Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Parque Mouchão - Tomar

Parque Mouchão

Mais um dos desenhos feitos durante o III Encontro Ibérico de Urban Sketchers - 31 out a 2 de Nov 2025 - TOMAR :-)



terça-feira, 18 de novembro de 2025

Janela Manuelina do Convento de Cristo, Tomar

Janela Manuelina do Convento de Cristo em Tomar com as sombras feitas com os lápis da Faber-Castell que foram oferta no III Encontro Ibérico de Urban Sketchers - 31 out a 2 de Nov 2025 - TOMAR

Através de uma das janelas do dormitório, consegui ficar mesmo em frente da janela pr a desenhar da melhor forma.



terça-feira, 6 de junho de 2017

Janela



Tenha Terry Gilliam, um dos famosos Monty Python, razão ou não, tenham os funcionários da bilheteira sacado  milhares ou não, a verdade é que um monumento, património da Unesco, tem uma beleza fabulosa e que o respeito que os nossos monumentos merecem nunca é devido. A maioria dos nossos monumentos estão sujos, quase ao abandono, fechados aos fins de semana e feriados. A arte e a cultura sofrem e fazem sofrer quem ama  a beleza

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Aldeia da Serra - Tomar



Enquanto esperava que fechassem a casa, isto é uma garagem do outro lado da estrada...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

De volta a Tomar

Domingo, dia 16 abril
Depois de Dornes, voltámos a Tomar
1ª paragem
esquerda - Igreja de Santa Maria dos Olivais, construída no séc. XII a mando de D. Gualdim Paes - sede da Ordem Templária. Mais tarde Panteão dos Templários.
Hoje é reconhecida como uma das obras mais importantes do estilo gótico em Portugal.  A simbologia denuncia a presença e influência da maçonaria. A igreja é uma peça de uma beleza incrível, muito bem conservada. Cá fora, a torre que permitia o controlo militar sob o rio Nabão. Ao fundo e do lado oposto, o castelo de Tomar e a Igreja de Nªa Sraª da Conceição,  a próxima paragem. Esta Igreja (direita) fica implantada num morro a caminho do castelo, com uma vista privilegiada sob Tomar. Foi construída no séc. XVI, ao estilo renascentista. Está fechada, uma pena

Final de tarde - caminhada solitária ao pôr-do-sol

Este cantinho junto à ponte (esq) chamava por mim. A guarda de pedra serviu de estirador e que jeito deu para descansar o braço. À frente o rio nabão, à direita a ponte, uma das principais entradas na urbe - a rua da corredoura, aquela rua que quase todos os centros históricos tiveram. Os cavalos deram lugar aos carros e aos peões. A rua desemboca na Praça da República. Para trás fica o café Paraíso, que devia ter sido desenhado, mas desenhar com a mão esquerda em pé, sem apoio, não é fácil. Esta praça tem dois grandes planos - o 1º sob os Paços do Concelho e o morro do Castelo. No meio uma estátua de D. Gualdim Paes.
O 2º plano da Praça, do lado oposto é a Igreja de S. João Baptista (esquerda), finais do séc. XV, destacando-se a torre sineira e o seu pórtico Manuelino, impecavelmente conservado. 
O cansaço começa a apertar, de regresso ao Hotel deparo-me com a Capela de S. Gregório (dir) que desde o 1º dia anda a piscar-me o olho. Abençoado banco de jardim.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tomar, dia III

No domingo, decidimos visitar Dornes


Dornes fica implantada numa península banhada pelo rio Zêzere. Ao chegarmos, o elemento que se destaca ao longe, é a célebre "Torre de Dornes" (desenho à direita), uma estrutura de base pentagonal erigida pelos templários para controlarem todo o rio Zêzere. Gualdim Pais, templário e fundador de Tomar, foi o responsável pela sua construção desta torre. A pedra à vista confere-lhe um tom acastanhado, que se destaca no meio do casario pintado de branco, incluindo a própria igreja que a ladeia.

Para chegarmos à torre, temos de passar pelas ruas estreitas, sempre com uma relação visual com o rio. À entrada um posto de turismo, que estava fechado. Os edifícios antigos encontram-se na sua maioria devolutos e alguns em estado de ruína. Rapidamente começamos a ouvir os cânticos religiosos. São 12h, domingo de páscoa, estão todos na missa, menos nós.

Ao subirmos até à igreja, o som dos cânticos tornam-se mais audíveis e percetíveis. No largo da igreja, crianças brincam, sob o olhar atento dos pais através de uma porta lateral da igreja.
No topo, para além da torre e da igreja, temos o cemitério com vista privilegiada sob o rio, e que vista.
Antes de regressarmos... o desenho...



Os desenhos saíram da mesma forma, espontânea e com a mão esquerda.

Um aspecto que não tenho explicado (e que me têm perguntado), tem a ver com a introdução da cor e da forma como tenho feito nestes últimos desenhos. A resposta é simples. O desenho com a mão esquerda não é um capricho, é uma necessidade e é a 1ª vez que estou a fazê-lo. A insegurança é muita e a falta de coordenação ainda maior. Mesmo quando começamos a ganhar confiança e coordenação, o tremor da mão é diferente, alterando por completo a personalidade do traço. Essa diferença assusta mais quando temos preto sob branco. O contraste acentua essa diferença e torna os "defeitos" mais evidentes. A mixórdia de cores é feita antes do traço, criando uma superfície diferente, dando-me mais confiança quando faço a linha de seguida. Eu sei que pode ser disparatado e sem sentido, mas é o que é, ficando aqui a partilha. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Tomar, dia II


Dia II

Saindo do Hotel, entrámos pelo Largo do Pelourinho, que se encontra em obras. Subimos sempre a pé rumo ao Castelo, por uma rua estreita, onde outrora passavam os cavaleiros a galope. Hoje, o silêncio interrompido apenas pelo chilrear dos pássaros.

A vista panorâmica sob a cidade, sob o rio é de uma beleza única. Noutras condições teria saído um desenho.

Depois de explicar ao Tomás o que eram os Templários e os segredos que guardavam, maior era a vontade de chegar ao destino.
Chegámos, foi rápido. Cá de baixo parece que a altura e distância são maiores.
Antes de entrar, parámos para uma água na esplanada do Café do Castelo.

As árvores dominam a paisagem, escondendo a fortaleza templária construída no séc. XII. O sol beija a muralha do castelo, denunciando-a: ouro sob azul. O desenho não tardou. Apesar da mão esquerda, saiu de forma natural, sem esforço...




 Ao entrarmos, somos surpreendidos pela beleza do jardim, fazendo esquecer alguns revivalismos menos conseguidos, fruto de uma intervenção romântica por parte do Estado Novo. Ao fundo, o que interessava realmente: O Templo do Convento de Cristo. 

Antes de entrar, 2 desenhos (esq. e dir.). Seguiu-se uma longa e inesquecível visita pelo interior do templo. Já me tinha esquecido da beleza do conjunto, fruto da quantidade e complexidade de edifícios, de estilos, de épocas. 

Quando pensava que já não havia forças, eis que me deparo com uma "velha amiga", a janela manuelina (ao centro). O seus motivos hiperrealistas e híper-naturalistas, sempre me inibiram de a desenhar. Foi preciso ter que desenhar com a mão esquerda para ganhar coragem...


De regresso ao Hotel, aproveitar o Sol e a piscina com vista para a Estalagem e o Castelo.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Tomar, dia I



Recarregar baterias, longe do trabalho :-)
Tomar, terra de templários, terra do Rosário, terra de encantos...
Chegámos a tempo da hora do almoço. Após um breve passeio junto ao rio, fomos seduzidos pela esplanada da Tasquinha da Mitas. Este desenho resulta de uma mistura entre a mão esquerda e a mão direita. A esquerda voltou a ganhar.
Depois de escolher bem onde me sentar (a famosa vista para o desenho), fico frustrado... o raio do chapéu que me tapou o castelo...


Voltámos ao Hotel, fizemos o check in, subimos e ouviu-se..."pai, estamos com sorte, vista para o rio, temos desenhos".

O desenho que se segue é da antiga Estalagem e do Jardim do Mouchão. Tive de voltar à mão esquerda, mas não desgostei do resultado - obriga-me a parar cedo, a sintetizar. Isso agrada-me.

A Antiga Estalagem fica numa "pequena ilha" do Rio Nabão, envolta pelo Parque Municipal do Mouchão. O edifício, inaugurado em 1949, ainda mantém o seu charme, apresentando-se com uma arquitectura ao "estilo do Estado Novo". No jardim, ao conversar com duas senhoras, fiquei a saber que a obra foi promovida pela Câmara Municipal e foi tão dispendiosa, que ficaram sem dinheiro para comprar o equipamento, levando a edilidade a concessionar a exploração. Outra curiosidade - no dia de inauguração da Estalagem foi inaugurado o Bairro Dr. Oliveira de Salazar destinado a famílias carenciadas. Os cabelos cor de prata, as rugas e a convicção no tom de voz das senhoras, levam-me a acreditar na informação.


Ao final do dia, sentados à beira do Rio, na companhia de 2 ilustres tomarenses, Fernando Lopes-Graça e Fernando Araújo (Mimi) Pereira. Desenho a meias com o Tomás.


No 1º dia percebemos logo que o rio é alma desta cidade.