Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Óbidos




Monte Velho Setembro 2009


... no proximo Sabado se Deus quiiser cá estarei para matar saudades....

Challenge XXXIII - o Processo

Normalmente divido o processo em duas partes distintas:
O desenho como expressão, sempre feito a caneta preta. Umas vezes sai bem, outras não :)
A maior parte das vezes fico por isso, pelo desenho a traço e mancha, a preto.
Por raras vezes, pinto-os posteriormente, a aguarelas ou no photoshop. Talvez por defeito de profissão, por ser docente de Desenho e de Animação Multimédia, utilizo mais vezes o photoshop do que as aguarelas, apesar de gostar mais destas :-)


Maria Madalena Dornellas Galvão


Laura Reis Colaço

ler e falar em esplanadas


Da janela do carro.

dentro do carro


Enquanto fazia este desenho lembrava-me do blog do Pedro Mamede.
Nem tudo o que fazemos tem de ter interesse não é?

Rua Augusta

Alunos da escola secundária Vergílio Ferreira, da prof.ª Maria Sabino, que apareceram na Rua Augusta para desenhar connosco.

Catarina Matos - 15 anos.

Daniela Ribeiro - 15 anos.

Daniela Ribeiro - 15 anos.
Eva Muriel - 15 anos.
João Nogueira - 16 anos e José Lourenço 15 anos.
Bernardo Ferreira - 16 anos.

Desenho Rua Augusta



Aluno do 11.º ano da escola secundária Vergílio Ferreira.

CHALLENGE XXXIII - O PROCESSO


I. Caneta
Encontrava-me já a meio deste desenho, quando o Mário informou-me que a fachada que me estava atribuída era do outro lado… Assim, larguei o local errado e comecei uma outra fachada no local que me competia. Por isso, verifiquei que já não tinha tempo para concluir esta fachada Contudo, posteriormente, era minha intenção dar um outro destino ao trabalho interrompido, pensava.
Cronometrando o tempo exigido, decidi começar a esboçar directamente com uma Rol ler TIP Pen, não aplicando como riscador a grafite nem tão pouco utilizei borracha. Entretanto, esclareço que o suporte usado, em papel branco com uma boa gramagem, já tinha sido previamente preparado para uma pintura a aguarela, molhando-o simplesmente em água.
Eis pois o registo a tinta preta do atrás citado riscador.

II. Aguarela
Eram cerca das dezassete horas do dia do X Encontro quando verifiquei que não era possível concluir a primeira obra e teria de recomeçar a pintar em casa. Aproveitei logo a sequência do desafio do Challenge XXXIII e reiniciei o trabalho. Verifiquei não ter tempo para me deslocar de novo na Rua Augusta. Logo, resolvi alterar a pintura da fachada tal como colocação de portas envidraçadas nas lojas em vez de madeira, entre outras.
Em primeiro lugar, “aguarelei” a fachada, servindo-me de um pincel grosso. Seguiu-se nesse papel húmido outra aguada, reforçando com novas manchas a com pincel médio e depois fino: apliquei cores ainda diluídas mais claras ou mais escuras consoante o grau e a tonalidade necessária. Após a secagem, fui retocando os pontos, contornos e os cantos mais destacáveis.

III. Final
Finalmente, após várias secagens das manchas e das aguadas removi e misturei algumas camadas de cores secas.
Desta vez utilizei tinta-da-china (nanquim) apenas para evidenciar o céu e modificar a coordenada horária. Usei o paynes gray noutros pontos para reforçar, ainda que minimamente, os efeitos de alguma textura, das sombras, da luminosidade, procurando corrigir as falhas, os contornos de modo muito ténue.