Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Pelas ruas de Ourém

Em Ourém, no Sábado passado, abrigado de algumas gotas de chuva que caíram durante a manhã, este foi o desenho que se proporcionou. Um resto do dia descoberto e quente.
Um encontro muito agradável, que permitiu rever amigos de todos os lados e que já não via há algum tempo - têm sido raras as oportunidades de se promoverem encontros com participantes de tantas cidades diferentes.
Os resultados foram excelentes.

 



domingo, 28 de junho de 2020



O programa de rádio "Encontros com o Património", na TSF, vai transmitir hoje, dia 28 de Junho, Domingo, depois do noticiário das 10h00, um programa sobre "O Grupo do Risco: viagem e património natural".
Falar-se de risco – e, particularmente, de Grupo do Risco - em contexto de Pandemia, pode prestar-se a outras interpretações. E, no entanto, não é nenhum jogo de palavras: é mesmo um grupo do risco, ou seja, um colectivo que usa o acto de riscar e de desenhar para caracterizar a realidade que nos cerca – com particular destaque para a extraordinária diversidade e a fragilidade do mundo natural.
Os participantes que integram este grupo não são somente desenhadores, mas também exploradores, biólogos, cientistas, veterinários, ilustradores, artistas, que utilizam as diversas formas gráficas e as suas próprias especialidades para chamar a atenção para a necessidade de conhecimento e defesa dos valores ambientais.
Alguns dos que integram o Grupo do Risco são membros dos USkP, pelo que, tendo em conta os objectivos e os trabalhos que este grupo dá a conhecer, vale a pena ouvir o programa de hoje.


terça-feira, 12 de maio de 2020

"O Guardador de Rebanhos" é uma das obras que me acompanha desde jovem e com a qual me identifico em muito.
A simplicidade de poemar sobre as coisas simples da vida, com a complexidade que as coisas simples têm, definiu Alberto Caeiro.
Caeiro era um homem do meio natural e rural, um mundo onde as coisas são e acontecem, sem ser preciso pensar porque acontecem. Estão lá, são assim, e sendo naturais, assim são belas.
Este é um dos meus contributos para a iniciativa (a)Riscar o Património Literário cujo objectivo num tempo de isolamento e propensão para a reflexão, foi unir estas duas formas de olhar a vida e o mundo, o desenho e a literatura.

Jorge Vila Nova

sexta-feira, 19 de maio de 2017

No workshop 10x10 coordenado pelo Nelson Paciência, no Palácio Nacional da Ajuda, foi lançado o desafio de desenhar peças e contar uma história em volta delas. Este foi um dos desenhos que fiz, um busto em mármore de D. Maria Pia, que se encontrava frente a uma janela, numa pequena sala de passagem entre duas salas maiores. Escolhi esta peça pois a pequena sala não tinha iluminação interior e a pouca luz que iluminava a escultura, vinha da janela, uma luz ténue, de fim de dia. 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

domingo, 25 de setembro de 2016

(a)Riscar o Património em Lisboa

(a)Riscar o Património em Lisboa - Comunidades e Culturas.
Entre o Largo do Intendente e o Martim Moniz.
Largo do Martim Moniz.

(a)Riscar o Património em Lisboa

(a)Riscar o Património em Lisboa - Comunidades e Culturas.
Entre o Largo do Intendente e o Martim Moniz.
Rua do Benformoso.



sexta-feira, 11 de março de 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

I.P.O. - Sistema de Caldeiras

Nas traseiras do IPO, a evidência de que estamos na presença de uma enorme fábrica, que desmonta doenças e monta gente nova.


I.P.O. Hospital de Dia

Uma sala de cadeiras, onde os pacientes confortavelmente instalados, ligados às máquinas e à terapia, embarcam em viagens... de sofrimento e de grande esperança.
Naquele dia apenas estávamos nós, a registar e a sentir através dos traços e cores, vivendo a ilusão de que se via apenas o que soçobrara no tempo. Já não existiam mais doentes para aquela sala.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Palacete Pombal

A degradação, quando atinge edifícios com algum valor patrimonial causa-nos muitas vezes duas reacções: o fascínio por uma certa estética instalada, imposta sobre o imóvel, e por outro lado, alguma indignação face à incúria.
Abstraí-me da segunda e limitei-me a desenhar o que via, levado pelo fascínio da degradação.
 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Museu da Electricidade

Não havia muito tempo. A meio da tarde corri para o Museu da Electricidade. Estava perto. Procurava motivos para fazer um desenho sobre património industrial. Àquela hora o museu já se preparava para encerrar e por essa razão, preferi ficar no exterior, podendo demorar-me mais. Sentei-me e comecei a desenhar a fachada. O vento que vinha do Tejo atacava-me pelas costas, cada vez com mais força e mais frio. A vontade de ver sair qualquer coisa do papel impediu-me de desistir. A minha mochila ainda tombou com a força do vento. Às tantas, os portões exteriores fecharam mas o guarda, sensível, deixou-me acabar o desenho, que só faltava colorir. Assim fiz, sozinho no átrio, terminando-o à medida que a luz do dia desaparecia também.
O desenho serviu para ilustrar o cartaz (a)Riscar o Património 2015.
  

segunda-feira, 24 de agosto de 2015