A primeira vez que experimentei desenhar com canetas fluorescentes foi num workshop do Richard Câmara. Achei a ideia muito interessante porque as cores misturam-se bem e com o preto focam ainda mais vibrantes. Depois percebi que os alunos ficavam doidos quando lhes pedia para desenharem com estes marcadores. Mesmo os mais relutantes não resistiam. Era como se todos fizéssemos parte de um grupo proibido que utiliza substâncias ilícitas. Um dia fiquei ainda mais fascinado quando descobri na Amadora BD que os meus desenhos fluorescentes brilhavam com a luz negra. Mais uma forma de colcat a malta a desenhar. Porque não se pode levar muito a sério um desenho fluorescente podemos simplesmente divertir-nos. Um dia destes até a Rita Caré vai desenhar com fluorescentes.
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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
As minhas preciosas páginas

As minhas preciosas páginas que garatujo durante a visita às exposições. São-me preciosas porque quando as revejo revisito os locais, as histórias, os quadros e toda a envolvência, são as extensões da minha memória. Graficamente nada valem, mas são preciosas para mim.
Hoje, volvidos alguns anos, tenho pena de não as ter agrupado em diários gráficos apenas dedicados ao tema Exposições; dar-me-iam menos trabalho a encontrar os registos quando a eles quero voltar, é que os cadernos já são muitos e começa a ser "encontrar uma agulha num palheiro".
Desta vez fica o registo da passagem pelo CAM para ver a exposição O Círculo Delaunay e a exposição do alemão Hein Semke de que muito gostei.
Nini a cozinhar
Tenho sorte por ela se queixar que ultimamente não a tenho desenhado e por não estranhar que fique de pé encostado ao frigorífico a rabiscá-la enquanto cozinha um dos meus pratos preferidos, ervilhas com chouriço e ovos escalfados.
Escondidinho em Lisboa II
Mais um recanto de Lisboa. De tal maneiro escondido que nem o sol aquece aquelas paredes e a humidade deixa as suas marcas por todo o lado. O tapume do pátio que dá para a Calçada de Santo António está a descascar todo o revestimento verde e deixa ver o metal que assim fica desprotegido pelo clima mais severo.
Um pequeno arbusto espreita pela janela e lá em cima um anexo surge meio envergonhado por detrás da chaminé.
Neste dia cinzento e de frio, aguentei melhor a temperatura e encostado a um muro, pude fazer o desenho mais confortável. Algumas pessoas passaram por mim espreitando para ver o "funcionário da Câmara" a tomar notas.
Belmonte
Na mesma viagem que fiz à serra da Estrela, fiquei hospedado em Belmonte. Que terra magnifica e pitoresca, fantástica para carregar baterias... e para desenhar ;)
Mais desenhos no meu blog: http://intervalosalmoco.blogspot.pt/2016/02/viagem-belmonte-e-altos-arredores.html
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Uma colagem de desenhos
O espirito Urbansketcher trouxe-me a felicidade de olhar para o desenho de forma descontraída. É no processo que experimentamos, nos desafiamos num verdadeiro sentido de descoberta. Este desenho é na realidade um conjunto de vários, feitos em papeis separados. É que hoje enganei-me e cheguei uma hora antes da saída da escola da minha filha. Não tinha levado diário gráfico e por isso estava mais ou menos sem saber se regressava a casa ou se esperava. Eis que surge uma amiga e perante a minha ansiedade tirou da mala alguns papéis. Com a única caneta que tinha no bolso desenhei os autoccarroscque partiam cheios de miúdos, o skyline do Convento de Mafra que tinha desenhado ontem, alguns sinais de transito do parque de estacionamento e alguns riscos imperceptíveis do desenho cego. Quando cheguei a casa recortei os papeis e fui montando tudo no diário gráfico. Por fim fiz a união disto tudo com as aguarelas de uma forma muito experimental e descontraída. Assim fica aqui uma dupla pagina que define, na minha opinião, muito do que somos. Obrigado.
Figueira da Foz - desenhos esquecidos
Sempre que posso, ando à pendura, pois permite-me descansar, observar, fotografar e até desenhar. Nada melhor para treinar o desenho rápido, do que desenhar em movimento. Trazemos connosco a essência dos lugares... pelo menos tentamos...
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