Voltámos à rua! E aos desenhos ao vento, aos cabelos nos olhos, ao sol na pele, ao calor, ao frio, às dores nas costas... mas é assim que mais gostamos de desenhar.
Este foi um dos primeiros desses, pós quarentena. Feito numa esplanada, a ver a praia, podia ser um normal desenho de Verão.
A diferença é que há no ar um ambiente festivo e de intenso convívio que contrasta com a contenção que o distanciamentoum social requer. Pressente-se um desejo de perpetuar o lazer, a brincadeira, a boa disposição. É quase noite e parece haver uma recusa em voltar para a casa onde se esteve fechado tanto tempo e onde talvez amanhã não seja preciso acordar cedo. Estamos num dia de semana de Maio e há algo de estranho em ver a praia assim. É um cenário que desafia as rotinas instituídas para a época, em que é suposto estarmos a trabalhar a estas horas. Há algo de plástico nesta alegria toda, ou então sou só eu que me sinto dissonante.
Divirtam-se, pois! ( mas já agora, afastem -se um bocadinho, se puder ser).
Este foi um dos primeiros desses, pós quarentena. Feito numa esplanada, a ver a praia, podia ser um normal desenho de Verão.
A diferença é que há no ar um ambiente festivo e de intenso convívio que contrasta com a contenção que o distanciamentoum social requer. Pressente-se um desejo de perpetuar o lazer, a brincadeira, a boa disposição. É quase noite e parece haver uma recusa em voltar para a casa onde se esteve fechado tanto tempo e onde talvez amanhã não seja preciso acordar cedo. Estamos num dia de semana de Maio e há algo de estranho em ver a praia assim. É um cenário que desafia as rotinas instituídas para a época, em que é suposto estarmos a trabalhar a estas horas. Há algo de plástico nesta alegria toda, ou então sou só eu que me sinto dissonante.
Divirtam-se, pois! ( mas já agora, afastem -se um bocadinho, se puder ser).

























