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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
quarta-feira, 14 de agosto de 2024
domingo, 25 de abril de 2021
Somos água, e animais aquáticos :)
É maravilhoso como as pessoas e os cães se relacionam com a água, cada um com o seu jeito próprio… as pessoas vão contemplar o mar, descontrair ao pé dele, tomar banho, mesmo nesse dia relativamente frio, praticar desportos náuticos, pescar.
Tocou-me um casal levando um filho pequeno a nadar sozinho e a brincar na água durante hora e meia sem se impacientarem, enquanto aguardam andando de um lado para o outro na praia, até ficar apenas o pai ainda por mais um bocado, sempre gentil com o filho, que continuava de molho (essa criança aparece duas vezes no desenho).
Achei graça aos jovens do clube naval que vira partirem mais cedo para as suas actividades, a retirarem barcos e canoas da água, ao fim da tarde. E vi alguns miúdos a conversar e brincar em cima das pranchas, à chegada.
E chegando aos cães é um delírio… como os cães que ladram às ondas, literalmente! Só desses vi dois, e um ia atrás delas a ladrar a cada uma, muito concentrado, enquanto elas rebentavam na praia (o que eu me ri :D ).
Duas senhoras acompanhando um cão nadador, uma delas atirando um objecto flutuante colorido e cilíndrico para a água vezes sem conta para que ele nadasse a buscá-lo… e ela de calças arregaçadas, também desfrutando, com os pés na água.
Outro cão já velho, cujo dono se agachava ao seu nível, revelando muita atenção e empatia para com ele.
E outro, minúsculo, que puxava em sentido contrário, às arrecúas, quando a dona se aproximava da água, ainda a alguma distância, talvez com medo de ser levado pelo mar.
Ah… e um cão de água!... que afinal era o que menos parecia interessado nela. Acompanhava um casal que se passeou por ali sossegadamente, passando muito tempo sentados a uma boa distância do mar, e ficando representados bem ao longe no desenho.
Foi uma tarde com poucas aves. Essa ausência até foi providencial, pois foquei-me mais em humanos e caninos… já que me é difícil resistir a desenhar aves, quando as há.
De quem senti falta foi de uma ave muito pequena que anda na rebentação das ondas, para completar na perfeição este estar à beira d'água. Talvez não tenha aparecido por a praia estar tão concorrida nessa tarde. Mas assim já sonho com uma nova visita e novos desenhos.
Como isto não é uma publicação científica posso chamar a estes seres (a alguns garantidamente :D )… seres aquáticos.



