Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Letra J do Alfabeto Lisboeta


Este sábado aprendemos a técnica japonesa: Sumi-ê. 
Com base ncaligrafia chinesa, os japoneses utilizaram o mesmo tipo de pincelada na pintura. Ou seja, as pinceladas monocromáticas são únicas, sem correções, resultando espontâneas rápidas e fluidas. Claro que o movimento, a  quantidade de tinta e a quantidade de água no pincel permitem um enorme leque de resultados.

Como primeiro exercício tinhamos de desenhar bambus no Jardim Botânico: começar a pincelada de baixo para cima, fazer a paragem que sugerisse o nó da cana e com um só movimento representar as folhas, sem nunca corrigir. 
O Mário explicou que os japoneses demoram pelo menos um ano a desenhar bambus até atingirem o equilíbrio perfeito. Depois de ver a facilidade com que ele nos mostrou o exercício,  confesso que achei que seria algo fácil e que se calhar um ano seria um pouco exagerado, no entanto, a práctica revelou-se deveras difícil e conclui que um ano para mim não bastava! 

Um segundo exercício consistiu em aplicar esta técnica na representação de peixes no interior do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Entre erros, pequenas vitórias e, sobretudo com a partilha, aprendi imenso!



3 comentários:

Rosário disse...

Que giros!

L.Frasco disse...

Mesmo bonitos, Celeste!
Desta vez não fui, mas vejo que teria gostado.

Teresa Ruivo disse...

Gosto da enguia em forma de 6!