Tenho um fascínio por casas antigas, do peso do tempo e da história, dos elementos que persistem em existir apesar da degradação. Em Aveiro há casas muito bonitas, pequenas e castiças com a traça tradicional dos bairros antigos, com belos azulejos cheios de detalhes. Passear pelos bairros do Beira Mar, Vera-Cruz, Alboi, é um regalo para os olhos, mas tem de se observar, procurar, levantar os olhos para encontrar estas lindas casas. Tenho pena de não perceber muito de azulejos, para identificar a sua época, porque são maravilhosos e são o que caracteriza mais as casas dos bairros antigos! Mas é certo que muitas delas estão num lastimoso estado de degradação, ou abandonadas, azulejos a desaparecer... encontram-se algumas em recuperação e pergunto-me sempre se vão manter a raça original mantendo as suas características.
Ando há que tempos para começar a desenhar os azulejos que me têm chamado a atenção durante os minhas voltas e este sábado decidi começar!
Comecei pelo Bairro do Alboi, um dos bairros mais antigos de Aveiro, com umas casas muito bonitas. Claro que me lembrei logo do pormenor que não me faz desenhar mais em Aveiro... o vento gelado!!
Nesta primeira, abandonada e a degradar-se, o vizinho do nº 14 disse-me que tinha ele ido viver para ali com 8 anos (tem 72) e já a casa era assim, velha e com esses azulejos ( e estava eu a imaginar os azulejos dos anos 60... não percebo nada!) e a casa dele tinha os mesmos, mas foi renovada.
O nº 17 está em obras, o interior está um estaleiro (espreitei pela caixa do correio) mas a fachada está ainda intocável, mantém os azulejos e todos os pormenores, mas já estão muito degradados e faltam alguns. Um bocado mais à frente, do outro lado do jardim, outra casa tinha os mesmos azulejos, em bastante melhor estado, mas aqui permitia-me sentar no chão e estar à vontade pois é uma rua pedonal. Esta, tb o Sr. se lembra de já ter estes azulejos.
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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
domingo, 1 de maio de 2016
O Marco Paulo na esplanada da Mata
A falta de cabelo não deixa perceber a analogia, no entanto aquele senhor manejava o telemóvel de uma mão para a outra com a mesma destreza que o autor de "Eu tenho dois amores" manejava o microfone. De tal forma não parava com o malabarismo que decidi desenhar um telefone em cada mão.
14 Maio | Workshop e Encontro de Diários Gráficos na Trafaria, Almada
Workshop e Encontro de Diários Gráficos
14 de Maio de 2016, Sábado
Trafaria, Almada
Trafaria, Almada
No dia 14 de Maio de 2016, a Trafaria será cenário de um dia de urban sketching em diários gráficos. De manhã será organizada uma oficina de desenho em agendas novas, mas inutilizadas. Funcionarão como diários gráficos. À tarde será organizado um encontro livre de diários gráficos pelas ruas da Trafaria.
PROGRAMA
10h-13h | Workshop de Desenho em Agendas na Biblioteca da Trafaria - Espaço Cultural da Junta da União das Freguesias de Caparica e Trafaria -, orientado por Henrique Vogado e Rita Caré
Para todos, a partir dos 10 anos
Inscrição obrigatória para: biblioteca_trafaria@jf-caparica-trafaria.pt | 212956407
Morada: Biblioteca da Trafaria - Mercado Municipal da Trafaria, Largo da República, Trafaria-Almada
Inscrição obrigatória para: biblioteca_trafaria@jf-caparica-trafaria.pt | 212956407
Morada: Biblioteca da Trafaria - Mercado Municipal da Trafaria, Largo da República, Trafaria-Almada
14h30 | Encontro de Diários Gráficos na Trafaria - Participação livre
Ponto de encontro à porta da Biblioteca da Trafaria
Sugestões: desenho do edifício do Mercado Municipal da Trafaria, Igreja da Trafaria, Avenida Bulhão Pato, Cais da Trafaria, etc.
17h00 – Encontro no Largo do Cais da Trafaria para partilha de cadernos
Mais informações AQUI em jpg e pdf
Rua Nova da Trindade
Eu e o Pedro Loureiro, resolvemos passar a hora de almoço nas compras para reabastecer de materiais. Fomos primeiro à Casa Ferreira que estava temporariamente fechada com um "Volto Já" e deu tempo para começar este esquiço desta perspectiva bem interessante de uma rua que gosto bastante. Depois foi tempo de rumar a outra freguesia neste "rally Lojas de Arte"...
Mais um desenho no meu blog, aqui
Atrasada (como sempre)
Como alguém que desenha em cadernos, tenho dois hábitos que há muito que pretendo abandonar: usar vários (é mais do que dois) cadernos ao mesmo tempo e publicar neste blog desenhos de encontros anteriores. Tenho imensos cadernos por acabar (de dois ou três anos atrás) e só agora, visto a esta distância de tempo, é que gosto mais dos desenhos do que na altura em que foram feitos!
no quintal da minha mãe
A minha mãe tem um quintal muito especial, cheio de flores e plantas, que cuida com muito carinho. Ela coloca-as em tudo o que é recipiente. Desde os comuns vasos, a canecas, copos, alguidares, gavetas, caixas, até penicos de esmalte! Neste dia, eu e as minhas grandes amigas Manela, Ana e Isabel, fomos desenhar o seu quintal. Foi um dia dedicado aos desenhos e à amizade! Tão bom...
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