Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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domingo, 25 de abril de 2021

Somos água, e animais aquáticos :)

 



Fui até Paço d’Arcos para desenhar alguma água… pensei que seriam uns reflexos, algo simples, só para desanuviar a cabeça e tirar saudades do mar, mas logo me ocupei naturalmente dos seres que ali vão porque amam a água. E resultou num momento de observação da Natureza, em pequenas histórias humanas e caninas.
Todos eles foram desenhados ao longe. Eu estava no pontão, abarcando tudo à volta, e por isso resultou neste recolher de figurinhas, sem nenhuma verdadeiramente em primeiro plano.
Deixei muitas a lápis, mesmo que só como esboço, pois gosto dessa expressão muito leve, que me transmite muito. Um sketch é afinal isso mesmo, um esboço.

É maravilhoso como as pessoas e os cães se relacionam com a água, cada um com o seu jeito próprio… as pessoas vão contemplar o mar, descontrair ao pé dele, tomar banho, mesmo nesse dia relativamente frio, praticar desportos náuticos, pescar. 

Tocou-me um casal levando um filho pequeno a nadar sozinho e a brincar na água durante hora e meia sem se impacientarem, enquanto aguardam andando de um lado para o outro na praia, até ficar apenas o pai ainda por mais um bocado, sempre gentil com o filho, que continuava de molho (essa criança aparece duas vezes no desenho).

Achei graça aos jovens do clube naval que vira partirem mais cedo para as suas actividades, a retirarem barcos e canoas da água, ao fim da tarde. E vi alguns miúdos a conversar e brincar em cima das pranchas, à chegada.

E chegando aos cães é um delírio… como os cães que ladram às ondas, literalmente! Só desses vi dois, e um ia atrás delas a ladrar a cada uma, muito concentrado, enquanto elas rebentavam na praia (o que eu me ri :D ). 

Duas senhoras acompanhando um cão nadador, uma delas atirando um objecto flutuante colorido e cilíndrico para a água vezes sem conta para que ele nadasse a buscá-lo… e ela de calças arregaçadas, também desfrutando, com os pés na água.

Outro cão já velho, cujo dono se agachava ao seu nível, revelando muita atenção e empatia para com ele.

E outro, minúsculo, que puxava em sentido contrário, às arrecúas, quando a dona se aproximava da água, ainda a alguma distância, talvez com medo de ser levado pelo mar.

Ah… e um cão de água!... que afinal era o que menos parecia interessado nela. Acompanhava um casal que se passeou por ali sossegadamente, passando muito tempo sentados a uma boa distância do mar, e ficando representados bem ao longe no desenho.

Foi uma tarde com poucas aves. Essa ausência até foi providencial, pois foquei-me mais em humanos e caninos… já que me é difícil resistir a desenhar aves, quando as há.

De quem senti falta foi de uma ave muito pequena que anda na rebentação das ondas, para completar na perfeição este estar à beira d'água. Talvez não tenha aparecido por a praia estar tão concorrida nessa tarde. Mas assim já sonho com uma nova visita e novos desenhos.

Como isto não é uma publicação científica posso chamar a estes seres (a alguns garantidamente :D )… seres aquáticos.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

A nascente da Fonte Benémola

Em pleno barrocal  algarvio, este local é atravessado pela ribeira de Menalva. As nascentes brotam água durante todo o ano o que premite que ali exista uma flora e fauna ricas e diversificadas.

O som da água a correr, misturado com o canto das aves e a leve brisa, transmitem um sensação de tranquilidade que contrasta com a agitação do litoral algarvio.




terça-feira, 13 de abril de 2021

Reflexos num dos lagos do jardim Garcia da Orta

Assisti á execução deste jardim feito em homenagem ao grande sábio e humanista que, no tempo dos descobrimentos, foi viver para Goa onde foi impresso, em 1563, o seu livro "Coloquio dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia". Esta parte fica a nascente do Parque das Nações junto à Torre Vasco da Gama.
 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Desafio 121 - Água e os reflexos


Para o desafio de Abril, lembrei-me de um desenho que fiz na rampa dos barcos da Parceria-Geral das Pescas no Barreiro. Quando a maré enche, a rampa submerge. O acesso faz-se pela praia, que costumo percorrer de manhã e onde muitos fazem os seus passeios desconfinados.

No rio, os reflexos das grandes chaminés da antiga Siderurgia Nacional. Um abraço ao pessoal do Seixal!

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Desafio 121 - Abril 2021 - "Água"

 

Desafio 121 - Abril 2021 - "Água"

Participação até 25 de Abril.

Atenção às regras, nomeadamente ao uso da etiqueta: #desafio121 (sem espaço).

Lembramos que quem tiver mais comentários (não valem os repetidos, nem do próprio, nem de anónimos) será o vencedor, e o desenho terá o destaque no cabeçalho no próximo mês do blog e da próxima Agenda de Maio.

Participem!