Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Dois horizontes, real e imaginado, a duas velocidades

Composição com alguns banhistas e a linha do horizonte, num sketch rápido feito na Praia do Carvalhal e um desenho mais pausado da Nini no sofá, a olhar para um horizonte imaginado.


Mão solta no Jardim do Campo Grande

Porque os olhos também estavam soltos, como pardais nervosos, sem poisar muito tempo no mesmo sítio...


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Um cheirinho do "velho normal" no "novo normal"

Este 2020 tem sido dose... são demasiadas coisas novas, muitas más, muitas simplesmente estranhas, mas também de mudanças que para a nossa família se desejam boas, que assustam um pouco por serem novas, mas que sobretudo entusiasmam. No meio de tanta anormalidade, também andei anormalmente afastado daqui... também porque ando a experimentar mais outros registos para além do urban sketching. Mas que aliás são hoje possíveis também por este grupo, porque foi este grupo a minha escola de desenho e o combustível que me fez desenhar e desenhar e desenhar... espero agora ir voltando a incorporar este "velho normal" no "novo normal". E que melhor forma de representar esse regresso do que com um motivo que tantas e tantas vezes desenhei, a Nini a dormir.



terça-feira, 17 de março de 2020

Desenho em modo premonitório

Fiz este desenho em Castelo Branco, uns tempos antes deste novo modo de vida. A rua já na altura vazia, parecia adivinhar o que aí vinha. Esperemos que o mais rápido possível possamos todos voltar a dar vida às nossas ruas.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Represa

Nas cidades é muito fácil passar-se despercebido. Mas a Represa tem apenas uma dúzia de casas e lá, ver alguém enfiado num canto a desenhar, é motivo para colocar a malta em alerta, sobretudo por se tratar de alguém que "não é da terra". Mas enfim, lá vou desenhando, sujeitando-me a ser olhado como se fosse uma espécie de alien.


Enquanto se espera pela consulta

Já li algtures que se deve começar a desenhar uma pessoa pelos pés para garantir mais facilmente que cabe na folha. Pois sim...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Capela abandonada

Desde há já algum termpo que queria desenhar esta capela, sobretudo pelo seu entorno, um pouco bizarro. Trata-se de uma pequena capela, que se encontra abandonada, tal como o motel ao qual pertence. Trata-se de um complexo bastante grande, que se estende por toda uma encosta, situado na Represa, uma localidade com pouco mais de uma dúzia de casas, a cerca de 10 minutos de Castelo Branco. Nesta localidade tão pequena, um motel daquele tamanho, abandonado, com uma pequena capela adjacente... tudo isto me soa um pouco a uma pequena Las Vegas à portuguesa. Mas talvez seja só a mim...



sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Tobias

A casa de campo dos meus sogros, na Represa em Castelo Branco, começou há já algum tempo a ser frequentada por uma gata, entretanto baptizada de Joana. Já perdemos a conta ao nº de filhos que a Joana teve, no entanto, e após várias ninhadas, o Tobias foi o primeiro que não fugiu para outras bandas (ou que não foi caçado por alguma ave ou raposa) e que desde então, tal como a Joana, se tornou residente daquela casa. Por vezes passam vários dias sem lhe pormos a vista em cima (suspeitamos que tenha uma vida dupla, algures com outra família) ,mas acaba sempre por retornar à base. Entretanto a Joana voltou a ter mais uma ninhada e desta vez, pelo menos por enquanto, todos têm seguido o exemplo do Tobias e por lá se têm mantido.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Enquanto ela acerta a franja

Em Castelo Branco, a desenhar o que estava à minha frente, enquanto esperava pela Nini, que tinha ido cortar a franja, o que demora para aí uns 10 minutos. Mundo muito complexo este do cuidado capilar feminino, onde, em lugar de se cortar todo o cabelo, a coisa faz-se por secções. Há uns tempos atrás, num acto meio tresloucado, a Nini pediu-me a mim para lhe acertar a franja. Disse que se sabia desenhar também deveria conseguir dar uma tesourada a direito. Eu não achei boa ideia, mas ela insistiu... eu tinha razão...


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Máfia na Avenina de Roma?

Tipos mal encarados, com excesso de peso e vestidos com fato de treino, recordam-me inevitavelmente os Sopranos.


terça-feira, 19 de novembro de 2019

Desenhos animados

Eu e a Nini tentamos evitar que a Alice passe demasiado tempo a ver televisão. Mas os desenhos animados também fazem parte das memórias de infância de qualquer um, portanto de vez em quando lá tem de ser. Além de que aquela dormência também me anima a desenha-la.

Ps. A esquerda uma primeira tentativa... mas estava a mexer-se muito, ainda não estava suficientemente dormente


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Amor primata

A Nini é Educadora de Infância e, embora durante muito tempo se tenha conseguido escapar a essa praga que vai não vai povoa a cabeça dos miudos, desta vez os piolhos apanharam-na. Fez o tratamento, livrou-se deles, eu próprio fiz a vistoria. Depois pediu à minha mãe para fazer nova vistoria. Mas claro, só ficou definitivamente convencida quando a sua mãe o confirmou... não há mãos nas quais confiemos mais que as da nossa mãe. "Não vais publicar isso!", disse-me com um sorriso envergonhado quando se apercebeu que eu estava a registar o momento. Mas para mim, que o observei atentamente, este é sobretudo um acto de ternura entre uma filha, que mesmo adulta, mesmo já ela mãe, ali voltou a ser uma criança que procurou o cuidado seguro da mãe. Não é um momento embaraçoso, mas sim de ternura, de amor puro, de amor primata.


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

One day you´re in, the next day you´re out

Como sabemos, isto das tendências, sobretudo na moda, espalha-se como bolor. Começa com uma pequena mancha, e quando damos por isso, está por todo o lado. Esta rapariga no centro comercial em Alvalade fez-me reparar que de repente, esta coisa das calças de cintura subida, não só estão por todo o lado (mais precisamente, em todos os corpos femininos), como de repente se parece ter tornado numa espécie de competição silenciosa entre quem consegue vestir as calças com a cintura mais subida. É que isto das tendências não só se espalha de repente, como depois parece sempre haver uma espécie de competição interna entre quem as adopta, como que para ver quem consegue ir mais além. Ou como escreveu o F. Scott Fitzgerald no Grande Gatsby "Tomorrow we will run faster, stretch our arms farther, (raise our waists higher?)... And then one fine morning..."


sexta-feira, 25 de outubro de 2019

A segunda mulher do Sr. Silva

Durante muitos anos o meu sogro teve aberta a mais popular sementeira de Castelo Branco, negócio de família que já havia sido do seu pai. Esta menina foi assim a sua fiel companheira durante muito tempo, fez com ele muitos quilómetros, visitou com ele muitas feiras. Aproveitei que estava sem bateria para um retrato para a posteridade. Consta que entretanto já foi ao mecânico e está melhor do que nunca.


Ps. A minha sogra é capaz de não achar grande piada ao título...