Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Destilação do Medronho, Monchique

Na destilação do medronho com os Urban Sketchers Algarve, em Monchique.
Em 2013 já tinha andado andado a desenhar por aí: Eis os desenhos: aqui.

sábado, 28 de março de 2015

Desenhar nas estilas


Uma manhã de desenho na destilaria da Lameira, na Serra de Monchique.





Convívio com a confraria do Medronho na destilaria da Brejeira.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Encontro Urban Sketchers do Algarve - Monchique 2ª jornadas


Para quem  quiser repetir a visita ( como se realizou no dia 14 de Março de 2015) a uma destila ou visitar pela primeira vez este ano e assistir à destila do medronho o próximo encontro é já amanha!

Ponto de encontro às  10 horas  no Intermarché de Monchique.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Nas estilas em Monchique

De sexta para sábado a festa foi rija na destila do medronho em Monchique - ver da direita para a esquerda de cima para baixo



 Também com cores aqui

quarta-feira, 18 de março de 2015

Desenhar nas estilas

Encontramo-nos de novo, serra acima, para desenhar nas destilarias de medronho, as "estilas" no falar serrano de Monchique.
A noite avança, a aguardente pinga... 





 Terminada uma caldeirada, a borra é retirada com o grande cácero de cobre, e o alambique é limpo para receber a nova porção de massa de medronho.


De novo a cabeça é colocada, vedada com borra amassada ou com argila. O lume bem alimentado. Recomeça um novo ciclo de 4 horas...


O alambique mergulha o seu longo "nariz" na tina de arrefecimento que provocará a condensação.
Perto, a bomba (densímetro) e o canudo usados para controlar a graduação.



Petisca-se, canta-se, joga-se às cartas. Na Quinta da Brejeira a noite é longa...


No Monte da Lameira, a poucos quilómetros, outro cácero de cobre brilhante descansa entre duas caldeiradas.


terça-feira, 17 de março de 2015

Desenhar nas estilas


  É o tempo mágico das estilas. O medronho apanhado no Outono, e que ficou a fermentar todos estes meses, vai ser destilado.
  É tempo de acender a fornalha, colocar umas caldeiradas de medronho no alambique e fazer jorrar a aguardente. Saborosa, cheirosa, apaladada e inebriante.
  É tempo de ouvir histórias velhas e novas, de pôr as conversas em dia, ao longo das noites e dias que dura a destilação do precioso líquido.



Uma noite de convívio numa destilaria tradicional na serra de Monchique.





No dia seguinte ao fim do dia o coro da Confraria do Medronho Os Monchiqueiros 
animou com os seus cantares.



Visita a uma outra destilaria de medronho.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Desenhar nas "Estilas", Serra de Monchique


Passamos grande parte do ano em Monchique (Carlos Abafa e Ana Rosário Nunes) o que nos tem permitido assistir a toda a vivência da produção artesanal de aguardente de medronho. Este é um dos locais onde funciona uma destilaria, na gíria local "estila".

Este ano partilhámos essa experiência com outros desenhadores. "Desenhar nas estilas" aconteceu no fim-de-semana de 9 e 10 de Março. Entre outros amigos, foi um prazer partilhar olhares, petiscos e traços com Luís Ançã e Pedro Cabral. Esta é a primeira publicação que fazemos nos USk com o que registámos desse dia. (Carlos Abafa caderno de argolas, Ana Rosário Nunes caderno cosido).



Tradicionalmente uma "estila" tinha sempre momentos de convívio. Destilar era um processo moroso e solitário, dado que se fazia em contínuo, noite e dia, mantendo sempre o lume aceso na fornalha. Assim, ir fazer um pouco de companhia a quem estava a destilar era uma questão de solidariedade…



E um petisco era sempre bem-vindo! Como estes enchidos tradicionais de Monchique: os "molhos" (recheados de arroz) e a "morcela de farinha" (nada tendo a ver com a farinheira, esta é muito escura, usa farinha de milho e é feita em sacos de pano).



Os novos contentores de plástico azul convivem com as velhas dornas. Em ambas o medronho colhido no Outono fermentou durante vários meses, formando a "massa" que irá agora ser destilada.



Entre bidons de medronho em fim de fermentação, o Pedro Cabral aninha-se a desenhar. Ao fundo brilha o cobre do enorme "cácero" que, de oito em oito horas, servirá para encher de novo o alambique com "massa" fermentada.




Na destilaria da Pedra Branca, na manhã fria e chuvosa, o calor da fornalha aquece a massa, enquanto o Luís Ançã desenha. A "cabeça" do alambique, como um estranho pássaro de cobre, mergulha o seu bico no tanque de água fria, arrefecendo o metal nessa travessia e provocando, assim, a condensação dos vapores. Do outro lado do tanque, com a lentidão dos processos ancestrais, escorre a aguardente cristalina.




Numa prateleira junto à bica de saída da aguardente, os instrumentos de aferição aguardam. Um pouco de aguardente será recolhida num copo feito com um troço de cana e nele será introduzido o "termómetro" para medir a graduação.



Na destilaria do Monte da Lameira assistimos ao ritual do fim e início de uma nova "caldeirada". É o momento em que melhor se entende o funcionamento do alambique. Enquanto no outro extremo da adega o enorme "cácero" recolhe do fundo da dorna a massa de medronho fermentado que irá encher a caldeira, a "cabeça" repousa invertida antes de ser cuidadosamente reposicionada e calafetada. A caldeira — o ventre esférico do alambique — também ela de cobre, pode agora ser observada por dentro durante as operações de limpeza que a preparam para receber nova "massa".



De novo a espera, com um controle discreto mas eficaz do destilador. O manso pingar da aguardente, com um fascínio semelhante ao do crepitar do fogo…

sexta-feira, 15 de março de 2013

Chaminés de Saia, Monchique

As chaminés de saia são características de Monchique. Geralmente têm a largura da cozinha onde se fazia o fogo não só para aquecimento mas também para servir de fumeiro para os enchidos. A sua designação tem a ver com a parte superior que tem a uma forma mais ou menos de uma meia calota, adornada ou não no topo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Desenhar nas "Estilas", Monchique

Desenhos realizados nas destilarias da Pedra Branca e do Monte da Lameira, em Monchique.
Encontro organizado por Ana Rosário Nunes e Carlos Abafa, com o apoio da Associação Memo e a Confraria do Medronho.
  Os medronhos fermentam cerca de três meses nas dornas.
  Estas dornas têm dimensões tão grandes que é necessário o recurso a uma escada no seu interior.
  O medronho fermentado entra dentro do alambique que, por acção do calor, destila.
O Sr. Avelino está permanentemente a vigiar o processo.
  O Jorge, que controla o fogo de lenha que aquece a caldeira, faz o almoço: "jantar de grão" em lume de chão.
 
As destilarias são igualmente um local de convívio.
 Vários grupos chegam e partem durante o dia, partilhando petiscos, conversa e boa disposição.