Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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sábado, 9 de julho de 2022

Castelo de Vide, 2º dia - parte II

Ainda em Póvoa e Meadas, antes de regressarmos a Castelo de Vide



A tarde foi passada em Castelo de Vide, a desenhar na companhia do Filipe Oliveira e do meu filho Tomás. Partilho aqui o primeiro desenho do Tomás.









 

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Castelo de Vide: 1º dia

No passado dia 24 de junho rumámos até Castelo de Vide. Não tinha qualquer memória do lugar, para além da imagem qe fui criando ao longoo dos anos com as fotografias que fui vendo e sobretudo através dos desenhos do Luís Pedro Cruz que sigo religiosamente há algum tempo a esta parte.
Chegámos perto da hora do almoço e optámos por comer fora do centro histórico. Enquanto comiamos ia pensando no que ia encontrar. Fiz um primeiro desenho para registar o momento contemplatico, um momento ém que está tudo em aberto e sai a pergunta da ordem - O que vou encontrar?
A composição desta página dupla é completada já sentado na esplanada de um café muito simpático, junto à Praça D. Pedro V.


À tarde, tinhamos encontro marcado às 15h para iniciarmos um encontro informal. Conforme vamos deambulando pelas ruas vamos vendo uns "seres estranhos" com umas mochilas, uns bancos e uns cadernos. Uns reconheço, outros nem tanto. Enquanto não venciamos a timidez, decidimos sentarmo-nos neste belo jardim que faz fronteira entre o centro histórica e a zona nova da vila. Dediquei alguns minutos ao edifício dos correios.


Tal como previa, conforme vamos vencendo as barreiras, começamos a saudável cavaqueira, e lá fica o desenho para segundo plano. Entre várias conversas, vou captando alguns momentos e passo-os para o caderno. O resultado é péssimo, mas aqui fica para memória futura. 


No final do dia fomos recebido nos Paços do Concelho, onde nos esperava o anfitrião do evento - o Luís Pedro Cruz. Quanto aos desenhos não sei, mas quanto ao convívio, tenho a certeza de que não podia ter sido melhor. 

domingo, 9 de janeiro de 2022

Caminhada Ilustrada

Aqui ficam alguns desenhos da caminhada de hoje, pelas freguesias da Ventosa e Freiria, Torres Vedras. 16 Km em boa companhia (o meu pai).

Abri as hostilidades com estes dois moinhos, o do passado e o do presente.

Moinho, junto à Mucharreira

No Casal Mucharreira, encontrámos este poço e tanque comunitários, à beira da estrada, junto a uma casa cujo telhado revela a vetusta idade. 


Seguimos caminho até Paúl, um pequeno casal, mas o que foi desenhado foi esta bela capela (Santa Luzia), em tempos conhecida como Ermida de Vera Cruz. No adro, encontra-se um cruzeiro que data de 1856.






terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Desenhos esquecidos de 2021 - parte I

 Na arrumação dos cadernos (não, não foi uma resolução de fim de ano, mas sim por necessidade para preparar uma apresentação) deparei-me com alguns desenhos que não partilhei/publiquei. 

São daqueles desenhos que mais prazer me dão, os que ficam registados no caderno de bolso A6, e que fazemos "só para nós".

Os primeiros que aqui partilho foram feitos em maio num fim-de-semana em família, em Mira.

Eu sei que é um cliché, mas nem por isso deixa de ser verdade - quando reabri o caderno, veio-me à memória o chilrear dos pássaros, o som dos mergulhos do tomás e dos berros dos "jean michéis" acompanhados pela música foleira do bar. Recordei-me ainda do cheiro insuportável do bronzeador da opulenta inglesa que se deitava ao nosso lado, ou das tostas mistas que saiam do bar. 

Mas o que ficou mesmo gravado e bem gravado, foram as 18h - a hora em que a relva e a piscina ficavam só para nós, partilhadas apenas com os pardais e os melros que ali iam à procura das migalhas.


No meio de tantos clichés ainda houve tempo de visitar a Vista Alegre...


e melhor que tudo, o Museu Marítimo de Ílhavo, da autoria do atelier ARX Portugal...




recomendo a visita.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Caminhada Ilustrada - Cheleiros

 Oficina de desenho de observação


Propomos um conjunto de oficinas de desenho associadas a caminhadas por locais de valor cultural, ambiental e paisagístico. Para cada caminhada está previsto um percurso com várias paragens para o registo dos elementos mais significativos. Em cada paragem será lançado um desafio de desenho, explorando técnicas e formas de observar o que nos rodeia.
O próximo destino será a pitoresca vila de Cheleiros, no concelho de Mafra.
Durante a caminhada vamos por passar por edifícios de elevado valor patrimonial, desde a Capela do Espírito Santo, ao Pelourinho, passando pela ponte de arco perfeito ou pela igreja Matriz de Cheleiros. Pelo caminho vamos encontrando um conjunto de "casas saloias" muito "desenháveis".
Orientação: André Duarte Baptista
Objetivos: Esta atividade pretende estimular o gosto pelas caminhadas, mas também pelo desenho de viagem, um desenho mais rápido e sintético, acompanhado por pequenos apontamentos escritos, fruto da relação entre observador/desenhador e o lugar. Ilustrar o percurso que vamos fazendo durante a caminhada. Os desenhos devem adaptar-se à caminhada, pelo que, cada paragem terá um tempo previamente estabelecido.
Caminhada circular de 5 Km (máximo)
Inscrição obrigatória: lugareforma@gmail.com

Evento no Facebook com mais informações

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

À beira da estrada...

...há uma ermida secular que eu não me canso de desenhar. Pertenceu a uma importante Quinta (Valverde), que foi sendo vendida e alterada, reduzindo-se a um modesto Casal (Valverde). A ermida também sofreu algumas alterações, mas mantém a sua essência e beleza.

domingo, 3 de janeiro de 2021

Uma manhã gelada

No topo, o Casal (Novo) de Monte Ferreiro, que fica entre o Monte Ferreiro de Cima e Monte Ferreiro de baixo. Esta matriz toponímica repete-se por todo o território. Freguesia de Silveira. Em baixo temos a capela N. Sra. Da Esperança, também conhecida como capela N. Sra. Das Candeias, construída no séc. XIX, entre o rio Sizandro e a localidade da Coutada, freguesia de S. Pedro da Cadeira.
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