Com uns copos a mais, o diário gráfico passa de um objecto de experimentação a um objecto de desafio. "Agora desenha lá coiso!", "Agora desenha este!", "Agora desenha aquele!". Os copos provocam até desenhos ao desafio, como o da direita (cor de
PeF), em que cada um trabalha por cima do trabalho do outro.
Com copos a menos, mais facilmente nos concentramos em pormenores, e os desenhos saem mais descritivos. No miradouro de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, há um empregado de mesa brasileiro que, num fervor de adaptação ao novo país, levou ao extremo a mania portuguesa dos diminutivos.
A E. assustou-se com o
conlicencinha que veio, por detrás, sorrateiro. Tive tempo de tentar reproduzir de memória a expressão de espanto dela, enquanto o empregado distribuia mais
conlicencinhas pelas outras mesas.