Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Berlenga à Vista

No passado Domingo tive o privilégio de fazer uma expedição à Ilha da Berlenga a convite do

ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

 integrado nas atividades do 37º Aniversário da Reserva Natural das Berlengas.
O dia foi passado com o André batista, o Bruno Vieira e a Lurdes Morais que organizou a expedição.
Andámos pelos trilhos e fora deles( porque estávamos com os biólogos). Caminhamos pela encosta e chegámos aos ninhos das cagarras. Tivemos oportunidade de ver alguns bebés, umas bolinhas de pelo cinzentas, e conhecer um pouco do trabalho que está a ser feito na ilha para preservar a espécie.

 Se quiserem saber mais podem espreitar um ninho ao vivo.
A live com 99 pode ser vista aqui:

Como são notívagos o melhor é espreitarem à noite.



terça-feira, 4 de setembro de 2018

Berlengas - manhã

No passado domingo, dia 2 de setembro, eu, a Lurdes Morais, o António Procópio e o Bruno Vieira fomos desenhar as Berlengas a convite do ICNF, no âmbito das comemorações do 37º aniversário da Reserva Natural daquela ilha de Peniche. Tivemos uma baixa de peso, o Filipe Reis Oliveira, que teve um imprevisto de última hora.
Aproveito para agradecer aos meus companheiros de viagem, sobretudo à Lurdes pelo convite e oportunidade de revisitar as Berlengas com outros olhos. Confesso que desde a juventude fui várias vezes às Berlengas, mas nunca com este olhar.

Saímos cedo de Peniche, e logo percebemos que teríamos companhia - o nevoeiro. Quem nos transportou de barco, foi o Eduardo Mourato, vigilante da Natureza do ICNF.  Quando chegámos, ainda não se fazia sentir o reboliço dos turistas. Estava tudo calmo, apenas os pescadores e alguns turistas que ali estavam acampados. Comecei este desenho no bar do bairro dos pescadores, enquanto esperávamos pelos membros da equipa do projecto LIFE Berlengas  que nos levaram a conhecer a Colónia de Cagarras. Tive de concluí-lo em casa, um pouco de memória.



Quando começamos a caminhar percebi que teria de mudar a estratégia de desenho. Não haveria grandes paragens que permitissem um desenho mais demorado - Troquei de caderno, mais pequeno, mais fácil de transportar - os desenhos tiveram que passar a ser mais rápidos e sintéticos, capazes de se associarem a alguns apontamentos escritos, fruto das explicações que íamos ouvindo.

A primeira paragem foi a colónia de Cagarras ou Pardela do Atlântico.


No meio da paisagem natural existem algumas construções de apoio ao funcionamento desta reserva, como a casa do gerador que encontramos no desenho que se segue.


Tivemos o privilégio de aceder a espaços que em condições normais jamais poderíamos conhecer. O contacto com as crias de Cagarras, foi uma experiência única. Os desenhos seguintes foram feitos junto ao ninho 99, o chamado "ninho ao vivo", já que tem uma câmara que transmite em directo a real a evolução da cria.


Seguimos caminho, agora guiados pela Lurdes Morais, técnica da Reserva Natural das Berlengas. Ganhámos um novo companheiro de viagem - o Farol, um elemento referencial sempre presente na paisagem. Acabei por desenhá-lo em variadas perspectivas.


Uns metros à frente parámos para conhecer melhor o ilhéu da velha, cuja denominação se deve ao facto de se encontrar na chamada "Ilha Velha".


Próxima paragem - Pesqueiro das Buzinas.


Mais uns metros e lá está novamente o Farol.


A hora de almoço aproxima-se e de repente o caminho rumo ao Farol, enche-se de turistas com carros de bebés e geleiras. Lá em baixo avistamos os barcos a chegarem carregadinhos de turistas. Um pouco mais acima encontramos o parque de campismo.

Ao aproximarmo-nos do Farol Duque de Bragança, começamos a perceber melhor a morfologia das construções adjacentes, que servem de apoio aos faroleiros, aos vigilantes e investigadores.


O facto de ir desenhando enquanto andava, permitiu-me fazer um elevado numero de desenhos. Por essa razão, publico apenas os desenhos da manhã. Numa próxima publicação partilharei os desenhos da tarde. Podem ser fracos, estes são os desenhos que mais gosto de fazer. Na sua maioria, a cor surgiu apenas em casa. Apesar da sua simplicidade, deram-me imenso prazer e além disso permitiram-me fazer a reportagem desenhada da nossa "expedição".

Podem ver mais fotografias neste álbum

Nota: Qualquer erro ou imprecisão que possam encontrar nos textos, é da minha inteira responsabilidade. Certamente as informações facultadas pelos vigilantes ou pela Lurdes foram transmitidas de forma correcta, mas nem sempre é fácil, ouvir, escrever e desenhar ao mesmo tempo.



domingo, 13 de maio de 2018

Berlenga

Foi em trabalho,  mas roubei o rabisco...
 O ilhéu da Inês ao centro,  sim a do Pedro e Inês. Logo atrás, o Cavalete,  aquele ilhote com um buraquinho.