Agradeço o desafio, mas sempre que «fechei os olhos» só visualizei a aconchegante sala 16s e os seus habitantes. Ao longo de mais de vinte anos, raras foram as vezes em que não abri a porta aos alunos. Hoje, sentada ao computador vejo-os aparecer como pop-ups no meu monitor, no entanto a sala está vazia... é a realidade.
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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
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sexta-feira, 24 de abril de 2020
quinta-feira, 23 de abril de 2020
quarta-feira, 22 de abril de 2020
Web Oficina 22 – Real vs. Memória
Bom dia a todos. Espero que estejam bem.
O exercício que vos proponho tem um carácter essencialmente
lúdico. É uma experiência. Já terá sido tentada, de certeza absoluta que não
inventei a roda.
Peço desculpa desde logo, por propor uma violação ao que
está explícito no cabeçalho do blogue: “neste blogue só se publicam desenhos feitos
de observação e no sítio”.
Como desenhadores do quotidiano, uma das nossas principais
valências é a observação. Demoramo-nos detalhadamente sobre os espaços,
objectos e pessoas, percorrendo com o nosso olhar, cada pormenor, cada
contorno.
Simultaneamente, cada um de nós, no seu dia-a-dia, já esteve
em determinados espaços milhões de vezes. Será que os conhecemos intimamente?
Ou será que a nossa memória nos atraiçoa?
Não vou agora entrar em discussões filosóficas sobre a
percepção, mas é sabido que temos uma memória objectiva, que o nosso cérebro
regista com perfeita exactidão, e uma memória subjectiva, que é processada
emocionalmente, manipulada e distorcida pelo “filtro” da nossa experiência de
vida.
Como neste momento estamos (na grande maioria) confinados à
nossa casa, temos a possibilidade de um convívio mais íntimo com ela. Escolham
um canto, um recanto, um enquadramento que pensam conhecer bem. MAS NÃO VÃO LÁ
AGORA!
Peguem no vosso caderno e material de desenho, e sem mais,
comecem a desenhar, com base na vossa memória visual. Não sei dar o nome
técnico-científico do processo, mas todos nós conseguimos aceder a essa espécie
de visita virtual nas nossas cabeças. Escolham o material e a técnica que vos
apetecer, mas tentem dar algum detalhe, podem usar cor, se assim o entenderem.
É um jogo para aferir o que pensamos conhecer e o que conhecemos de facto.
E só no final, depois de terminar, vão ao espaço, comparem o
que afinal é, com o que pensavam que era, tirem uma foto e partilhem juntamente
com o desenho. Divirtam-se!
João Pedro Coutinho
(usem as etiquetas habituais, #quarentenadesenhada, #weboficinas, #weboficina22)
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