Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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sábado, 20 de janeiro de 2024

Oficinas Singulares #43 | António Procópio

Nesta 43ª sessão  o António Procópio fala-nos da sua abordagem e a desafiar-nos a desenhar - no/ num local - de acordo com o seu modo de ver.


Exercício Proposto:
Usar uma “Régua” natural como referência para fazer crescer o desenho. 
Quando desenhamos o nosso cérebro diz-nos de forma inconsciente, que o que estamos a ver é comprido. Então todos nós temos alguma tendência para desenhar como se estivéssemos a ver a partir de cima (como um pássaro). Para evitar isso uso a seguinte estratégia. Escolho um elemento vertical (árvore, poste, sinal…) e desenho-o a ocupar grande parte do meu desenho.  
Depois imagino linhas horizontais que cruzam o desenho tocando o elemento desenhado (a minha régua). Vou desenhando e comparando os elementos novos com os que já estão desenhados. O desenho vai sendo “construído a partir do primeiro elemento. 


 
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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Oficina USKP em Penela

 No passado sábado dia 5 de Junho fui até Penela falar das minhas Perspetivas distorcidas. Foi um dia em cheio com muito entusiasmo por parte dos participantes. Desde os mais pequenos aos mais graúdos todos entortaram a perspetiva com grande dedicação. Esta Iniciativa está integrada na Programação Cultural em rede das Terras da Chanfana. A parceria com os Urban Sketchers Portugal irá culminar com o Encontro Nacional nos +próximos dias 19 e 20.






terça-feira, 6 de abril de 2021

Anonas

Este fim de semana estava eu na conversa com o meu vizinho Francisco quando surgiu, já não me recordo por quê, a questão da fruta. Ele que nasceu nos açores disse-me que na sua casa nunca faltam anonas. Perante a minha estranheza e desconhecimento, nunca tinha ouvido falar de tal fruto, o meu vizinho foi buscar uma e disse-me: "Prove e diga-me se é ou não é muito bom".

Eu confesso que o aspeto exterior não me deixou muito convencido. Resolvi fazer alguns desenhos e só depois a abri. 

Só quando provei é que me apercebi da riqueza deste fruto. É doce e delicado. Uma verdadeira descoberta.

Eu devia ter desconfiado pois o meu vizinho é um bocadinho guloso. E eu como também sou, tornei-me imediatamente fã.



segunda-feira, 5 de abril de 2021

Regresso à escola

 Hoje foi o primeiro dia de aulas presenciais após 2 meses e meio de ensino em casa. Cheguei bem cedo à sala de professores. Fui eu a abrir os estores para deixar entrar a luz da manhã. Os colegas foram chegando mas não havia muito animo na sala de professores. Farto de ver o mundo através do ecrã não perdi a oportunidade de desenhar à minha volta e poder contar um pouco do ambiente ali vivido, è certo que pouco animado. Mas para mim foi uma maravilha. Desenhar para além das paredes da nossa casa tem outro encanto. E só por isso já valeu a pena ter acordado mais cedo.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

O guache

 Fiquei apaixonado pelo guache desde o primeiro dia em que conheci a Marú Godas e a vi pintar. Guardo na minha memória com muito carinho o workshop dado por ela, na casa Vieira da Silva.

No dia a dia como urban sketcher acabei por usar pouco porque sujo tudo em meu redor quando estou na rua.  Mas é precisamente na rua a olhar o mundo com os 5 sentidos que o guache faz mais sentido. O guache permite-me expressar no papel aquilo que vejo, quase de forma ilimitada. E posso desenhar por cima da pintura. Adoro!  Voltei a encontrar a Marú no curso da Doméstika e com algum aprofundamento e as suas dicas estou a criar estratégias para tornar o guache uma ferramenta prática para o dia a dia, como urbansketcher. Com este desenho vou começar uma serie de registos de rotundas. Não sei porquê mas sempre gostei de rotundas. Parecem um micro mundo perdido enquanto a cidade anda em seu redor. 




sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Boas Festas

 O dia acordou com sol. Gosto destes dias de sol de inverno. São frios mas luminosos. Decidi levar os guaches para experimentar pintar na rua.  Assim foi a minha manhã : Sentado numa esplanada na Ericeira (muito vazia para esta altura do ano) a beber um café e a pintar com guache. Que este dia bonito e calmo seja o início de uma viragem de coisas boas. Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano novo repleto de de desenhos e encontros.




terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Um café e desenho

Voltei a ir para Lisboa de autocarro. Como chego mais cedo consigo beber o meu café calmamente enquanto desenho. É uma excelente forma de começar o dia. Quando o faço as aulas até correm melhor. Neste dia estava sol por isso pude estar na esplanada. Lembrei-me do Eduardo e fiz quase todo o desenho de uma forma mais rápida e descomprometida. É quase impossível não pensar no Eduardo quando desenho. A melhor homenagem que lhe podemos fazer é continuar a desenhar todos os dias.


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Um desenho rápido

Nas últimas semanas tenho reparado neste clássico estacionado na rua da explicadora da minha filha. Ando a namorá-lo. Paro, observo e sigo caminho. Hoje quando fui buscar a minha filha e a explicadora me disse para esperar um pouco decidi atirar-me de cabeça. Foram 15 minutos frenéticos, intensos e de enorme prazer. Absorver cada linha em cada segundo porque a minha filha podia chegar a qualquer momento e acabar com a "brincadeira". A pintura foi feita em casa mas já tinha o mais importante: A viagem da linha. 




quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Retratos imperfeitos

 Na segunda feira estive no Museu Bordalo Pinheiro para ver de perto o Projeto do Eduardo que está imparável nos seu retratos imperfeitos. Foi muito interessante ver os desenhos dos retratados e identifica-los. É que nesta "imperfeição", o Eduardo conseguiu apanhar detalhes que marcam e caracterizam cada um. O seu poder de síntese é incrível. O projeto que já tem livro continua. na parede estavam 28 retratos novos que se juntaram aos 96 e nessa tarde ainda ouve tempo para mais retratos o meu incluído.

Entre desenhos ainda houve tempo para dois dedos de conversa  e mais desenhos claro. Neste que fiz podemos ver o Pedro Cabral que fez um desenho excelente., O Eduardo imparável e o Javier de Blás que estava encantado com o museu e parecia querer desenhar todas as peças.

Quem ainda não viu a exposição ainda o pode fazer sexta e sábado no Museu Rafael Bordalo Pinheiro no Campo Grande.




domingo, 27 de setembro de 2020

No Parque das Nações com Lapin

 Ontem fui até ao Parque das Nações participar na oficina do Lapin. Foi uma manhã excelente com muitos reencontros, conversas e desenhos. É disto que tinha saudades.

1º exerc´cio desenhado  ao longe com uma vista sem distorção.

2ª proposta feita com distorção a mais divertida para mim.



sábado, 27 de junho de 2020

Encontro USKP no Castelo de São Jorge Lisboa

Hoje fui até Lisboa para o primeiro encontro organizado pelos Urban Sketchers Portugal após o estado de emergência. Gostei muito de rever os amigos apesar de estar pouca gente. E é perfeitamente compreensível pois continuamos a viver uma situação complexa. Depois de 5 minutos de conversa e abraços à distância, fomos explorar um castelo vazio. Por um lado é triste ver que Lisboa perdeu aquele frenesim, mas, desculpem-me o egoísmo, também sabe bem sentir Lisboa assim, onde se ouvem os passarinhos e conseguimos ver o chão das ruas.
Aqui ficam os dois registos da manhã de hoje.



Tinha muitas saudades destes encontros. Explorar o espaço e partilhar as minhas experiências com os outros é o que me motiva a desenhar. Viva estas viagens!




terça-feira, 2 de junho de 2020

Desconfinar

O post do Henrique pôs-me a pensar nas razões que me levaram a ser urbansketcher. Todas passam pela rua, pelo conhecimento do mundo através do desenho, pelo contacto com os outros, pelo fazer amigos novos e conhecer pessoas, pela partilha com os outros. Desenhar com os 5 sentidos como gosto do fazer é ser explorador mesmo que seja da esplanada perto de casa. Este foi o meu primeiro desenho numa esplanada desde Março quando fomos todos para casa. E soube tão bem quanto o pão com manteiga quentinho acompanhado de um café expresso. A luz, o som, as pessoas que passam, o rapaz da frente que diz ao seu pai: "tinha saudades de vir ao café contigo" e o amigo que já não via há dois meses que passa na rua e diz olá.. Tudo isto acontece durante o desenho e é por isso que ele conta uma história. Sim é por causa disto que desenho. É isto que me faz ser urban sketcher.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Fermento Andy Warhol

A proposta da Rita foi muito interessante. Mas eu sou suspeito. Gosto muito de Andy Warhol e gosto muito de desenhar estas coisas. Mas hoje decidi pintar com guache aplicando primeiro a mancha direta e depois pintando por camadas até chegar ao detalhe. No fundo tentei reproduzir a técnica da serigrafia que Warhol adorava. Procurei várias embalagens mas concluí que a embalagem do fermento em Pó era a ideal para este desafio. Primeiro porque esta é particularmente graficogénica. Depois porque é uma embalagem que habitualmente está perdida no fundo do armário mas com a quarentena passou a ser utilizada quase todos os dias. Cá em casa as meninas passaram a fazer bolos e bolachas quase diariamente. É a atividade favorita da quarentena. Eu sou só o provador e gosto muito deste meu papel.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Museu dos objetos insignificantes

Gostei muito da proposta do Paulo Mendes. decidi partilhar convosco o meu museu de objetos insignificantes que estão "expostos" em frascos ao longo da prateleira. Estes são só alguns. Nestes frascos tenho tampas, clipes, pioneses, agrafos, pedaços de madeira, pedrinhas, molas, imans, esponjas para aguarela, caixinhas de plástico das aguarelas, pregos, rolhas etc...etc....etc.... Estes objetos insignificantes são muito úteis pois sempre que preciso de alguma coisa tenho a certeza que ela existirá nos frascos. Mas isto é um museu ou um armazém perguntarão vocês. Para mim é um museu. Gosto de colocar estes objetos em frascos de vidro e gosto da forma como  se auto organizam lá dentro, Cada frasco é um pequeno mundo.

domingo, 5 de abril de 2020

Cronica da quarentena, uma proposta de Teresa Ruivo

A Internet e a televisão invadem-nos a casa com um "Vai ficar tudo bem". São milhares as situações que cada um inventa para passar o tempo, transmitindo uma normalidade que não existe. O testemunho da Teresa fez-me parar um pouco para pensar. Nas últimas semanas a porta principal da minha casa é a garagem, que é uma espécie de portal.  Quando vou à rua é para ir às compras. Vou sempre sozinho. O meu caderno de desenho fica em casa. Levo só os sacos e um frasco de álcool gel, que serve para limpar as mãos no regresso.
Dentro da garagem pouso o saco das compras que fica de quarentena, descalço-me e dispo-me. Depois subo para a sala deixando tudo para trás. Parece que de repente passámos todos a viver num filme de ficção científica. Estes procedimentos e o isolamento social são a antítese do ser humano. Eu não sei se vai ficar tudo bem, mas sei que vamos ficar diferentes.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Web oficina de Filipe Pinto

A proposta do Filipe fez-me vasculhar algumas caixas que ainda tenho guardadas à espera de concluir a mudança. Acho que quando mudamos de casa há caixas que ficam eternamente à espera de serem desempacotadas. Numa dessas caixas encontrei os meu aparos e alguns frascos de tinta. Em tempos coleccionei aparos, tintas e canas para usar no desenho. Mas sempre que os usava acabava por entornar tinta. Na rua revelou-se catastrófico. Por essa razão acabaram por ficar de lado. Mas gosto muita liberdade que a sua utilização permite. Estes já não regressam à caixa.

terça-feira, 31 de março de 2020

Reuniões de professores (em casa)

Nas escolas o 2º período terminou oficialmente a semana passada. Entretanto, como sempre, os professores reúnem-se para avaliar o que foi feito e os resultados dos alunos. Mas este ano as reuniões estão a ser um pouco diferentes. Com o distanciamento social arregaçaram-se as mangas, experimentaram-se plataformas até agora pouco usadas ou desconhecidas. E a vida vai acontecendo mesmo à distância porque o mais importante é que temos a capacidade de nos adaptarmos. E isso é muito bom.

Pequeno perto - Grande longe

A web oficina lançada pelo Eduardo Salavisa propunha uma brincadeira de profundidade para representar o 3D (realidade) no 2D (a folha de papel). O copo vazio perto de mim, espreita à garrafa também vazia ao longe, resultado de tantos brindes pela web fora.

domingo, 29 de março de 2020

Batedeira espacial

Sempre gostei muito de histórias relacionadas com o espaço. O Homem é um explorador nato e mais tarde ou mais cedo as viagens para o espaço serão uma constante. Por agora fiquemos apenas pela imaginação. A cozinha é um mundo de objetos incríveis que podem ser molas para outros mundos. E foi assim que a Batedeira dos bolos, que por estes dias tem tido bastante uso, se transformou numa nave espacial. Obrigado Fernanda Lamelas por esta proposta tão criativa.