Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

IPO

No Encontro do IPO o Pavilhão do Rádio (1933 Arq Carlos Ramos) foi muito notado e desenhado.
Hoje pouco se adivinha do que era o edifício original. O tal que foi inovador a vários níveis, o que lhe conferiu notoriedade.
Aqui ficam dois links com fotos do antes e do agora:

http://www.ipolisboa.min-saude.pt/Default.aspx?Tag=CONTENT&ContentId=10017

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

IPO

Uma cozinha que é uma fábrica.
Servem-se quase 6.000 refeições diárias. Destas marmitas, saem cerca de 30kg de arroz por dia.
E, sendo o IPO um Grande Hospital, não é um hospital grande.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

IPO

IPO em peças soltas.
Não consegui abar o desenho que estava demasiado à larga.
Tive de lá voltar a buscar mais material.

sábado, 30 de janeiro de 2016

IPO

Um dos melhores encontros, até pelo inesperado da situação, que arrancava sorrisos de quem passava. Se bem que, por vezes, me senti um privilegiado...







IPO- objectos históricos






quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

IPO

Grandes, pequenos, assim assim, classificados e desclassificados, definitivos ou had hoc, no IPO há edifícios para todos os gostos. São 17. Uma dor de cabeça para quem trabalha em arquitetura hospitalar.
Felizmente ainda sobra espaço para uma boa coleção de verdes, merecedores de uma atenção profissional.

IPO

É um hospital antigo, muito remodelado e massacrado.
Atualmente a entrada principal faz-se pelo corredor das consultas. O atendimento é feito no próprio corredor, em circunstâncias...
Enquanto fazia este desenho assisti à entrada das visitas e fiquei com enorme admiração pelo grande profissionalismo e enormes boas vontades sem as quais as coisas não poderiam correr como correm.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

no IPO.


Um dos desenhos no IPO, este feito no caderno pequenino.

Cuidados Intensivos

Ao contrário do Nelson eu publico os desenhos feitos nos Cuidados Intensivos. Apesar de apreciar a sua opção. Um desenho é um desenho é um desenho. Raramente peço para posarem para eu desenhar. Desenho à socapa, rapidamente, nada de poses feitas. E o resultado é um desenho, nada mais que isso. As pessoas não são identificáveis. Nem eu quero que sejam. Tenho mais dois no meu blog.


no IPO

 
Domingo voltei ao IPO para fazer um desenho para oferecer, como nos foi sugerido. O Pavilhão de Rádio (onde a minha querida tia Ana trabalhou muitos anos), foi o tema que escolhi.
 
Pesquisando sobre o edifício:
Projectado em 1927 pelo arq. Carlos João Chambers Ramos e inaugurado em 1933, no período do aparecimento da arquitectura moderna portuguesa, é um dos escassos e claros exemplares de cariz funcionalista e racionalista, na linha de Walter Gropius,, numa época dominada maioritariamente por outras linguagens.
Foi a primeira construção europeia a obedecer às directrizes exigidas para aplicação das radiações, definidas no II Congresso Internacional de Radiologia, realizado em 1928, na cidade de Estocolmo.
 
 

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

IPO

Não é o único depósito de gás no IPO mas isto de ter gases nem sempre é sintoma de aerofagia.

A cozinha do IPO

A cozinha do IPO tem cerca de 45 funcionários, e produz talvez 6,000 refeições a cada dia, com excepção dos fins de semana, em que produz naturalmente menos.
É uma verdadeira cozinha industrial, que existe assim há cerca de 13 anos. A Ana Bento fez-nos, a mim e ao Pedro Cabral, uma visita guiada, e com detalhe nos falou dos lugares e das coisas que aqui acontecem:
o cadeado da Dona Lurdes, que fecha o frigorífico das sobremesas, a linha de produção do empratamento, a copa dos leites, a copa da UTM (unidade de transplante de medula), onde a comida depois de confeccionada é cozida à pressão durante 30 m, que elimina os restantes microrganismos que ainda poderão andar por ali, e que podem ser fatais para aqueles que têm a sua imunidade tão diminuída, entre outros lugares.
Desenhei a zona de lavagem de loiça, por entre simpáticas senhoras, ainda que incomodadas com aquele malandro que as desenhava. Depois fui desenhar uma panela gigante, onde se faz de tudo. Arroz, esparguete, e mesmo cozido, rancho ou feijoada, com chispe e hortaliça.
"Mas o senhor está aqui para nos fazer uma cozinha nova?", dizia a Dona Elza Maria, meio curiosa.
Infelizmente não estava, apenas para desenhar.

Também fiz um desenho nos Cuidados Intensivos, mas que vou guardar só para mim, sem o publicar. Desenhei a fragilidade da vida humana, de alguém a quem não pude perguntar se o podia fazer. E por isso não o publico.
Espero que a fraqueza desenhada no papel, por entre "pinças", tubos e mangueirinhas, se possa transformar, espero, em esperança.





IPO - Dia do Encontro


Estes são os desenhos que fiz durante o Encontro.  

Foi muito bom poder participar.





I.P.O. - Sistema de Caldeiras

Nas traseiras do IPO, a evidência de que estamos na presença de uma enorme fábrica, que desmonta doenças e monta gente nova.


I.P.O. Hospital de Dia

Uma sala de cadeiras, onde os pacientes confortavelmente instalados, ligados às máquinas e à terapia, embarcam em viagens... de sofrimento e de grande esperança.
Naquele dia apenas estávamos nós, a registar e a sentir através dos traços e cores, vivendo a ilusão de que se via apenas o que soçobrara no tempo. Já não existiam mais doentes para aquela sala.