Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

sábado, 11 de outubro de 2014


No núcleo da Península Ibérica ficam as planícies da Extremadura, uma região espanhola com ligações fortes ao Alentejo. Para além da fronteira terrestre - agora inexistente graças ao Espaço Schengen - há laços que remontam à ocupação romana, quando a província da Lusitânia foi formada.

A cidade muralhada de Cáceres é património da UNESCO. Camadas culturais e históricas fundem-se no urbanismo mouro e romano, na arquitectura gótica e do renascimento. Muitos dos caminhos são largos e praças intersectadas entre opulentos palacetes e igrejas, à maneira dos fora em Roma. Até o espaço privado exterior dos palacentes é distribuido de tal forma. Os dois pátios no Palacio de Carvajal do séc. XV estão ligados por uma estreita passagem e, enquanto um é local de encontro onde convergem todos os compartimentos da casa, o outro é um lugar de meitação e reflexão, uma brisa fresca num clima árido.


Até a Plaza Mayor tem uma hierarquia de várias praças públicas, algumas mais expostas, outras mais resguardadas. O espaço sob as dúzias de chapéus de sol em frente aos cafés tem também uma atmosfera própria. O único sítio tolerável sob o sol ibérico é a sombra, onde a vista entre as mesas e cadeiras e a pesada lona era mínimo.


Um amigo nativo de Elvas defende a teoria de que a região beneficiaria se Mértola, Marvão, Cáceres e Elvas juntassem esforços, porque entre todos, estão representados importantes traços dos maiores expoentes culturais da Península: o período Romano, o Mouro, a Idade Média, o Renascimento e o Barroco.

À noite, de volta a Elvas, a cantora israelita de Sevilla, Mor Karbasi, parecia querer confirmar a teoria. Cantou em espanhol, português, hebraico e ladino, a lígua judaica da Península.

(http://pedromacloureiro.com/2014/07/travels-in-unesco-lands/)

3 comentários:

Maria Celeste disse...

...bela reportagem de uma regiáo carregada de história...

hfm disse...

Gosto. Muito.

Rita disse...

Gosto muito de todos, mas em especial dos edifícios na mesma página!