A intenção era pendurá-los numa árvore para a fotografia, para que ficassem no lugar que lhes é mais próprio, mas estes dias de chuva e humidade não permitiram, e ao fim de quase uma semana de espera, decidi publicá-los mesmo assim.
Fui pintando as aves do quintal nas delicadas folhas de papel higiénico, o protagonista do desafio da semana passada. De manhã, quando lhes sirvo o pequeno-almoço, melros, piscos, pardais, rabirruivos, e outras aves, aparecem logo e fico muitas vezes a desenhá-los ou a observá-los apenas. Há muito que largas centenas de desenhos destes seres que me são tão queridos povoam os meus diários.
O papel higiénico inspirou-me usá-lo como suporte. Vieram belas memórias do tempo em que pintava em papel de embrulho de drogaria, quando tinha vinte anos. Sempre gostei de papéis porosos e rústicos, e que, como este papel higiénico, evocam papel de arroz.
Pensava inicialmente fazer, e em dias mais solarengos o farei, uma instalação deles numa árvore, e desenhar depois, publicando o resultado.
Foi tão agradável, que acho que não fica por aqui... Este suporte tem algo que me agrada muito próximo de uma arte efémera.



















