Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Lisboa Velha

Publicado em 1925 por Roque Gameiro é no livro LISBOA VELHA que estão as 100 estampas que deram origem aos nossos desenhos de Lisboa Antiga e que agora estão em exposição na Biblioteca Camões.
Quem ainda não conhece o livro tem agora oportunidade de o ver, requisitando-o na Biblioteca, numa próxima ida à exposição. Mais uma razão para visitar aquelas maravilhosas salas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Esta quinta-feira inaugura!!!

E não é que é já esta quinta-feira, dia 20, que inaugura a nossa exposição "Lisboa Antiga"?
É verdade, os desenhos que andámos a a fazer em Lisboa, seguindo os passos de Roque Gameiro voltam a Lisboa, depois de já expostos em Minde, terra do aguarelista, e em Elvas, integrada no festivel Traço de 2017.

Não faltes!! É às 18:00 horas, na Biblioteca Camões ali ao Largo do Calhariz, mesmo a começar a descer para a Calçada do Combro!!

A exposição está integrada no Bairro das Artes, uma iniciativa que envolve 38 exposições, todas a inaugurarem esta quinta-feira e abertas das 18:00 às 22:00 horas.

 (cartaz com desenho do Pedro Cabral, o mentor desta iniciativa)


Fica aqui um cheirinho do que vos espera na magnífica sala da Biblioteca Camões.


Finalmente, para quem não sabe o que fizémos aqui fica um exemplo de um desenho meu ao lado da réplica da aguarela do mestre Roque Gameiro.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Inauguração


Trazer uma exposição destas para Lisboa é sempre um desafio. Vai ser óptimo rever os Sketchers depois do Simpósio e das Férias! 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Minde e a exposição no Museu da Aguarela Roque Gameiro

Antes que a exposição de Minde acabe, publico os meus desenhos feitos no dia da inauguração no passado dia 18 de Março.

A exposição foi o culminar de um processo fantástico. Pela adesão e pelos resultados. A variedade imensa de registos dos locais de Lisboa que o Mestre Mingança desenhou há quase 100 anos, vistos agora pelos nossos olhos, constitui uma riquíssima colecção da qual se mostra agora um aperitivo em Minde, mas que terá outros voos.

No entanto tinha que começar em Minde, terra de nascimento de Roque Gameiro. A Classe da Borra Regatinhada de Mestre Mingança (Museu da Aguarela Roque Gameiro), na pessoa da sua directora Maria Alzira Roque Gameiro, recebeu-nos tão amavelmente, abrindo-nos o Museu, o Atelier de Tecelagem das mantas de Minde e organizando um programa cultural relacionado com o Conservatório de Música, de que a actuação do Charales Chorus foi um exemplo. Todas estas valências são testemunho do impressionante trabalho que o CAORG - Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro tem feito em Minde e arredores onde conta já com 8 pólos na região (CLICAR).

A par desta dinâmica cultural, é relevante destacar o papel do CAORG na preservação e divulgação do "minderico", um linguajar que teve origem nos feirantes das mantas de Minde, Afinal mais um atractivo que justifica em pleno uma visita a Minde para os que não puderam vir à inauguração e mesmo o regresso dos que vieram.




terça-feira, 28 de março de 2017

Ainda Minde

Ainda faltou publicar este desenho feito no encontro em Minde. É o resultado de uma brincadeira que fiz com o Tomás Reis e que consistia em mapear o edifício do Museu da Aguarela Roque Gameiro colocando todos os alçados no mesmo plano. Faltou caderno para concluir o lado direito. Na prática o resultado final interessa muito pouco. O divertido mesmo é fazer o exercício agarrando a perspetiva que nos vai escorregando, tentando domá-la e brincar com ela até onde a razoabilidade do olhar o permite. Fazer asneiras e continuar como um miúdo à descoberta, absorvendo de olhos bem abertos cada centímetro do edifício.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Museu de Aguarela Roque Gameiro, em Minde

Lamento não ter ido de manhã ao encontro. Só consegui fazer um desenho da parte da tarde, depois da exposição dos desenhos "Lisboa Antiga de Roque Gameiro".
Agradeço à organização pelo trabalho que tiveram. O espaço é maravilhoso, os desenhos impressos em papel aguarela ficaram excelentes. Uma fantástica tarde de sol radioso em boa companhia.


sábado, 25 de março de 2017

Amigos do Banzão

Ontem eu e um grupo de amigos, incluindo a Fefa fomos visitar o museu Roque Gameiro e a exposição dos USk a Minde. Este exercicio foi feito no fim do almoço, durante a sobremesa. Desenhar pessoas  de cada lado da mesa em 10 minutos, nãofoi fácil. Gostei da experiencia! Falto eu.
Leonor Janeiro

sexta-feira, 24 de março de 2017

Minde (de tarde)

O almoço foi cheio de conversa e da habitual riscalhada (que não partilho porque ficou na toalha de papel), e renovou o alento para uma tarde com mais alguns desenhos.
Como de manhã tinha ficado pelo museu, de tarde quis ir visitar o atelier de tecelagem onde se fazem as mantas de Minde e onde ainda podemos encontrar um tear já com mais de 40 anos. A máquina de costura é que não é daquelas mesmo antigas apesar de ter o pedal debaixo da mesa, mas de qualquer forma achei que poderia encaixar bem no meio da roda e da dobadoura.


Depois da visita ao atelier regressámos ao museu, mas eu estava cheio de vontade de dar uma espreitadela pelas ruas da zona velha e optei por não voltar a entrar. Em vez disso segui o muro e umas ruas até chegar a uma zona sem saída que desembocava numa área rural. Como já ando com saudades de desenhar no campo não precisei de pensar muito para começar a desenhar... e no fundo a paisagem também faz parte de Minde.


O tempo começava a apertar e pus-me de regresso ao museu para a partilha final, mas ainda tive tempo para parar junto ao muro dos jardins para mais um desenho e voltar a incluir (muito disfarçadamente) o torreão do museu. Enquanto desenhava podia ouvir o grupo coral que cantava nos jardins do museu.


Já de novo dentro do jardim do museu Roque Gameiro, enquanto o grupo coral fazia uns encores encaixei mais um desenho no caderno pequeno.
Antes do regresso a casa houve ainda tempo para a partilha e as habituais fotos de grupo que já andam aí a rondar pelas redes sociais.

quinta-feira, 23 de março de 2017

O regresso do filho pródigo


Depois de várias semanas de preparação, os desenhos feitos durante o desafio de seis meses proposto pelo Pedro Cabral aos Urban Sketchers Portugal viu, finalmente a luz do dia! Alfredo Roque Gameiro deixou Minde para trabalhar, desenhar e pintar as ruas de Lisboa no princípio do século XX. No último sábado, perto de uma centena de desenhos, feitos por cerca de cinquenta autores, em revista aos cem locais originais desenhados pelo célebre aguarelista estabeleceram-se na sua terra natal em tributo.


Não havia melhor sítio nem melhor gente para receber esta exposição que o Museu de Aguarela Roque Gameiro e as pessoas que o mantêm. Os desenhos podem ser vistos até 15 de Abril, altura em que serão reunidos para uma futura exposição que ainda está no estirador. No museu também se pode visitar uma exposição de originais de Alfredo Roque Gameiro, alguns deles, ilustrações feitas para uma edição d'As Pupilas do Senhor Reitor. Por cima de tudo, o próprio edifício onde se localiza o museu - a Casa Açores, com os seus jardins e anexos - vale bem a visita, tendo sido, em toda a probabilidade, projectada por Raul Lino, já que ele e Alfredo eram bons amigos.



O encontro de desenho que inaugurou a exposição juntou cerca de 20 desenhadores no museu. Alguns até exploraram o atelier de tecelagem onde se fazem as belas mantas de lã de Minde, e a própria vila. Ao fim da tarde, o grupo local Charales Chorus ofereceu-nos um belo gospel e umas outras melodias para o caminho de volta a casa.


Minde (de manhã)

Para mim Minde era "aquela vila que se vê da auto-estrada, na zona onde é muito inclinada". Mas eu gosto de conhecer Portugal e os seus recantos (como muitos lhes chamam), por isso não quis perder a oportunidade de visitar Minde no âmbito do encontro dos USKP.


A nossa base era o museu de aguarela Roque Gameiro, localizado na casa que chamam dos Açores idealizada pelo Arq. Raul Lino. O dia encontro começou com uma visita ao pequeno espaço do museu onde, por entre a arte emoldurada de Roque Gameiro, encontrámos também alguns objectos pessoais do artista.



Depois da visita ao museu surgiu a oportunidade de visitar o jardim da casa, muito arranjado, bonito e agradável. Ao chegar de manhã tinha-me apercebido do torreão num dos cantos do jardim e achei que se encaixaria bem no meu caderno, por isso procurei o ângulo que mais me interessava (de preferência que me permitisse ficar ao sol) e lancei-me ao desenho.



Como afinal o sol estava muito forte e eu já estava a arder, antes do encontro para o almoço fui para a parte mais fresca do jardim, que tinha árvores mais altas e dava uns ares de mata. Sentado numa enorme rocha desenhei uma parte da casa que se via por entre a folhagem.
Depois foi tempo de partilha do trabalho matinal e logo de seguida o almoço já merecido depois do trabalho árduo da manhã.

quarta-feira, 22 de março de 2017

terça-feira, 21 de março de 2017

Ninhou

A Capela de S Sebastião, em Minde
Um desenho já antigo mas que ainda não tinha visto a luz do blog

Ninhou

Neste sábado fomos desencantar uma vila única. E quem achar que lá por estar a uma hora de Lisboa, é um sítio igual a tantos outros, desengane-se. Para lá da serra de Aire mandam os que lá estão, mandam as gentes de Ninhou, que em português tem o nome de Minde. E foi na língua local que o Pedro Cabral nos deu as boas vindas, ao lado da Doutora Alzira, do Museu Roque Gameiro, e com o Pedro Loureiro a lançar o desafio. Um desafio, por sinal, bem exigente: estar na inauguração da exposição dos desenhos... a desenhar.


Os mais afortunados viram a casa por dentro. Fomos recebidos pelos melhores guias poliglotas. Não só o projeto expositivo é notável (é da equipa que também concebeu o do Museu do Oriente), mas também a própria coleção de aguarelas de Roque Gameiro vale a viagem de Lisboa... e muito mais.


Com o António Procópio tentei desenhar a casa a partir de vários sítios, num só desenho. Receio que, qualquer tentativa de enganar a perspectiva só retire beleza à casa.


Com um projeto de Raul Lino, arquiteto muito próximo dos Roque Gameiro, a casa ainda testemunha essa grande amizade. Não podia haver melhor espaço para a exposição.


Com um dia tão ameno, o jardim presta-se à fotossíntese. O Pedro Loureiro e o Luís Frasco também beneficiam, mas sempre de bloco na mão.


Depois dos emocionados discursos, também proferidos pela Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, e de excelentes acepipes, fomos presenteados pelo coro do Conservatório de Minde. Poucas vezes ouvi gospel tão bem cantado!



Como uma cereja em cima do bolo, era o sol que se escondia atrás dos montes verdejantes. Pena, era preciso voltar à urbe!

Ainda sobre Minde

Depois de uma manhã de descobertas fomos almoçar. Escolhemos o Cantinho dos Sabores, um dos patrocinadores da exposição. Escolhi Cabrito (capado). Não vou entrar em pormenores. Cabrito em Minderico é Salta Catrepa.
Foi um almoço animado. Podemos ver aqui o Vicente Sardinha e o Mário Crispim em Grande cavaqueira.
Terminado o almoço fomos à inauguração da exposição, motivo que nos levou a Minde.
Aqui estou eu armado em gabarolas muito orgulhoso do meu cantinho. Estou acompanhado do desenho do Nelson Paciência e da Filipa Silveira. A exposição foi montada nestes cartões cinzentos e resultou muito bem. 

O museu preparou-nos mais um mimo. Café com canela (muito bom) e roscas, um doce típico de Minde. Não as desenhei. Limitei-me a comê-las. Eram muito boas.

Antes do Final do dia ainda fui ver o Centro de artes e ofícios Roque Gameiro ver o atazanar das menízias (o tecer das mantas)

Para terminar fomos visitados pelo coro ou melhor dizendo CHARALES SHORUS.


O dia estava a terminar e tínhamos de regressar. Entramos no carro ainda a ouvir as vozes do couro. 
Ainda não tínhamos saído de Minde e a Inês já dizia: Temos de cá voltar,


Minde





A árvore de Minde junto à capela de Santo António que me piscava o olho para a desenhar.

Em Ninhou (Minde) Museu Roque Gameiro de Aguarela

Mais desenhos desta terra formidável, sítio único onde estando a desenhar nas ruas, todas as pessoas que passavam nos cumprimentavam, e algumas até vinham ver o desenho, e elogiar. São simpáticas por natureza. Gostei, e nem conheci a parte velha, que soube depois ser muito gira para desenhar, fica para a próxima.

A Rua Justino Guedes, penso ser, o nome do primeiro dono da Casa dos Açores, em frente ao Museu de Aguarela Roque Gameiro, em primeiro plano a Capela de Santo António.

O Torreão da Casa dos Açores, também ele agora convertido em espaço expositivo.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Minde

Na rua Padre Paulo um cão, assustado, passou a correr. As pessoas também não paravam. Só parou uma senhora para dizer mal de tudo.


Ninhou

O torreão da Casa dos Açores.
Foi agora restaurado ,e para a exposição Roque Gameiro Lisboa Antiga, dos USkP, abriu pela primeira vez abriu como espaço expositivo .

Ninhou (minderico) - Minde




No sábado em Ninhou (minderico) - Minde.

Um dia óptimo. Vimos a exposição de Roque Gameiro no seu Museu da parte da manhã e depois fomos desenhar. A seguir a um almoço muito conversador fomos ver a exposição dos nossos trabalhos; e que bonita estava. Seguiram-se mais desenhos, muita conversa e um pequeno concerto do coro local.

Fica o sketch feito da parte da manhã durante a visita à exposição e o torreão e a casa feitos quando cada um partiu para desenhar.

Grande dia. Obrigada a todos que nos receberam tão bem e ao Pedro Cabral, Pedro Loureiro e Luís Frasco que montaram a nossa bela exposição.