Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Encosta - Desenho de Rua

Local: Encosta de São Vicente

Encosta - Desenho de Rua é uma atividade que integra o plano de comunicação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Torres Vedras (PEDU).
O programa divide-se em dois momentos distintos, mas complementares:
  • Residências artísticas, com a participação de três desenhadores residentes (Dina Domingues (PT), Lurdes Morais (PT) e José Clewton (BR)) que vão imergir no território da Encosta de S. Vicente, registando nos seus cadernos a realidade física e social que caracteriza a identidade daquele lugar.
  • Encontro Nacional de Desenho de Rua, trazendo à Encosta um conjunto de desenhadores que, durante um dia, irá conviver com a comunidade local, percorrendo as ruas, becos e travessas, que caracterizam a paisagem urbana.

Residências Artísticas | 30 de julho a 5 de agosto


Encontro Nacional de Desenho de Rua | 4 de agosto
Organização: Câmara Municipal de Torres Vedras
Inscrições: andrebaptista@cm-tvedras.pt

Programa completo e outras informações AQUI


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Encosta de S. Vicente - obras


01.06.2018
Passada 6ª feira, no final de um dia de trabalho, enquanto o sol se põe para lá da Encosta, aproveito para registar esta vista marcada pelas gruas da obras do antigo Matadouro Municipal, futuro Centro de Artes e Criatividade.  Do lado esquerdo vemos ainda o miradouro meia-laranja e o bairro Cruz das Almas (abaixo)


domingo, 6 de agosto de 2017

Ainda sobre a Encosta de São Vicente

No dia 22, dia de encontro desenhei pouco. Queria falar com toda a gente e mostrar todos os recantos por onde tinha andado.
Ainda consegui fazer 3 desenhos com guache e caneta. O Guache da Maru Godas deu-me mesmo volta à cabeça. Na semana em que fiz o workshop com ela fui comprar guaches da Talens. Fiz várias experiências com guache durante a semana em que estive em Torres Vedras. É um material com quem eu vou conversar muito.


Com guache pinto primeiro a mancha. Depois do Guache seco desenho por cima, mas a mancha não me condiciona. A inha tem vida própria e se achar que tem de seguir outro caminho segue.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

ENcosta de telhados e escadas

Para além da fantástica experiência social onde tive oportunidade de estar com pessoas únicas, ter tempo para conversar com elas e estar ali sem pensar em mais nada, tive também a experiência de desenhar muito, durante vários dias. A Encosta tem todos os ingredientes necessários para o que gosto de fazer no desenho: Casas antigas cheias de histórias para contar, os altos e baixos que me permitiram encontrar perspetivas arrojadas, telhados e escadas, muitas escadas. Redescobri também o guache que me deixou muito apaixonado. Por tudo isto, na sexta feira, dia 21 estava muito mais enriquecido. Enriquecido pelas pessoas que conheci e pelas suas histórias. Enriquecido porque também tive oportunidade de me escutar a mim.
É por isso que estou grato ao André Duarte Batista e à Câmara Municipal de Torres Vedras por terem acreditado no nosso trabalho. A Encosta ficará para sempre no meu coração. Espero poder regressar um dia destes para reencontrar amigos.




Numa semana enchi um caderno A4 de desenhos. Para não vos aborrecer muito vou colocar todos os desenhos que fiz AQUI.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

ENcosta: O Bairro da Floresta

Ao longo da semana estivemos em três bairros: O Bairro do Forte, o Bairro da Floresta e o Bairro Reis. Estão todos muito perto uns dos outros mas a encosta, com os seus socalcos, criou entre eles barreiras naturais. Os residentes têm os seus caminhos em terra batida pela encosta, mas nós não nos aventurarmos por aí, excepto um dia em que o Bruno Vieira foi connosco. Nos restantes dias descemos sempre até ao choupal para depois voltar a subir ou até ao matadouro no caso dos Bairros Reis e Floresta. 
A Rua da Floresta percorre o bairro e vai aumentando a sua inclinação à medida que avançamos. É comum vermos pedras debaixo dos pneus, não vá o travão falhar.
Os dois primeiros desenhos foram feitos no início da rua. A Suzana foi desenhar a Senhora Maria mas teve de regressar mais cedo porque a Senhora Maria queria ir fazer o almoço. Eu registei a sua casa e as rosas de que tanto se orgulha.

Entretanto a Suzana apaixonou-se por uma quantas caixas do correio.
Foi nessa altura que subi para cima do meu banquinho para conseguir ver até onde as escadas iam.
O emaranhado das escadas ficou assim:
É uma confusão de escadas cada uma a dar para casas diferentes. E o mais curioso é que depois de subir a encosta descobri que os telhados que se vêm neste desenho são os mesmos que desenhei neste:


Na rua do Sr Augusto Baltazar  encontramos moradias térreas (pensamos nós)com os seus vazos de flores. Mas na realidade por baixo vivem outras pessoas em casas totalmente independentes. As escadas que desenhei no início da rua da floresta vão dar a essas casas. É o engenho humano e a criatividade a funcionar. 





quarta-feira, 26 de julho de 2017

ENcosta: Bairro Reis

Uma escada parte do antigo Matadouro Municipal e serpenteia a encosta. Subir cada degrau sem parar, é um verdadeiro desafio ao coração.
Lá em cima era tudo mais plano. O Bairro foi construído num planalto para os trabalhadores do matadouro. Cada frontaria estava repleta de plantas vistosas. As pessoas acolheram-nos com carinho e simpatia.
Eu fiquei a desenhar a rua enquanto a Suzana foi retratar a Senhora Domingas. Já estava a meio do desenho quando da primeira Janela surgiu a Dona Maria do Carmo. Tinha de arranjar forma de a integrar no desenho.Surgiu assim uma janela fantasma no céu. Levantei-me e fui-lhe mostrar. Ficamos um pouco à conversa. Explicou-me que o seu marido tinha construído o barracão. Na altura era bombeiro e tinha muito jeito para arranjar coisas. Entretanto faleceu e o barracão ficou ao abandono.
Do outro lado a rua é mais um largo onde cada um estaciona o seu carro, O mais interessante é que no meu desenho o que chamou a atenção dos residentes foi uma pequena mancha amarela: "Que bonito, até desenhou o meu passarinho" disse uma das senhoras. Sabe bem perceber que é nas pequenas coisas que podemos fazer a diferença. Nesta altura era muito comum deixar de ver a Suzana. Quando isso acontecia sabia que estava na casa de alguém. Os meus desenhos despertavam sorrisos mas os retratos dela iam descobrindo o interior de cada um. Eram retratos demorados como muita conversa. E a Suzana era uma boa ouvinte.



ENcosta, os meus 10 minutos

22 de julho, 19:45 ..... E quando todos vão embora, os 10 minutos de reflexão...


Ermida Nossa Senhora do Ameal, a partir do carro, depois de um dia cheio

terça-feira, 25 de julho de 2017

ENcosta: A incrível história do Chico das Medalhas.

Estava a terminar o desenho das casas 49 e 49A quando chegou  o Sr Francisco Vicente (Chico das medalhas para os amigos). - Eu moro nessa casa; disse enquanto apontava para o 49A. E continuou: -Estão perante o homem mais medalhado do mundo. Convidou-nos a entrar para podermos ver os seus troféus. Encontrámos uma divisão repleta de taças desde o chão até ao tecto distribuídas por prateleiras que ocupavam as paredes. Enquanto a Suzana lhe fazia o retrato contou-nos a sua história. Eu fui desenhando  as taças até não caber mais nenhuma no caderno.
Disse-nos que começou a correr aos 54 anos para perder a barriga e logo nesse ano ganhou uma prova. Desde essa altura que tem percorrido mundo. Vai com patrocínios claro porque, como ele diz, se tivesse que pagar 20 euros pela viagem não tinha. Aos 81 anos tinha ganho 81 medalhas de ouro um pouco por todo o mundo, uma por cada ano de idade, sublinhava ele. Com a alcunha de "o papa medalhas que veio do espaço" são raras a corridas em que não fica em primeiro. Hoje tem 84 anos e gaba-se de ter terminado uma prova com 15 minutos de avanço do segundo classificado. Isso gerou desconfiança entre participantes que acharam que ele tinha feito batota. Mas logo ali os desafiou a correrem novamente. No seu discurso nunca lhe faltou energia e boa disposição. Dificultou bastante a vida à Suzana pois estava sempre a levantar-se para mostrar mais uma medalha.

Encontrei uma reportagem do EXPRESSO quando tinha 81 anos. Alguma informação é ligeiramente diferente da que escrevi, mas eu eu ouvi em primeira mão pelo que é essa que considero verdadeira.


O Sr Francisco Mora na casa do Lado Direito
Momento registado pela Suzana Nobre que estava a desenhar ali ao lado.
As taças, as medalhas e os ténis. 1933 data em que o Sr. Francisco nasceu.



ENcosta de S.Vicente vista do parque do Choupal, TV.



Desenhar na encosta de S. Vicente, Torres Vedras


ENcosta de S. Vicente- Torres Vedras, do lado esquerdo o conhecido restaurante Páteo do Faustino".

ENcosta rosa

Há alguns anos atrás, nunca me passaria pela cabeça desenhar na encosta de São Vicente a vermelho com tons rosados, mas as experiências levaram-me a pegar de novo na tinta vermelha.
Conheço estas encosta quase como a palma da mão, via do destino voltei passar por estas ruas em trabalho depois de há muitos anos atrás a percorrer regularmente para visitar os meus avós.
O objectivo deste encontro era registar espaços que mais tarde irão ser alvo de requalificação.


Não optei pelos elementos mais óbvios mas por percursos que me dizem algo de outros tempos.


No fim, o cansaço já apertava, durante a semana acabei por ficar engripado e o vento que se fez sentir não ajudou, mas fui ficando e resistindo até ao ultimo dia, a companhia foi ficando cada vez melhor e existem oportunidades que não se podem passar.
As casas vazias também tem histórias, esta não era dos meus principais objectivos, mas estava cheia de pistas interessantes de outros tempos.

ENcosta de S. Vicente: registo físico e social

Tenho aguardado para escrever algumas palavras sobre o que se passou em Torres Vedras, entre os dias 17 e 22 de julho. Preciso de mais uns dias para recuperar e escrever algo à altura do que ali se passou. Mas a gratidão sobrepõe-se e aqui ficam algumas palavras e imagens.

Quando convidei a Suzana e o António, tinha plena consciência da qualidade do trabalho deles, logo as expectativas já estavam elevadas. Mas o resultado superou todas as expectativas. No dia 17 iniciaram a emersão na ENcosta e ainda no dia 17 passaram a fazer parte daquela comunidade. Isso não se consegue só com a qualidade do traço ou da mancha, consegue-se sim com caracter, simplicidade e um coração do tamanho do mundo. Fiz questão de deixa-los percorrer o caminho sozinhos, livres de preconceitos, pois tinha certeza que iriam ser bem recebidos.
O Desafio deste convite consistia no registo físico e social da Encosta de S. Vicente, cujo processo de regeneração urbana inicia no próximo mês de setembro. Mas eles conseguiram mais, muito mais, conseguiram aumentar a autoestima de uma comunidade que se sente excluída, tendo em conta o seu caracter periférico.
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, uma pessoa vale mais do que mil casas.
Provavelmente outras residências virão, mas esta terá sempre um lugar de destaque e isso deve-se sobretudo à Suzana e ao António. 



Entre os dias 17 e 22 de julho, passaram por Torres Vedras 56 desenhadores, vindos de vários pontos do país, que de forma generosa enriqueceram ainda mais o trabalho iniciado pela Suzana e pelo António.

O momento alto foi o dia 22 de julho, o último dia, onde se concentraram 45 desenhadores de várias idades.

O local de encontro foi o antigo matadouro municipal, cuja reabilitação permitirá a instalação do Centro de Artes e Criatividade. A parte da manhã foi dedicada ao Matadouro, Bairro Reis e Bairro da Floresta.



O Grupo da manhã: foto de Inês Mourão


 
O almoço foi no Choupal. A parte da tarde foi dedicada ao Choupal e Ermida Nossa Sra. do Ameal. Os mais "corajosos" (estava imenso calor) e  subiram a Encosta até ao bairro do Forte. O António foi mesmo até ao topo mais alto para levar o pessoal a desenhar "telhados deformados". A Suzana ficou-se pela Loja do Sr. Cuxixo e da Sra. Prazeres. Cá fora sentada, estava a moradora mais velha do Bairro, 96 anos - a Suzana desenhou-a. Enquanto isso várias pessoas aproximam-se, observando o trabalho da Suzana. Momentos de alegria.


 

Às 17h ocorreu a tertúlia - partilha de experiências com Suzana Nobre e António Procópio. O local escolhido foi a secular Ermida Nossa Sra. do Ameal.



 A tertúlia contou com a presença de elementos da comunidade que assistiram à apresentação dos desenhos, dos seus rostos, das suas ruas, das suas casas, do Lugar onde vivem - Encosta de S. Vicente.

 Grupo da tarde
Assim terminou uma iniciativa, pelo menos a 1ª fase. Para o ano está previsto um novo encontro, já com as obras a decorrer, mas até lá terão novidades desta iniciativa. O que aqui se fez terá certamente outros resultados, nem que seja como forma de agradecer à população, aos desenhadores e claro, à Suzana e ao António, a quem ficarei eternamente grato.
Em meu nome, do Município de Torres Vedras e da Cooperativa de Comunicação e Cultura, muito obrigado a todos.
Uma palavra de apreço aos parceiros institucionais que muito contribuíram para o sucesso do evento através dos canais de comunicação: Oeste Sketchers; DGPC; Ordem dos Arquitectos; Associação Portuguesa de Reabilitação Urbana e Protecção do Património. Não menos importante foi o contributo da Winsor & Newton, pelo patrocínio com material (papel e marcadores)

Toda a informação:

segunda-feira, 24 de julho de 2017

ENcosta: As pessoas

Na visita guiada pelo André Batista compreendemos a dimensão social deste projeto. Eu e a Suzana estávamos muito ansiosos por começar. A seguir ao almoço subimos a encosta. Não levávamos planos. Fomos à descoberta. Eu à procura das casas vividas. A Suzana à procura dos rostos que nelas habitavam. A nossa primeira paragem foi na Loja. A Loja é um café/mercearia, o único deste lado da encosta. Têm duas portas. Uma dá para a mercearia, a outra para o café. Mas no seu interior o balcão é comum às duas. 
À porta há sempre alguém sentado pelo que a Suzana não perdeu tempo e perguntou a um Senhor se o podia desenhar: O Sr. Mineiro. O Sr. Cuxixo que já sabia ao que vínhamos, serenou o Sr. Mineiro que não estava a perceber porque raio alguém o quereria desenhar. Após as primeiras linhas tudo ficou mais fácil. O sucesso foi tal que no fim o Sr. Mineiro queria pagar à Suzana. E depois de muita insistência aceitámos um café. E é com este espírito de gratidão por estarmos ali, que fomos acolhidos, acarinhados e tratados como família. Ofereceram-nos fruta, inquietavam-se quanto estávamos ao sol e no final de tarde eu arranjava sempre um companheiro para uma cervejinha. Fomos muitas vezes convidados para entrar em casa como é o caso da Dona Aurora que mora na Rua António da Silva Hugo.
Subindo as escadas do lado esquerdo e virando à esquerda encontramos a Dona Aurora.
A Dona Aurora é mais um exemplo do tipo de pessoa que mora aqui. Com 91 anos transmite alegria e boa disposição apesar de se perceber que a vida não tem sido fácil. Vive no cimo da encosta pelo que se torna muito difícil descer até à cidade. Mas a cidade também vem até cá. Às Terças feiras a camioneta do Sr. Rui sobe a encosta com frutas e vegetais.
O desenho tem esta dimensão humana que aqui foi levada para um nível que nunca tinha sentido.
Quando no sábado me despedi ouvi um "até segunda". Já não éramos visitantes. Fazíamos parte do bairro. Enchi um caderno A4 de desenhos e estou a tentar agrupar e sintetizar esta viagem. Mas são tantas as histórias que se torna difícil. Amanhã vou contar a extraordinária história do Xico das medalhas.



ENcosta com António e Susana

Quando consegui ir ter com o António Procópio, ele já estava a devorar escadas... o seu primeiro desenho estava muito bom, mas ao procurar dar sombras, ficou mastigado. Depois de alguma conversa andou às voltas com o grafismo e decidiu fazer outro... mais simples, onde se percebia melhor a distorção e a geometria da escada.Segundo ele tem de ser algo imediato, o primeiro desenho sai-lhe sempre melhor, comigo é contrário, preciso sempre de algum tempo para encontrar o ritmo do processo de desenhar, principalmente depois de uma caminhada com escadas...A Susana veio juntar-se a nós mais tarde, estava a desenhar a senhora da casa no topo das escadas.


A meio da semana encontrei o António a desenhar junto à rua marginal da encosta, cheia de movimento. Pensava eu que já havia algum cansaço mas não, a Susana apareceu e foram os dois explorar a Cruz das Almas enquanto o meu desenho lento me levou a ficar ali mais um pouco de pé, quase na estrada, a desenhar. Quando me juntei ao António, ele já tinha um desenho novo, ainda fomos descobrir pérolas no meio do mato mas a hora de jantar não deu para mais desenhos.

Antes do encontro de sábado ainda me juntei a alguns reforços ansiosos por desenhar a encosta, consegui voltar a ver os sketchers residentes e assegurar o apoio moral.
O António ficou ao pé da taberna e depois infiltrou-se no quintal de um vizinho habilidoso, a Susana estava com a Ana Ramos a cozinhar uma vista da rua, fiquei ali com elas e mais tarde juntou-se a Lurdes, ainda apareceu um gato preto cheio de teias de aranha na testa para ver o que andávamos a fazer mas ninguém o conseguiu desenhar.

À noite ainda tivemos algumas visitas fantásticas, a sabedoria do Pedro Alves e a hiper boa disposição da Rita Catita, a Maria Inês também se juntou, mas da noite, entre histórias, sobraram mais boas memórias do que desenhos. Uma semana fabulosa ;)
Não me canso de agradecer, além das entidades envolvidas, ao André Baptista por toda a dedicação e aos dois grandes sketchers residentes que acabaram por marcar a vida das pessoas da Encosta de São Vicente.

domingo, 23 de julho de 2017

ENcosta uma experiência social incrível

Estou de regresso de uma semana que me irá marcar para sempre. Trata-se do projeto ENcosta, um projeto de reabilitação urbana que tem início em Torres Vedras. Vale a pena ler a introdução do projeto (AQUI) pelas palavras do André Duarte Batista que o abraçou com alma e coração.
Ao longo da semana irei tentar explicar por palavras o que vivi nestes dias.
No dia 17 eu e a Suzana Nobre encontramo-nos com o André Batista no Choupal, uma zona magnífica do norte da cidade, que já recebeu prémios pelo seu projeto paisagístico. Apesar de já ter publicado volto a deixar aqui a imagem mais de acordo com o desenho original. E foi assim que se deu início a esta residência artística.

Quem está no choupal e olha para norte vê a encosta de São Vicente, a área abrangida pelo projeto de reabilitação urbana da Câmara Municipal de Torres Vedras . Do lado direito do desenho da Encosta de São Vicente podemos ver a Ermida da Nossa Senhora do Amial. Se continuarmos  pela nacional 8 (lado direito da Ermida) vamos passar pelo antigo Matadouro Municipal onde vai nascer o Centro de Artes e Criatividade com uma forte ligação ao Carnaval. 
A manhã de segunda feira foi passada a conhecer a zona de intervenção. O André teve o cuidado de explicar aos residentes para o que vínhamos, uma vez  que grande parte da população é idosa. 
Estava tudo preparado para começarmos a explorar
Encosta de São Vicente

Antigo Matadouro Municipal

Véspera da ENcosta

E lá sai do trabalho a correr p'ra Encosta de S. Vicente, em Torres Vedras, na sexta-feira, para apanhar ainda o António Procópio e a Susana Nobre a desenhar. Era véspera do encontro de desenho Encosta de S. Vicente/Reabilitação Urbana organizado pela Cooperativa de Comunicação e Cultura. Cheguei quando estavam quase a bater em retirada, com os reforços riscadores da Ana Ramos e do Bruno Vieira. Rapidamente, tirei do alforje caneta, pincéis e aguarelas e disparei para o caderno. Foi tudo muito rápido e saiu este rabisco, duma casa abandonada na Rua das Linhas de Torres Vedras.

domingo, 9 de julho de 2017

Convite - Desenho de Rua - Reabilitação Urbana

Olá a todos. Dia 22 de julho, temos um novo encontro de desenho em Torres Vedras. Estão todos convidados. Os primeiros 30 inscritos têm direito a ofertas especiais, que incluem um caderno. Contamos convosco!
Inscrições: Gratuitas, mas sujeita a pré-inscrição para geral@ccctv.org
Para além do encontro estão previstas residências artísticas, com a participação de dois desenhadores (urban sketchers), que durante uma semana terão oportunidade de desenhar nos seus cadernos a realidade física e social da Encosta de S. Vicente. Para o efeito, foram convidados o António Procópio e a Suzana Nobre.

Organização: Cooperativa de Comunicação e Cultura e Município de Torres Vedras


Programa:
17 jul – 21 jul – Residências Artísticas

22 jul – Desenho de Rua
10h – Encontro junto ao Antigo Matadouro Municipal
13h – Almoço livre – sugestão – Piquenique no Choupal
17h – Tertúlia com António Procópio e Suzana Nobre

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Caderno de Campo_Encosta de S. Vicente V

da rua das linhas de torres (torres vedras), apresenta-se com um único piso. mas na verdade tem dois pisos, conforme o demonstra este desenho, que foi feito numas escadinhas que ligam o miradouro meia-laranja, à rua maria pereira, rumo à ermida nossa senhora do Ameal. "Arquitectura popular" década 50/60, com cobertura de duas águas. 2 fracções, uma no piso superior, outra no piso inferior. provavelmente "prédio de rendimento", como tantos outros que foram construídos nessas décadas, acolhendo os operários das indústrias existentes, como por exemplo a Casa Hipólito ou Francisco António da Silva.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Caderno de Campo _ Encosta de S. Vicente IV

Há subidas que custam, mas no final vale sempre a pena.

Segui o exemplo do Pedro Alves e comecei a usar as horas do almoço para exercitar o corpo e a mente...desenhar, entenda-se...


 Esquerda - Rua Aníbal Gaspar (Choupal); Direita - Rua das Escadas (Matadouro).