Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Chamusca, o Coração do Ribatejo

A Chamusca fica na margem sul do Tejo, no coração do Ribatejo agrícola. A Câmara Municipal tomou para si esta assinatura geográfica como uma ferramenta de promoção ao turismo na região. "Chamusca, o Coração do Ribatejo" é a nova mensagem que pretendem enviar ao resto do país, baseando a campanha na riqueza da gastronomia, na cultura fervilhante e na força das tradições. Sendo o próprio Presidente da Câmara um desenhador, a Câmara Municipal convidou os urban sketchers a visitar a Chamusca para retratar as suas vistas e as suas cores.



Do topo da colina onde fica a pequena capela da Nossa Senhora do Pranto, o Tejo e a vila no sopé dos montes posavam para os desenhos. Tudo parecia indicar que esta era uma vila agrícola como tantas outras da lezíria , mas o que era extraordinário era o facto de a podermos observar assim do topo, com a vastidão da lezíria defronte. A Chamusca fica no fim do vale do Tejo e no início da vasta lezíria que termina no Mar da Palha, e isso faz com que seja um lugar único, onde as colinas do vale ainda permitem ver a vastidão fértil do Tejo. A subida não foi difícil. O autocarro da Câmara tratou disso por nós. As nossas pernas e o nosso apetite trouxeram-nos de volta à vila. A Câmara preparou um verdadeiro banquete num restaurante local. Provámos as diferentes iguarias regionais, guarnecidas com fadista e guitarristas.



Bem nutridos, estava na altura de passar uma tarde solarenga meio preguiçosa no centro histórico da Chamusca. A vila está polvilhada de edifícios relacionados com agricultura, cooperativas e edifícios de serviços do estado da primeira metade do séc. XX, lançados na tarefa de controlar e taxar tanto a população agrícola como as elites agrícolas da altura.



Para além do lauto banquete e da viagem à capela, uma outra oferta da Câmara foi um conjunto de cadernos desdobráveis com papel de alta qualidade, fabricados à mão pelos artesãos locais Linha28. Dele tive a melhor reacção das minhas aguarelas Rembrandt que tinha visto há muito tempo! E deu-me a oportunidade de fechar um encontro num único caderno. Vitória do TOC!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ary dos Santos escreveu (Carlos do Carmo fado)

Mar Ribatejo, maré cheia
O meu cavalo deslumbrou-se
E galopando pela areia
Bebeu o mar salgado e doce

É na Lezíria que nos cheira
A Maré viva dos esteiros
Água chorada a vida inteira
De homens que foram pioneiros
E mais não acrescento, porque desconcentra a alma e a vista do Miradouro da Srª do Pranto, fronteiriço à Ermida!

Chamusca, 1º Encontro III


Logo após termos sido recebidos pela organização local do encontro, rumámos ao alto da Ermida da Srª do Pranto, onde cada sketcher teve uma visão fantástica sobre os vales banhados pelo Tejo. Imponente e sobranceira sobre a paisagem, a ermida!

O seu interior, belo, sombrio, intimista, encontramos uma paz arrebatadora. Nela me debrucei sobre a riqueza dos vários painéis de azulejos. Os meus olhos fixaram-se apenas nos pormenores e na riqueza de azuis, desgastados pelo tempo, debotados, mas tão a meu gosto!




quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Chamusca, 1º Encontro Sketchers


Fontes , fontanários e chafarizes

A água é uma riqueza natural por estas 'bandas'
Por aqui, abundam fontes, fontanários, chafarizes dando beleza e emprestando frescor aos dias mais quentes.

Desde a "Branca de Neve" até aos que o povo apelidou de "Sete Anões" - sete pequenas fontes - não esquecendo o Chafariz da Botica, calcorreamos calçada, becos e ruelas encontrando em cada uma história para contar.

Chamusca, 1º Encontro Sketchers


Já faz algum tempo que decorreu o 1º Encontro de Sketchers na Chamusca, mas gostava de partilhar na mesma. Depois do encontro, em ambiente excelente, houve uma exposiçao de sketcths, cadernos e blocos para dar 'mostra' desta arte e apelar ao senso geral - que por estas bandas é alto e apreciativo - para o movimento urbansketch, cada vez mais do agrado do povo. Isso foi bem notado pela interacção entre público e sketchers. 

Agora que tenho de novo o caderno de volta, vou publicar os sketches deste maravilhoso dia. Fica o 1º para 'aguçar o apetite'!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

No coração do Ribatejo .... Chamusca

Perguntam-me se não se fizeram desenhos, claro que sim aqui fica um da Leziria e do Tejo.
Os outros desenhos AQUI .

"Chamusca O Coração do Ribatejo"

Um encontro a repetir!!!! Um agradecimento à Câmara Municipal e em especial ao seu Presidente Paulo Queimado que para além de nos receber maravilhosamente também desenhou connosco.
E para quem não pôde estar presente vamos ter uma exposição que brevemente será anunciada.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Encontro na Chamusca

No sábado passado, aceitei o desafio da Ana Luísa Frazão e rumei até à Chamusca com o Pedro Loureiro e o sketcher argentino Silvio Menendez que cá está de visita. A Ana foi a dinamizadora do 1º Encontro de Sketchers  da Chamusca, com o tema "Chamusca o coração do Ribatejo", organizada com o apoio da Câmara Municipal e do seu presidente, Paulo Queimado, ele próprio um entusiasta e praticante do urban sketching. E terá sido por isso que fomos todos brindados com um "leporello" com um papel maravilhoso, feito mesmo na Chamusca pela "Linha 28". Claro que não resisti e só desenhei nele!

E não podíamos ter sido melhor recebidos!
Depois da recepção nos Paços do Concelho, os cerca de 30 participantes seguiram de camioneta até ao miradouro da Nossa Senhora do Pranto, onde se localiza a ermida do mesmo nome.
Quem vê a traça singela do exterior não imagina quão impressionantes são os azulejos no seu interior. Limitei-me a desenhar um detalhe do retábulo "Jesus entre os doutores".


No exterior, também a vista debruçada sobre a lezíria é impressionante. Fiquei-me por um pequeno troço do panorama imenso que quase amedronta, se tivermos a pretensão de o registar por inteiro.


Descemos a pé até ao centro da vila, onde nos esperava um farto almoço no Poizo do Bezouro, oferta da organização aos sketchers. No final fomos presenteados com "fado ribatejano" na voz de um seu conhecido representante, João Chora, acompanhado à guitarra portuguesa por Bruno Mira. Podem ver ambos AQUI.


A tarde foi dedicada aos cantos e recantos das ruas da Chamusca, apetecíveis para desenhar, como este belo exemplar de Arte Nova.


Antes do final, com a partilha de cadernos e a habitual foto de grupo, ainda tive tempo para mais um ângulo daquela terra, que tão boas recordações nos deixou a todos.