Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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segunda-feira, 27 de abril de 2015

A Baixa à chuva

 Sábado foi dia de visitar a família e como tal fui beber um copo à esplanada ao lado do emprego da minha irmã em plena Rua da Vitória, ou como eu a conheço, a Rua do Metro. A mesa estava a pinha de comida e bebida do nosso lanche e como tal abdiquei de a ocupar ainda mais com aguarelas. Enquanto a chuva ia caindo, eu lá fui desenhando debaixo do chapéu da esplanada, onde consegui sair com um desenho imaculado...


A mesma sorte não teve este segundo desenho. Enquanto passeávamos pela Rua Augusta aproveitando uma trégua da chuva (pensava eu), ela volta a caís em força e o único refúgio possível foi debaixo de um andaime de um prédio em reabilitação. Como a prioridade era a minha mulher e a filha, eu fiquei meio de fora, à chuva, juntamente com um moço que tocava guitarra mesmo no meio da rua. Não o desenhei porque fiquei a observá-lo enquanto ele tocava uma malha dos Pearl Jam que eu adoro. Quando resolvi terminar o desenho, ele tinha-se ido embora e a folha já estava bem ensopada... As pinturas foram em casa, depois dos desenhos secos. 

7 comentários:

Teresa Ruivo disse...

Que bonita, a sobreposição das pessoas...

Maria Celeste disse...

...secos e molhados...
...que linda tornastes a baixa nos dois...

Suzana disse...

Gosto da expressão que a chuva lhe deu :)

Ana Crispim disse...

Gosto e gosto...

matilde disse...

Bem agradaveis.

Ana Barbosa disse...

Gosto do movimento e das cores!

João Santos disse...

Sempre bons, com e sem cor!