Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

domingo, 6 de maio de 2012

OUT JAZZ | Jardim da Estrela


Vasco Gargalo

USk-Spain _ fanzine




Nuestros hermanos avançaram com uma ideia fantástica: uma fanzine dos urban sketchers spain.

dia da mãe, uma prenda das filhas: canetas novas!

Pilot  G-tec 0,4 e Tombo castanhas, que já estreei, claro!

Seixal, ontem

Seixal, no sábado passado

Retiro de diários gráficos em Roma

Não sei se consigo explicar muito bem o dia em que estivemos no Coliseu. O desafio era enorme. Não só pela monstruosidade do monumento que estava à nossa frente, como pelo enunciado do exercício...
O ponto de partida era adequar a técnica ao que sabemos que representou historicamente o Coliseu. Não ao que é hoje, mas o que foi no passado. Deveria ser algo delicado ou mais grosseiro?

Este foi o primeiro desenho. Quando o revejo, lembro-me de todo o processo de aguarela que me levou a ficar ali sentado uns bons 50 minutos. Os turistas passavam, olhavam, comentavam, mas, na verdade, ali só estava eu e o coliseu. Nada mais interessava...

Depois de tanto tempo sentado, queria algo mais rápido e que remetesse para tanta morte que aconteceu ali...

Desenho cego do interior. A dado momento a tinta da caneta acabou. O que se passava lá dentro só se passava porque havia muita "cegueira" dos homens. Um dia tudo acabou, tal como a minha tinta. Há felizes acasos...

Desenho cego do exterior do coliseu.

Como se desenha o coliseu sem o desenhar? Desenhando tudo menos ele. A dada altura perguntaram-me: "Mário, e as sombras, podemos desenhar? É que não fazem parte integral do coliseu." É verdade! E também eu coloquei por ali umas sombras...

Uns dias depois voltei ao coliseu e já não resisti à tentação de o desenhar de forma clássica. Contudo, acho que todo o processo anterior foi fundamental. Sem ele, este último desenho era só um postal...

Biblioteca itinerante


Na Feira do Livro de Lisboa, dei com uma carrinha junto do pavilhão das Bibliotecas municipais e que foi biblioteca itinerante nos bairros de Lisboa entre os anos 60 e 80. A senhora que me observava a desenhar, contou-me a história das bibliotecas após ter ido mostrar-lhe o que desenhara. Foi um bom momento. Desta vez não trouxe livros da feira, mas um desenho associado ao prazer de conversar com a D. Josefa.
Toda a história aqui.