Simplifica, simplifica, era voz dentro da minha cabeça enquanto desenhava o convento de Mafra. Hoje quando cheguei, ao passar pelo convento senti que tinha de ser hoje. Desenhar um colosso destes pode ser assustador. Há demasiada informação. Temos de abdicar de muita informação sem perder o essencial. E tenho evitado cruzar-me com ele. Sentado, comecei por desenhar uma janela. Gosto de desenhar de dentro para fora. Quero "navegar à vista" sem ficar preso a caixas e a perspetivas. Mas é muito fácil perdermo-nos por aqui. Tinha de simplificar. Quase perdido mas sempre com a ideia que não poderia parar. Quando terminei fiquei com a sensação que não respirei nestes +- 30 minutos. Acho que se pode chamar a este estado de espirito radicalsketching. Foi muito bom.
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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
4 comentários:
Muito bom, eu não consegui, não sei se foi do frio, ou de ter que me afastar muito!
...essa meia hora de grande concentração resultou lindamente...
...valeu a pena...
Muito bom.
Grande desenho
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