Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Festival Música no Bosque - parte III

Sábado, dia 7 de julho

Acordei cedo e fiz uma caminhada pela aldeia. Voltei a esta bela peça de arquitetura, finalizar um desenho que tinha começado no dia anterior. 



Enquanto desenhava, uma moradora foi até à fonte buscar água. Aproveitou para descansar e eu aproveitei para conversar com ela sobre a história da aldeia.
De seguida, andei mais uns metros e encontrei esta casa de gaveto.


Seguimos para a praia fluvial de Lapa de Dinheiros para registar as atividades paralelas do festival.


terça-feira, 10 de julho de 2018

Festival Música no Bosque - parte II

Na 6ª feira à noite seguimos para o Festival, literalmente no Bosque de Lapa dos Dinheiros, num antigo terreiro e campo de futebol, onde encontrámos um ambiente extraordinário.
Desenhar à noite não é a minha praia, mas o ambiente conquistou-me.
 
 
Aqui uma extraordinária actuação do Luís Portugal.
 
 
No recinto existia um cantinho dos jogos tradicionais, que foi um sucesso, demonstrando que as crianças conseguem divertir-se sem tablets e consolas.
Serviu de lição para as crianças e para os pais, eu incluído.

 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Festival Música no Bosque - parte I

No passado fim-de-semana fui até Seia, mais precisamente a Lapa dos Dinheiros, onde estive a acompanhar e a registar as actividades do Festival Música no Bosque.
 
Um agradecimento ao Pedro Cabral, que em boa hora me convidou para o acompanhar nesta aventura. Um ambiente fantástico, numa paisagem única e na companhia de amigos e família. Todos os condimentos necessários para um fim-de-semana inesquecível.
 
Partimos na 6ª feira e a primeira paragem foi em Senhor das Almas, num pitoresco café de beira de estrada, junto ao adro da igreja.
 
 
Mais 30 minutos de viagem e chegamos a Velazim, a aldeia onde ficámos alojados, mais precisamente na Casa do Forno. Depois de várias horas na estrada e da luta com as malas, um primeiro momento de descontração. Enquanto desenhava as casas, eis que passa uma simpática moradora, nas "suas calmas"...
 
 
Saímos os 3 para uma caminhada de reconhecimento do Lugar. Esta pitoresca rua conquistou a minha atenção.
 
 
 
Um pouco mais à frente, encontrámos este casario, cuja morfologia denuncia onde estamos: aldeias de montanha.
 
 
Amanhã há mais
 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Lembram-se de vestir samarras? Ou os vossos pais?


Monumento "O Velho Samarreiro" em Vila Verde, Seia


Para saber mais sobre os samarreiros clicar ALI

sábado, 5 de novembro de 2016

RTP a P&B – "Omo lava + branco" e outras pérolas...


No Museu Natural da Electricidade, em Seia, está uma exposição sobre o tempo da RTP, quando se via a preto e branco. As primeiras emissões a cores iniciaram-se em 1975.

Anthímio de Azevedo, um nome inesquecível para muitas gerações de espectadores, apresentava as previsões climáticas com ajuda de um quadro escrito com giz branco.

Os anúncios eram muito criativos e assertivos também. Transmitiam mensagens como: "Creme de Barbear Palmolive, o creme dos homens de sucesso" e "Planta é melhor em sabor, pureza absoluta... Planta é para as pessoas de bom gosto", "Omo lava mais branco!" e outras pérolas...





sexta-feira, 24 de julho de 2015

sketchbook therapy transumância parte 3




Depois da paragem na Senhora do Espinheiro ainda faltava a etapa do resto da subida até à aldeia de Sabugueiro. Como a saída se atrasou, acabamos por ir de transporte, directos à aldeia, pois tínhamos ainda o compromisso, ao final da tarde, de realizar alguns desenhos na Lapa dos Dinheiros, onde decorria o Festival Músicas no Bosque. No entanto, antes de nos deslocarmos para o festival, ainda deu para ver a chegada dos rebanhos à aldeia e registar alguma animação do rancho folclórico. Como tudo se atrasou, e já chegamos à Lapa dos Dinheiros no lusco-fusco só deu para realizar mais 2 desenhos já de noite. Confesso também que, o cansaço físico já contribuía para a pouca disponibilidade mental do desenho. Como conclusão, posso dizer que foi uma experiência única o acompanhamento dos rebanhos, um prazer enorme desfrutar de toda a região natural e do clima, e um desafio ter o compromisso de criar um conjunto de desenhos que sirva de memória de um evento e que possa contextualizar uma tradição local. Espero poder repetir.

terça-feira, 21 de julho de 2015

sketchbook therapy transumância parte 2







Depois da paragem nas Casas da Ribeira, a caminhada é muito mais curta até à Senhora do Espinheiro onde chegamos por volta das 11:30. O descanso era apetecível assim como uma sesta depois da almoço, portanto só tenho estes desenhos da tarde.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

sketchbook therapy transumância parte 1








Como já foi referido anteriormente, eu, o Tiago, o Hugo e a Ana, tivemos o privilégio de sermos os desenhadores de serviço da festa da transumância deste ano em Seia.
Nesta 1ª parte estão os meus desenhos possíveis, que sintetizam o percurso desde a saída do centro de Seia, até à paragem para a merenda nas Casas da Ribeira.
Ter a responsabilidade de criar um conjunto de desenhos que pudessem ser um testemunho contextualizado do acontecimento, foi um desafio enorme, na medida em que, grande importância do evento está na caminhada serra acima. 
Ora, um dos defeitos do meu desenho é que não é muito intuitivo, nem impulsivo e portanto precisa de tempo, o que criou em mim uma angústia enorme de ter que decidir, a bem dizer em tempo real, o que seria importante ou não registar. Desenhar e caminhar ao mesmo tempo, como fizeram o Hugo e a Ana, não está nas minhas capacidades. Para além disso, como manter um carácter de reportagem nos desenhos, sendo que muito raramente tenho essa atitude nos meus desenhos em cadernos?
Com algum trabalhinho a posteriori, aqui ficam os resultados.