Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

sábado, 27 de dezembro de 2014

Desenhar no metro

Sempre que tenho oportunidade vou desenhar para o metro. É uma excelente forma de praticar. Pena é que se encontrem cada vez menos pessoas com um semblante alegre.


Art Déco na Praça Callao

Este foi o primeiro esboço a caneta (uma Staedtler de 0.2 mm) que fiz em Madrid. Sentei-me numa esplanada em plena Gran Via, mesmo em frente à Praça Callao - uma espécie de Times Square madrilena, com ecrãs e neons gigantes - a olhar para o edifício "art déco" dos cinemas. Com os vidros da esplanada a fazer de para-vento, lá fui aguentando o frio. Quando comecei, estava a entardecer; ao terminar, aí uns 30 minutos depois, já o crepúsculo se instalara:


É certo que cortei a cabeça da torre principal. É certo também que as linhas de fuga na fachada à esquerda deviam afunilar mais. E dos outros "gatos" nem vale a pena falar. Mas o resultado divertiu-me, pois pareceu-me um quadradinho de banda desenhada:


Mais detalhes no meu blogue. Até breve!
Miú

Experimentando...

Fui apanhando pessoas, aqui e ali e junto-as todas num mesmo espaço... as diferentes escalas e orientações são propositadas...

(Tinta caligráfica delével e caneta Artline 200 Fine 0.4)

mescla


2014 foi assim para mim, bem preenchido de coisas diferentes:

- Umas bem decompostas e imprevisíveis como num desenho cego...
- Outras difíceis de construir, com frustrações e erros, como num desenho com a mão esquerda...
- Outras em velocidade de cruzeiro, sem parar nem olhar a meios, como num desenho de linha contínua...
- Outras ainda sem imposições nenhumas, mas nem por isso com resultados melhores, como num desenho livre...
- Por vezes a querer fazer tudo ao mesmo tempo, como num desenho com dois lápis ao mesmo tempo...
- E, finalmente, com a clareza de espírito de distinguir o que fazer e não fazer, como num desenho apenas a duas cores...

Tudo na mesma dupla página, tudo em 2014!

Encontro 67º - USKP em Loulé

Mercado de Loulé - Vista da entrada Principal

Interior do Mercado de Loulé - e venda de artesanato na avenida principal de Loulé

Feira mensal em Querença - Loulé - 1/2

Feira mensal em Querença - Loulé - 2/2


BOAS FESTAS

Retratos de Natal: Isa, Filipe, Manuel, Beatriz, David e André.

MUSEU DA LOURINHÃ_I

Após a versão inicial do 68.º Encontro dos USKP no Museu da Lourinhã 0,  publicada em 18 DEZ14,  aqui vão mais sequências do que foi oportunamente visualizado.

O edifício do museu consta de dois largos pisos, de um pátio interior e com demais anexos circundantes.
Fig 1. FACHADA PRINCIPAL DO EDIFÍCIO
No primeiro piso do edifício aonde eu encontrava a desenhar o espólio do Museu, mais concretamente no Salão das Profissões, registei ferramentas expostas, duas das quais correspondentes às profissões de carpinteiro e de marceneiro.
Fig 2. Exemplos de ferramentas profissionais
Outra demonstração de uma das profissões hoje inexistentes, mas que primou pela sua exibição de modelo ao vivo: 
Fig 3. VENDEDORA DE PIROLITOS, vestida e actuação a preceito.
Saindo da traseira do 2º. piso do edifício, dirigi-me ao pátio

Descendo a escadaria, em direcção ao pátio de céu aberto, localizamos um recinto nas traseiras do museu que nos conduz a alguns anexos de pequenas construções de medidas limitadas, se bem que aconchegadas. Esse local poderia outrora ter funcionado  como espaço multiusos pelo armazém e, entre outros, de arrecadação de potentes peças maquinaria, hoje em desuso.

Fig 4. COZINHA RURAL COM FORNO
Outro elemento importante exposto no pátio dando indícios de existência em tempos ocorridos, encontra-se uma casinha tradicional munida de curiosas peças de mobiliário antigas contendo vários pequenos equipamentos e instrumentos  caseiros muito utilizados na região um dos quais um maciço berço com a respectiva e vistosa colcha em croché, uma máquina de costura, um suporte de madeira com a correspondente almofada para a renda de bilro, peças de mobílias estilo campestres...e, cá fora, uma bomba de poço de água...

Fig 5. Parte da fachada da casa portuguesa e de algumas peças no seu interior
Fig 6. BOMBA DE ÁGUA, visto do pátio.
Finalmente, nesse edifício do Museu da Lourinhã um dos compartimentos importantes onde estão patentes ao público denomina-se PAVILHÃO DE PALEONTOLOGIA, famoso pelos seus achados fósseis. 
Como é óbvio, não tivemos autorização para fotografar um dos seus compartimentos onde se encontrava o ninho de ovos de Lourinhanosaurus (carnívoro), espécies únicas no mundo, mas escutámos atentamente a explicação que nos foi gentilmente dada.
Fig 7, No PAVILHÃO DA PALEONTOLOGIA
Ainda nesse pavilhão estão o esqueleto de Dinossauro, entre os quais uma verdadeira e comprida vértebra. Uma outra composição da ossada é artificial mas majestosa pela sua apresentação!

MUSEU DA LOURINHÃ_II

68º. ENCONTRO DOS USKP NA LOURINHÃ (CONT)
Entretanto, cerca do meio dia na rua ouvia-se o rufar dos tambores. Era dia de festa!
Fig 1 A ANIMAÇÃO NA RUA
Era o simpático conjunto OS GAITEIROS DE FREIRIA de TORRES VEDRAS, que presenteavam o público com alegre música da sua banda.    




Fig2. UMA JOVEM INSTRUMENTISTA DA BANDA
Gostaria que as imagens justificassem a actuação dessa banda e a alegria que transmitiram nessa praça engalanada, mesmo em dia de chuvisco! 

Como última interferência fica registada um dos momentos desta fases da música na rua. Uma instrumentista durante um curto intervalo curiosa, aproximou-se de mim para olhar para os meus rabiscos, ao que acedi na medida que os meus apontamentos ficaram quase prontos e nada me incomodava.  Apreciei as manifestação de surpresa das pessoas à minha volta ao localizarem as figuras das minhas imagens. Satisfeita eu ficaria se a banda tivesse conhecimento dessas imagens que lhes dedico pela sua simpatia e profissionalismo.

Segui para o interior do edifício do Museu onde nos esperava um delicioso almoço caseiro. Um manjar dos deuses com coisas boas e frescas!

Com as minhas notas explicativas desejo agradecer aos patrocinadores que tão bem nos acolheram. Infelizmente não possuo nomes de todos, pelo que, não votando ao esquecimento, apenas deixo aqui a minha consideração por todos que nos aguardavam, desde o balcão de atendimento a  outros que se seguiram até aos que nos acompanharam até o último momento. O meu muito obrigada!