Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


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sábado, 23 de outubro de 2021

Os irlandeses Paddy e Fergal

 



Na nossa viagem à Irlanda em 2018 ficámos vários dias em alguns dos lugares, e num deles, ainda a sul, para além da amizade que fizemos com o John, anfitrião do b&b em que ficámos, fizemos também uma grande amizade com os seus dois cães, Paddy e Fergal. E aqui estão eles quando lhes pedi para posarem um pouco enquanto fazia um sketch aguarelado, para ter uma base de inspiração real para fazer depois retratos a partir das fotografias que lhes tirei. 
O Paddy, que está à esquerda, era o chefe, mas o Fergal, o pequenino à direita, é que era o cérebro, mas sempre com um ar trapalhão e distraído, deixando o outro pensar que era ele que mandava.

Independentemente de qualquer arte final possível de fazer como retrato este será sempre para mim o melhor desenho, o que me diz mais, pois tive a completa colaboração deles, que posaram tranquilamente, e só desapareceram por momentos quando, segundo o John, foram atrás de uma raposa que sentiram passar.

É curioso como os animais de estimação de outras pessoas tão rapidamente nos conquistam o coração! :)


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Entrar no processo criativo e abrir-me à poesia da alma



Este desenho foi feito durante um exercício dado pela Roísín Curé num dos dias do workshop "Expressing the West", em Galway, em Agosto passado, e foi o resultado de uma séria de incidentes que acabaram por ter grande significado para mim.
A caneta de aparo começou por funcionar com muita dificuldade, pois a tinta não fluía. E só depois de desenhar percebi que a tinta não era à prova de água, e que a aguarela iria dissolver o desenho, pelo que optei por só aguar as formas mais distantes... o maravilhoso do momento é que todos os incidentes me iam fazendo sentir cada vez melhor, pois o prazer de desenhar estava lá inteiro, e sem qualquer impedimento.
Deixei de pensar em cumprir o exercício para viver o momento de desenhar.
Quando finalmente desenhei o barco azul já tinha feito o caminho até me sentir novamente uma criança a desenhar, e adorei que ele saísse assim com um toque mais infantil, destoando da minúcia do resto do desenho, mas compondo em plena harmonia o sentimento do meu coração.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Galway com Inma Serrano e a bebé Sophia

  


Irlanda. País do meu coração, onde me sinto verdadeiramente em casa. Estar lá é já para mim uma experiência única.
Ir a um workshop com a Róisín Curé, a Inma Serrano e o Miguel Herranz, alguns dos meus urban sketchers preferidos, multiplicou por mil o prazer da minha experiência.
E ir conhecer Galway foi o paraíso, sobre esta já tão rica expectativa.
Isto aconteceu em Julho deste ano.
Fizemos vários exercícios no workshop de três dias, mas este exercício, sobre o qual tive muitas dúvidas à medida que o ia fazendo, representa para mim a fusão entre a minha motivação e o que fui encontrar.
Feito numa das formações dadas pela Inma Serrano, e começando com muita luz para finalizar neste intenso claro/escuro, representa o que para mim é essencial no urban sketcher, e no que quer que se faça nesta vida, a dimensão humana. 
Este pai levou a sua filha ao pub, que em Galway, e neste pub em particular, é um lugar de grande harmonia, onde se fazem amigos e cujo ambiente é quase como a nossa sala de estar.
Nunca vi uma expressão igual de carinho e amor profundo de um pai que leva a sua filha a apresentá-la no seu ambiente de amizade.
O desenho começou com muita luz, que fui retirando, até retirar importância a tudo o resto e eles se tornarem o motivo principal do desenho.

Inicialmente resultou estranho para mim, por todo o negro que raramente utilizo e que aqui tomou forte presença, mas toca-me muitíssimo quando me lembro da impressão que eles me transmitiram. Luz, foi o que vi neles. Luz e amor.

E o conselho da Inma... que las líneas se conecten entre sí!

domingo, 10 de setembro de 2017

Falésias de Moher


As falésias de Moher, estendem-se por alguns quilómetros de oceano, na costa oeste da Irlanda, quase cem quilómetros a sul de Galway.
Quando parei para desenhar ali, a paisagem para todos os lados era magnífica. Fazia uma panorâmica que eu não me cansava de admirar uma e outra vez. Para o lado direito, depois do caminho estendia-se um campo que àquela hora tinha uma luz linda
, com uma cerca, onde pastavam e descansavam algumas vacas. E mais para lá uma povoação ao longe. À esquerda era água e montanhas muito ao longe. A harmonia era impressionante. Nem o constante passar de pessoas a comprometia.
Dali vê-se as ilhas Aran e as montanhas de Connemara, uma região de Natureza muito bela, principalmente com aquele tempo que muda constantemente e que dá uma luz mística à paisagem.
No alto da falésia vê-se uma torre e os tracinhos minúsculos que se vêm perto dela, assim como no alto da outra falésia, são pessoas a fazerem o caminho de ida ou vinda deste percurso.
Caso tenha oportunidade de lá voltar irei pernoitar por perto pois o regresso a Galway a horas de transportes públicos não me permitiu ficar a desenhar até ao fim do dia, como gostaria.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Galway Street Club


A Irlanda não é só bucólica. Muito pelo contrário: é vibrante, viva, divertida, tem muita música, convívio e animação. Galway é uma das cidades onde a Street Art melhor está representada e as suas ruas são verdadeiros palcos das mais diversas artes.
 Os Galway Street Club são um grupo de muitos músicos, com variadíssimos instrumentos que, duma forma exuberante e alegre, anima esta pequena cidade. Claro está que não resisti a desenhá-los. No fim, pedi aos músicos  de cabelos cor de fogo, tão vibrantes quanto a sua música, que assinassem por cima, o que passei a fazer com todos os músicos que desenhei. Isto também faz parte, não é?





quinta-feira, 28 de julho de 2016

Workshop em Galway com Róisín Curé, Shari Blaukopf e Marc Taro Holmes


Dias 14 a 16 de Julho decorreu em Galway um workshop de Urban Sketching. Ao todo éramos 45 participantes organizados em 3 grupos.
Durante 3 dias cada grupo trabalhou um dia inteiro com cada um dos magníficos orientadores/formadores, tendo tido a oportunidade de captar a essência da visão da Róisín, Shari e Marc.
Partilho aqui alguns dos trabalhos que fiz.
Espero que gostem. 

The Long Walk - Galway
com Shari Blaukopf



Galway's Fishery Watchtower
com Róisín Curé


Galway's Cathedral
com Marc Taro Holmes

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Dublin, St. Helens



Um momento de pausa, antes do jantar, nos jardins de um bonito hotel em Dublin. Continuo a lutar com os verdes e com as texturas...