Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Hamburgo sob um calor abrasador...

A memória mais forte de Hamburgo será para sempre a temperatura elevadíssima e o calor húmido que senti e para o qual não estava de todo preparada... Antes de ir até comprei um corta-vento para  para os ventos frios e a chuva... Foi mesmo muito difícil, tanto que quase não desenhei por lá. E quando o fiz foi no refúgio das noites mais frescas ou de espaços com temperaturas amenas onde descansei.

Trago boas memórias de novos amigos que fiz por lá e que espero ver em breve; de uma manobra incrível de um cargueiro enorme a poucos metros da área mais turística do porto e do local onde me sentei a ver; de um concerto de luzes e repuxos de água ao som de tango deitada na relva com milhares de pessoas a desfrutar de um pôr-do-sol (lá anoitece muito mais tarde do que em Lisboa) a 30º C; do belíssimo jardim Japonês no Garten und Blumen; da imagem imaginada do que será o enorme Lago Alster coberto de gelo em estado de "caipirinha" como eles dizem; do tanto verde por todos os lados; das Histórias da área do Porto e dos Armazéns de Hamburgo e a forma como toda aquela área sobreviveu às duas grandes guerras mundiais e se reconstruiu. E a cereja no topo do bolo: a cidade de Lüneburg que visitei e que fiquei a achar que deve ser a "Óbidos" ali das redondezas.

Proost!

Lago Alster

Café Speicherstadt



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Castelo ao Sol para a despedida, Heidelberg

As melhores despedidas de sítios belos são as que têm sol.

Ficou por fazer uma caminhada pelo Passeio dos Filósofos por entre a paisagem verdejante com magníficas vistas para a cidade: isso terá que ficar para uma oportunidade muito mais amena...

Hauptstraße é a rua principal, muito movimentada e muito longa

Vista para o Castelo do outro lado do rio Neckar

Vista para o Portão da Cidade Antiga

domingo, 15 de dezembro de 2013

No Castelo e no Museu da Farmácia, Heidelberg


O ex-líbris de Heidelber é o Castelo. Para lá chegar o melhor é ir de funicular, aproveitar para ver as vistas para a cidade subindo até à paragem de Molkenkur, voltar a descer para visitar o Castelo e o Museu Alemão da Farmácia que é uma pérola para qualquer viciado em rabiscos. Uma pessoa podia lá ficar vários dias...

A descida à cidade foi a pé, almoçei-jantei no mercado de natal e ainda houve tempo para visitar a Galeria de Arte Moderna.

Antes do final do dia, deslumbrei-me com os desenhos de grafite de Albrecht Rissler, coordenador dos Urban Sketchers Heidelberg, que tive oportunidade de conhecer.

Em redor do Molkenkur existem muitas destas esculturas de ferro negro.
De um lado do hotel há vista para a cidade e do lado oposto
para uma densa floresta despida de folhagem nesta altura do ano.

Vista de Molkenkur para a Igreja do Espírito Santo
(À esquerda é um postal de uma aguarela sem data da cidade antiga)

Perkeo de Heidelberg: bobo da corte, supostamente alcoólico
e responsável pelos stocks de vinho do Castelo...

Uma das alas do Museu Alemão da Farmácia com centenas e centenas de frascos, peças de vidro
e loiça, plantas, ilustrações de plantas, fungos e outras "bicharadas"

Vitrine com frascos e ilustrações de plantas medicinais
(À esquerda é postal de frascos expostos no museu)

Peças do laboratório do museu.
Não estão identificadas, porque as legendas estavam apenas em alemão...
o que não deixa de ser um pouco estranho num museu que recebe
largas centenas de milhares de visitantes por ano...

"It's only a State of Mind" na Galeria de Arte

"I love to Work for Truth and Beauty" na Galeria de Arte


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

St. Vitus e uma bola de Berlim em Handschuhsheim, Heidelberg


Aproveitei a hora do almoço para visitar Handschuhsheim que fica próximo da Universidade. Havia mercado de rua e experimentei a minha primeira verdadeira (?) bola de Berlim com doce de cereja. Estava mesmo muito frio e para dificultar ainda mais a humidade em redor das ruínas do Castelo Tiefburg era muito elevada.

É muito difícil desenhar com as luvas "sem dedos", mas ou é com elas ou não dá mesmo ao sol. O ideal é ir parando aqui e ali para beber um chá e ir entrando nas lojas para espreitar enquanto o corpo aquece com o calor do aquecimento central que parece ser omnipresente incluindo nos transportes públicos. O trabalho derreou-me e este foi o único desenho do dia.

Igreja St. Vitus, em Handschuhsheim, Heidelberg



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Explorando Heidelberg

Heidelberg é uma das cidades mais visitadas da Alemanha. É muito bonita, principalmente se há oportunidade de a visitar debaixo de sol, é pequena e afável. Os transportes são muito intuitivos e palmilha-se bem a pé, mesmo com o frio (-1 a 7 º C) que apanhei por lá - menos desconfortável do que o que se faz sentir por Lisboa nesta altura. Para quem não gosta de fazer quilómetros a pé há eléctricos e autocarros a passar constantemente nos dias de semana. Ao fim-de-semana pode ter que se esperar 10 a 20 minutos. Às vezes mais vale ir a pé para aquecer.


Em frente ao Jardim Botânico, há uma estátua de Ignaz Semmelweis:
médico e cirurgião Húngaro com papel importante para o conhecimento
dos procedimentos anti-sépticos: "só" por lavar as mãos antes de realizar os partos
evitou que muitas mulheres morressem com doenças infecciosas...

Desenhando às escondidas no quentinho do autocarro...

Depois de caminhadas ao frio surpreendia ao pedir chá... nos bares...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Berlim e Budapeste 4 - Diário Gráfico e muito mais

Depois de Berlim, segui para Budapeste em trabalho. A organização levou-nos a jantar pelo rio. Depois da última garfada subi ao topo do barco e depois de comichões várias na ponta dos dedos desinibi-me e não parei de desenhar até atracarmos.

Foi mais um desafio de resumos e resoluções muito rápidas. Decidi dedicar-me ao topo dos edifícios. E tive de encaixar os rabiscos em todos os pedacinhos de papel em branco do que restava da viagem a Berlim...







domingo, 18 de agosto de 2013

Berlim e Budapeste 3 - Diário Gráfico e muito mais

Dei-me conta mais uma vez de algo que a Maria Celeste dos Urban Sketchers Portugal refere muitas vezes nas conversas que temos tido sobre este desafio que é o desenho de observação nos diários gráficos: o estado de espírito está lá eternizado naquelas páginas: no traço, no cuidado, nas cores ou na sua ausência, nos enquadramentos, na escolha dos materiais…















Berlim e Budapeste 2 - Diário Gráfico e muito mais

Desenhei muito, ou melhor rabisquei muito, experimentei o desenho cego e o minimalismo. Percebi que quanto maior era o avassalamento: mais pequenos e minimalistas eram os rabiscos, sendo que alguns deles nem são desenhos de observação do real.

A Walking Tour foi um verdadeiro desafio: só desenhava quando o guia parava para falar. O tempo era tão pouco e fugia! Então obriguei-me aos resumos desenhados. Mas que excelente exercício: se queremos mesmo registar algo coerente não temos outra solução senão tomar decisões em estado de urgência!

Descobri finalmente a minha solução para as estátuas e para as pessoas nos meus diários: rabisco abstracto para quando não me quero focar nelas e desenho cego para quando me quero perder com tempo nas suas formas.