhos da viagem no meu blog  https://aventuracomosuperhomem.blogspot.pt/

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Estação de Atocha

Enquanto a família se perdia nos alfarrabistas pela Encosta de Moyano acima eu fiquei cá em baixo a desenhar esta pérola de vidro e aço.
Ao desenhar a estação não pude evitar de lembrar-me dos atentados que ali ocorreram a 11 de Março de 2004, reivindicados pela Al-Qaeda. E pensei que não conseguia entender como pode alguém matar um ser semelhante (um filho, pai, mãe, irmão, amigo, mentor...) em nome de uma religião. E pensei como pode alguém julgar o outro pela sua religião só porque houve outro que errou. E pensei que nada disto tinha a ver com religião, pois a religião é feita por crentes e nenhum crente de nenhuma religião pode acreditar que a morte e a dor pode trazer alguma coisa de boa. E pensei que deviam deixar de chamar religião à política. E pensei muito mais. E pensei que, por me fazer pensar nisto tudo, este desenho, apesar de tosco, é um bom desenho.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Templo de Debod

Quando se construiu a barragem de Assuão, no Egipto, vários templos foram trasladados para evitar que se tornassem ruínas submarinas, sendo o mais conhecido o templo de Abu Simbel. Esta tarefa só foi possível graças à ajuda internacional. Como forma de agradecimento o Egipto doou  um dos templos resgatados a cada um dos países envolvidos.
E é assim que encontramos em plena Madrid um autentico templo do antigo Egipto!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Calle de Arenal

Local de um antigo areal às portas de Madrid (como o nome indica), hoje em dia é uma das grandes ruas comerciais e pedonais que sai da Plaza del Sol que em Agosto se enche de turistas.
Sentei-me no chão, à sombra, para desenhar a meia distância entre dois pedintes. Estes primeiro ficaram desconfiados, terão pensado que estaria ali concorrência e, como mais tarde assisti, o espaço para pedir naquela rua obedece a regras muito bem estabelecidas por esta comunidade. Um dos pedintes levantou-se e disfarçadamente (ou nem tanto) veio certificar-se do que estaria eu ali a fazer, vendo que não lhes seria prejudicial para o negócio deixaram-me continuar a desenhar embalado pelo flamenco cantado por um deles.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Madrid

Na Calle de Fuencarral, entalado entre as zonas da Chueca e de Malasana, fica o Museu Municipal com uma fachada tão elaborada que só me atrevi a desenhar parte dela.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

De regresso a Madrid

Mais uma viagem rápida que só me deixou tempo para um esboço rápido, nocturno, enquanto estava sentado do outro lado da Praça de Santa Ana, numa esplanada. Tenho que trabalhar melhor a luz e a sombra da noite para se perceber melhor que é de noite...


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Instantâneos de Madrid

Madrid está tão perto que, quando lá vou em trabalho, acabo por ir e vir no mesmo dia e só consigo mesmo desenhar o aeroporto... No início de Julho, tive que viajar de véspera e, assim, consegui aproveitar as últimas horas de luz de um dos dias mais longos do ano para percorrer as ruas tórridas da cidade e fazer uns esboços... Comecei por parar na Calle Mayor, frente a um belo edifício que vim a descobrir ser a Casa de la Villa, sede do município até 2008.


Virando à esquerda, cheguei a um dos meus pontos de paragem obrigatória em Madrid, o Mercado de San Miguel. Fiz o desenho e entrei para jantar uns petiscos para ganhar energia para mais uns quilómetros a andar por Madrid.


O Mercado está mesmo ao lado da Plaza Mayor de Madrid. Não encontrei ângulo para desenhar a própria praça (tudo me parecia um postal), por isso olhei para uma das ruas que saem da praça, ladeada de lojas de filatelia e numismática...


Com o jantar e a paragem na praça ganhei fôlego para mais uns bons metros, afastando-me do centro em direcção à Catedral e ao Palácio Real de Madrid. Estava muito pouca gente por ali, sentei-me na escadaria da Catedral e comecei a desenhar as inúmeras janelas do palácio enquanto o sol se escondia, pintando com suaves cores quentes as nuvens...


Estava na hora de regressar mas o meu fiel caderno, que tinha estreado em Março no Chile, só já tinha uma dupla página por preencher... Irresistível! Por isso tinha mesmo que desenhar em traços rápidos o panorama nocturno da Calle del Arenal, a caminho do hotel. Até breve Madrid!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Recordar Madrid I

 Alguns desenhos do meu diário de viagem a Madrid, abril de 2014. Diário gráfico a5 folhas 80gr, caneta preta waterproof e aguada a ecoline cinza. Maioria dos desenhos são feitos em andamento. Desenhos muito rápidos, máximo 5 minutos, pois viajava em família

  


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O olá de uma "wannabe"

Sou nova por aqui. Se tivesse mais juízo e paciência não estaria a poluir os vossos ecrãs de computador, mas a aprender sozinha e a tentar melhorar antes de vir armar-me em pseudo-artista. Acontece que a minha vontade de me juntar a quem admiro supera o meu constrangimento. Ser uma urban sketcher é para mim motivo de grande orgulho, mas devo esclarecer que não passo de uma principiante nestas lides de diário gráfico na rua, ainda que o meu gosto pelo desenho à vista remonte à minha adolescência. Hesitei bastante entre estudar artes ou letras, tendo as últimas acabado por levar a melhor. Mas se é verdade que a literatura continua a emocionar-me, o desenho e a pintura inspiram-me tanto ou mais. Os esboços que tenho andado a fazer são de Madrid, onde estou numa sabática de três meses, mas em breve estarei de regresso a casa. Depois... logo se vê. E como um mal nunca vem só, abri um blogue individual (aqui) para arquivar as minhas... hum... "obras-primas" - e também para registar o processo de pintura, pois gosto muito de fotografar as tintas ainda molhadas sobre o papel.

Trago hoje os dois primeiros desenhos que fiz cá em Madrid. O primeiro é uma vista da Rua do Postigo de San Martin, com a Igreja de San Ginés de Arlés ao fundo:


Já em casa (pois ainda não tenho destreza para usar os pincéis na rua) estrag-, perdão, aguarelei-o e ficou assim:


O segundo desenho é uma perspectiva bastante plana (ainda que me tenha saído torta) de um edifício na esquina da Calle Serrano Jover com a Calle Princesa:



Ao pintar, tentei criar tons matizados, evitando estridências. Mas palpita-me que a minha incapacidade presente de recriar as cores autênticas do que observo me fará saltar o realismo e refugiar-me retrospectivamente no impressionismo. :)


Obrigada por me acolherem entre vocês.
Miú

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mais umas horas no aeroporto

Estava um dia  de sol e, de onde estava no terminal 2, via-se bem, embora longe o novo terminal 4, com as suas cores vivas e a sua torre de controlo saída de um filme futurista. Com umas horas para matar até ao voo das 6, nada como desenhar e aqui está o resultado.