Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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sábado, 3 de junho de 2023

Oficinas Singulares #36 | Tomás Reis

Contamos três anos de conversas mensais sobre a prática de desenhar no sitio.

Esta 36ª conversa informal - em Livestream - sobre a prática do desenho comemora a diversidade que existe no grupo urbansketchers.


Hoje convidamos o Tomás Reis para nos falar da sua abordagem e a desafiar-nos a desenhar - no/ num local - de acordo com a sua perspetiva. No Final da conversa o nosso convidado demonstra como responde ao seu próprio exercício.
O desafio está lançado!

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Oficinas Singulares #36 | Tomás Reis

 

À semelhança do desenhar com… esta sessão consiste numa conversa informal - em Livestream - sobre a prática do desenho.

Nesta 36ª sessão convidamos o Tomás Reis

para nos falar da sua abordagem e a desafiar-nos a desenhar - no/ num local - de acordo com o seu modo de ver.

A conversa apresentada em direto aqui no facebook será partilhada no nosso blogue e canal de Youtube.

https://linktr.ee/tomasreisarchInstagram: 

"tomasreisarch

#USkPAzores

#USkPortugal

#oficinassingulares

@tomasreisarch


domingo, 5 de dezembro de 2021

Belém aos azulejos

Abriram-nos as portas do Museu: durante um dia inteiro, desenharíamos os jardins da morada oficial do Presidente da República de onde quiséssemos. Por ali passam o Chefe da Casa Civil, conselheiros de Estado, visitantes oficiais, ilustres condecorados, equipas de futebol vitoriosas, medalhados olímpicos e, claro, o mais alto magistrado da nação, Comandante Supremo das Forças Armadas, nosso Presidente. Mas naquele dia, iríamos redescobrir pelos cadernos, se aqueles jardins de buxo parecem iguais à fotografia ou à televisão.



A primeira descoberta é surpreendente: o palácio de Belém tem uma escala bastante humana, longe da monumentalidade de outras moradas que a monarquia deixou. Mas também surpreende pela generosidade da vegetação e a serenidade das vistas, altivas ma non troppo, certamente democráticas, sobre a praça Afonso de Albuquerque e o rio lá atrás. 



Corria o mês de Novembro, bem avançado, a testar a resistência dos intrépidos desenhadores. A aragem fria espreitava entre os ramos dos pinheiros mansos, secando as mãos, mas espalhando também a fragrância nítida das sebes de buxo aparadas. E os desenhadores resistiram, sempre sob o olhar reconfortante com que Leonel Moura esculpiu Mário Soares, numa estátua que acaba de ser inaugurada.



Também no Jardim da Cascata se descobre uma monumentalidade encenada, mas eficaz. Das arcadas voltadas para o jardim, que parecem ter outras dimensões em fotografias, nos desenhos e dos cadernos. E foi daí que surgiu o primeiro dos desenhos do dia, todos com os mesmos materiais, como se o azul tivesse saltado das paredes dos azulejos e tingido as folhas dos cadernos.




No fim, permanece o essencial: a vontade de contar, de partilhar histórias na mancha e no traço. Também ali, na morada oficial do nosso presidente foi sentida, e só isso nos bastou.




quarta-feira, 29 de abril de 2020

#weboficina25 #acasasemparedes

Imaginar a casa lá fora, como libertação dos sentidos, é uma ideia que tem sido explorada, seja no cinema, seja na literatura. Em Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Joel e Clementine, respetivamente interpretados por Jim Carrey e Kate Winslet, acordam na praia, numa cama que podia ser do quarto. A imagem parece surreal. É essa procura que proponho: aproximar a nossa casa do exterior em tempos de quarentena, em que a promessa do ar livre parece cada vez mais presente.




O processo é simples. Vamos procurar os materiais de desenho que nos deixem mais confortáveis. As canetas mais espessas são ideais, soltam o traço e evitam que nos fixemos em pormenores. O mais importante é a atmosfera que queremos dar ao desenho.

A seguir, vamos desenhar um canto da casa. Pode ser um sofá e uma mesa, pode até incluir um tapete, parte do chão e o rodapé. Vale tudo, desde que nos esqueçamos que o tecto e as paredes existem.

Finalmente, vamos preencher parte do espaço vazio com um elemento do exterior. Pode a vista para a rua, ou uma paisagem abstracta: a linha do horizonte do mar, uma seara, ou aquela paisagem que gostaríamos de ter em casa.

O resultado final é pessoal, talvez intransmissível. Fizemos desenho de observação, mas o ambiente que deixámos nas folhas de papel vai parecer quase onírico. E se o desenho parecer confuso, é porque mal se distingue o espaço interior e o exterior :)




segunda-feira, 25 de março de 2019

Drawing Ground Zero

Por vezes, os ambientes mais complexos são quase impossíveis de descrever. Nesse contexto, o desenho ajuda a criar novas palavras, neste exercício da procura do traço primitivo. É um traço que nos lança à descoberta de elementos que reconhece, em vez de formas ou objetos facilmente denomináveis. O desenho acaba por parecer desconexo e sem relação com a imagem que inicialmente nos impressionou.


Na realidade, tudo está ligado, e o desenho permite-nos passar livremente de um elemento para outro, sem prestar justificações. Em Drawing Ground Zero, faremos uma série de exercícios de abstracção que nos irão lançar à procura dos verdadeiros elementos da nossa imagem, abstraindo-nos do seu significado, para redefinirmos o campo lexical de uma paisagem, de um edifício ou de uma obra de arte.

Vamos (re)visitar o MAAT com Tomás Reis e Pedro Loureiro, e experimentar a arte através de um laboratório de desenho.

Objectivos
  • Traduzir o que nos rodeia em linhas essenciais, através de desenho topográfico.
  • Adaptar um desenho à imagem dos elementos pré-existentes, aproveitando pontos e linhas de força.
  • Modelar volumes complexos com linha contínua, individual e colectivamente
Inscrições AQUI!