Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

Mostrar mensagens com a etiqueta Challenge XXVII. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Challenge XXVII. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de agosto de 2010

Challenge XXVII, ponte

missing bridge

Na minha infância, cheguei a tomar banho e a brincar junto a esta ponte (o que resta dela). Saudades da ponte de madeira e de tomar banho no rio.
Rio Cávado, Fão, Portugal, 8.2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Quantas memórias estes olhos retêm…




Nas estradas nacionais encontram-se muitos restaurantes e cafés (gosto mais deste termo que o moderno snack bar) que deviam servir de exemplo às estações de serviço, na qualidade dos seus produtos, na simpatia, e também na tabela de preços.

Na estrada entre Castelo Branco e Coimbra, existe o famoso “Pastor”, perto de Penela. Sandes de Carne Assada ou Panada e os extraordinários e gigantescos Pastéis de Nata, são motivos suficientes para a paragem, mas ainda há que contar com a muita simpatia de quem ali trabalha.

Ontem, parei lá. Cá fora estão duas “camionetas” e à volta, um grande grupo de excursionistas petisca. Entro, e dou de caras com uma senhora, bastante idosa, seguramente com mais de oitenta anos, sentada ao balcão, com todos os empregados à volta divertidíssimos. Lenço na cabeça, blusa, xaile, avental e saia, tudo muito colorido e garrido. Muito alegre e bem-disposta. Viva.

A Dona Maria Teresa Paciência, pacientemente, pergunta o preço de um copo de leite com café. Oitenta cêntimos, menina, responde um empregado. Diga-me lá na moeda antiga que eu com essas novas não me entendo, responde a “menina”. Cento e sessenta escudos, diz o empregado, divertidíssimo. É caro, comenta a Dona Maria Teresa Paciência, mas traga lá. E da bolsa tira uma fatia de pão e queijo, para acompanhar o leite.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Challenge XXVII - Memórias esquecidas


A senhora encolhida, à direita, costumava estar sentada no Colégio Militar, de frente para as escadas de saída do metro, com um caixote com chocolates e nougats apoiado num balde.

Encontrei esta página de um dos meus diários gráficos do tempo da faculdade. Talvez tenha perto de 10 anos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010


Memórias esquecidas
O actual culto de Nossa Senhora da pedra mua do cabo Espichel remonta a 1410.
Faz 600 anos.Em 1770 foi construida no santuário a «Casa da Opera».Desenhei a actual ruina em Março 2010.Terão estas pedras escutado música de Scarlatti ou a voz de Farinelli? Mesmo que não, podemos, sempre, ter estas memórias auditivas esquecidas.

Um sketcher da Maria Celeste

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Recordo a máquina de costura. Ainda funciona na casa do alfaiate para uns arranjos, poucos que o sr. já se reformou.
É repetido mas penso que se enquadra bem.

Memória do lugar IV.

Broas... I.
Broas... II
... aldeia abandonada no limiar do concelho de Sintra.
Mais do que aldeia ou aglomerado de casas , as " pedras amontoadas" de Broas são o testemunho de vivências outrora rurais e salaoias, é na verdade um patrimonio cultural exelente e que em cada visita nos deixa simplesmente de boca aberta... já lá fui mais de 20 vezes e sempre que lá vou encontro sempre algo novo para desenhar.... enfim...propunha uma manha, ou tarde ou , ate mesmo um piquenique de baixo do carvalho gigante, seguido de uma granda sessao de desenhos...enfim....

...eu alinho....

Challenge XXV. Memórias esquecidas

Decerto que não se trata de nenhum recanto ou objecto, trata-se sim de algo mais que isso. Recordo-me do único café que havia na minha aldeia quando era mais novo, cujo dono fechou as portas ainda nem tinha entrado para a escola. Recordo-me de ver os homens mais velhos a lerem e a jogarem às cartas ao fim do almoço, das garrafas de vidro verdes do sumo, de ficar a ouvir as conversas depois da missa e de jogar matraquilhos com os rapazes mais velhos. Fica o registo daquilo que me consigo recordar..

domingo, 8 de agosto de 2010

Quem não se lembra das grafenolas. Este é um rádio que ainda faz "ambiente" num dos cafés aqui da zona. Claro que os actuais MP3 são do tamanho dos seus botoes de sintonia. este tem um metro de altura por meio metro de largura.

Memória do lugar III.

Continuo na senda dos casais saloios abandonados. Desta vez fui buscar um desenho do "casal urbano" de almoçageme, diga-se de passagem que é um espectáculo... tem uma nora espectacular e um tanque lindo, escusado será dizer que estao tambem desprezados e ao abandono... e os donos vivem ali ao pé numa casa gigante pseudo-quinta do lago...enfim.... dá " Deus nozes a quem nao tem dentes"... enfim...

DOÑANA


Fica o registo para voltar lá na Primavera!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cervejaria Trindade: Um local onde ao sabor de uma boa refeição se pode sentir a vida de mais de 600 anos de história daquele local tão emblemático de Lisboa.


Challenge XXVII - Não estou pensando em nada


Não estou pensando em nada
E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o Verão quente do dia,

Não estou pensando em nada, e que bom!

Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
É como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas,
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada...

Álvaro de Campos

Os sítios modificam-se, desaparecem ou perdem sentido. Tal como as pessoas. Apenas os amigos são eternos. As músicas, os livros, os filmes, as exposições são factos que associamos sempre a algo. Aqui ficam evidências de algumas memórias minhas mesmo, mesmo do princípio de setenta.
Mas, na verdade, não estou pensando em nada, mas realmente em nada, em nada...

Desejo umas boas férias a todos os urban desenhadores.

Memória do lugar II.

... desta vez uma volta por mais um casal saloio que virou uma memória e ruina do lugar... O casal do Torrado , por de cima de Galamares, tem uma das vistas mais espectaculares para a serra....daqui vemos a villa , o castelo e palacio da pena o penedo e um luxo o mar... tudo isto em 260graus....é simplesmente espectacular... felizmente via ser recuperado por um amigo do meu pai... tenho pena que nao seja meu...

Challenge XXVII - Memórias


"A memória é o espelho onde observamos os ausentes"
Joseph Joubert

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Deixo aqui algo que desenhei num serão entre amigos.
O café por infusão, o bolo caseiro, o açucar amarelo que se guarda em madeira e a conversa amena acompanhada da boa garganhada que dura e dura.
Felizmente por aqui fazemos isto com regularidade mas, penso que este tipo de serões já faz parte da memória esquecida de muitos.
É terapia que recomendo vivamente que se retire do baú e se pratique varias vezes por semana

Challenge XXVII

Lisboa, 27 de Maio de 2004. Há 6 anos desenhei a vista duma esplanada
no Centro Cultural de Belém. Hoje do museu da Coleccção Berardo, em vez da silhueta do edifício da Armada, vê-se um hotel topo de gama...