Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

sábado, 16 de novembro de 2019

A chover no desenho


Aqui pela Invicta têm-se sucedido dias de verdadeiro apocalipse húmido em que chove persistentemente, chuva essa que com a cumplicidade do vento ganha salvo-conduto para entrar em todo o lado, tornando desabrigados os lugares abrigados, inviabilizando quase por completo o acto de desenhar.
Neste cruzamento movimentado e já quase a dar-me por vencido, acabei por deixar que fosse ela, mais os pingos do edifício ao qual estava encostado, a fazerem por mim o trabalho de misturar as cores. Gostei do resultado. Afinal, para quê arranjarmos antagonistas onde podemos ter aliados?

Deixar a chuva desenhar




Já estive em várias situações engraçadas desenhando à chuva, mas esta, no décimo aniversário dos Urban Sketchers Portugal, acho que superou todas as outras. 
Da parte da tarde um dos grupos foi com o Luís Miguel Frasco para o Miradouro da Senhora do Monte, e pouco tempo depois de lá chegarmos, já a desenhar, fomos apanhados por uma valente bátega.
Eu tinha começado a desenhar a paisagem com o Luís em destaque do lado direito, e a minha intenção era que desenhador e paisagem desenhada dialogassem no desenho, cada um dando força visual ao outro, ilustrando a intensa ligação que se estabelece eles.

Grande parte do lançamento inicial do desenho era aguarela e quando começou a chover em grossas gotas e em força, não houve sequer tempo de proteger o caderno.
Foi uma chuva tão forte como rápida e logo parou, como podem ver na fotografia que o António Alberto Frazão tirou de nós logo a seguir (outra fotografia ver aqui).

Apesar de se poder pensar que a chuva destruiu o desenho, eu gosto bem dele assim.

Já não lhe toquei mais. A natureza do tempo impôs-se e nas manchas e traços deixou a forte sensação daquele momento único, e refrescante. :)
Para mim este desenho manifesta uma das coisas que mais valorizo no acto de desenhar --- a observação do processo. O que fazemos orienta o desenho num determinado sentido mas o que acontece espontaneamente é aventura a viver e saborear.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Desafio105, Desenhar à chuva- Lagoa das Furnas


 E foi durante o workshop da Alexandra Batista, na Lagoa das Furnas,  que inesperadamente começou uma chuva miudinha condicionando a aguarela que eu estava a fazer, tentando captar a humidade existente no ar. Não fugi, deixei-me ficar, na esperança que algo resistisse. E os resultados de uma "verdadeira " aguarela  estão à vista, ficando na minha memória para todo o sempre uma paisagem "húmida" magnífica!



Desafio 105 - Desenhar à chuva

Não me importo de continuar a desenhar quando começa a chover. Uns pingos até podem dar algum dinamismo ao desenho. O pior é quando a própria caneta deixa de escrever. Aí não há nada a fazer e temos que parar. Neste desenho, felizmente, já tinha feito o que queria. Até o dragoeiro à direita que me traz algumas recordações de quando eu tinha 12 anos.

Biblioteca Municipal de Algés

DESAFIO 105- Desenho à Chuva

Encontrei guardado no computador este  desenho que fiz dentro do carro, num dia de chuva, daqueles em que os vidros ficam todos embaciados. 

Lembrava-me  que era um pormenor de uma dupla página, e fui procurá-la. Cá está ela então, inteira, para o desafio  deste mês, Desenho à Chuva, :



quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Entre os pingos da chuva

Rua do Castelo (Braga)

Catarinar à chuva

No passado sabado foi a vez do Catarino na Biblioteca Orlando Ribeiro . E lá estavam os negativos e a sua maneira original de ver o mundo. Eu que tenho a mania de preencher tudo, adorei a experiencia, afinal less is more. A chuva apareceu inesperadamente e salpicou o meu desenho. Parece que nevou.
Um desafio involuntário. Obrigada Fernanda pela sugestão.
Leonor Janeiro

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Desafio 105: Desenho à chuva

Com este tempo a ameaçar chuva lembrámo-nos deste tema para o Desafio 105 – Desenho à chuva. Tirem partido dos salpicos e explorem as técnicas com bastante água.

Até 25 de Novembro

Atenção às regras, nomeadamente à etiqueta: Desafio105 (sem espaço). Lembramos que quem tiver mais comentários (não valem os repetidos nem do próprio) o seu desenho vai para o cabeçalho no próximo mês.