Portinho da Costa
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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
sexta-feira, 31 de março de 2017
Desenhando no Ferry
Ultimamente, para quem viaja de barco no Tejo, tem havido problemas com os horários e falta de embarcações. As pessoas andam sempre a correr para apanhar o barco que fica logo com a lotação esgotada e torna-se difícil seguir qualquer horário. Com isto, muitas vezes o Ferry vai tão cheio que prefiro ir de pé. Tem as suas vantagens, especialmente com um caderno à mão.
O caderno cresce e o povo aperta
Normalmente, para os meus sketches nos transportes uso quase sempre cadernos de bolso. Agora o que estou a usar é um pouco maior, um A5 que quando aberto me faz sentir ocupar bem mais espaço do que estava acostumado, logo mais exposto. Portanto quando a carruagem do metro enche, como por exemplo na Alameda, fico com o caderno quase encostado ao nariz.
Aqui ficam os de hoje.
Aqui ficam os de hoje.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Museu Soares dos Reis
Encantam-me estas "peregrinações".
Às vezes dou com um destas passagens e volto atrás para ver melhor.
Às vezes volto à frente e volto atrás só para ver o alinhamento a fazer-se e a desfazer-se, tentando decidir qual a perspectiva mais bonita.
Às vezes não abona muito para a imagem da minha sanidade mental e vejo-me forçado a explicar: "... oiço vozes que comandam as minhas pernas". Resulta sempre!
Às vezes dou com um destas passagens e volto atrás para ver melhor.
Às vezes volto à frente e volto atrás só para ver o alinhamento a fazer-se e a desfazer-se, tentando decidir qual a perspectiva mais bonita.
Maldito Alzheimer
Como uma metralhadora.
As palavras saiem-lhe em rajadas, secas, até agressivas. Persecutórias.
Ele ouve, cansado. Com mágoa e resignação sussurra frases tranquilizantes que não fazem eco naquela estranha de olhar vago com quem, afinal, partilhou toda uma vida.
Maldito Alzheimer.
Vou comer bróculos.
E enfrascar-me em Ginko Biloba.
As palavras saiem-lhe em rajadas, secas, até agressivas. Persecutórias.
Ele ouve, cansado. Com mágoa e resignação sussurra frases tranquilizantes que não fazem eco naquela estranha de olhar vago com quem, afinal, partilhou toda uma vida.
Maldito Alzheimer.
Vou comer bróculos.
E enfrascar-me em Ginko Biloba.
(sala de espera da Clínica dos Poetas, Oeiras)
Santa Luzia
Acho que foi a primeira vez que passei em Santa Luzia, não me recordo de lá ter estado antes.
Santa Luzia fica no Algarve, já quase em Espanha. No final de um fim-de-semana prolongado, um almoço de caldeirada num restaurante junto à ria. Apesar de gostar de desenhar comida, preferi vir cá para fora...
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