Mas quem corre por gosto não cansa e, mal foram abertos os cadernos e empunhadas as canetas, o frio tornou-se muito secundário (pelo menos para mim):
Não foi engano, o primeiro exercicio consistia em copiar o desenho que foi colado na página do caderno de cabeça para baixo, sem nos preocuparmos em identificar o que seria, isto para desmonstrar que é possível desenhar apenas um conjunto de linhas que formam um todo, por observação directa, sem o vicio de tentarmos aprimorar aquilo que julgamos ser mais gordo ou mais fino.
Depois desenhamos uma série de objectos, cada um de forma diferente de acordo com instruções dadas pelo Mário, sem sabermos quantos seriam no total e que teriam que ser todos "encaixados" na mesma dupla página. Eu consegui manter cada objecto no seu lugar, mas houve outros participantes com sobreposições muito bem conseguidas.
De seguida começou o trabalho de campo e a batalha com o frio. A ideia era desenhar em 2 planos diferentes, em que o primeiro ficaria apenas com contornos e o segundo com bastante detalhe.
Para mim este foi o exercicio mais captivante. Sem sabermos com que finalidade tivemos que recortar de uma revista uma figura de corpo inteiro à escolha, e colá-la no caderno conforme quiséssemos. A explicação do exercicio veio depois: percorrer as ruas e de uma situação real imaginar um cenário para a nossa figura.
Para terminar a ideia era fazer uma série de desenhos em escala pequena com profundidade e perspectiva.Pelas palavras finais todos gostaram muito da experiência e o desejo de participar em mais iniciativas do género ficou bem estampado.
Parabéns ao Mário Linhares pela iniciativa e até uma próxima.
2 comentários:
Foi um prazer conhecer-te.
Funcionaram muito bem todas as duplas páginas. Espero que, dos exercícios propostos, alguma coisa tenha servido para a forma como usas hoje o diário gráfico.
Continua a publicar.
Grande abraço!
O conjunto de exercícios foi muito aliciante...Posso usar também com os meus alunos, Mário? Gosto muito de todos os desenhos, Filipe.
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