Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

quinta-feira, 27 de março de 2014

O carro dos bombeiros

Quem não sonhou um dia poder conduzir um.


Cemitério

Évora, Cemitério dos Remédios. Estranho nome para um cemitério, bom local para desenhar.

Jardins da Gulbenkian



Infelizmente não consegui ir ao encontro de dia 22, mas resolvi aceitar o desafio e ir aos jardins da Gulbenkian desenhar os efeitos da Primavera (apesar do dia não estar propriamente primaveril).
A ideia é nos próximos encontros voltar a estes lugares para registar as mudanças das estações. 

As pausas.

 
 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Túnel


Só neste país (é que se diz só neste país)

Na sequência da petição para sensibilizar direcções de museus para a possibilidade de desnhar no interior dos mesmos, escrevi à Rita Caré (que me incentivou a partilhar aqui) o seguinte.

Corria o Verão de 2010 e eu andava a desenhar na zona do Castelo, em Lisboa. No horizonte estava a publicação do livro da Quimera sobre diários gráficos em Lisboa, e a mim tinha-me calhado em sortes o percurso entre Benfica e o Castelo. Pensei que valeria a pena dar um salto ao Museu do Teatro Romano, ali ao pé da Sé, numa piscadela de olho ao período Romano de Lisboa. E lá fui.

Já tinha ido ao referido museu anteriormente, e sabia ao que ia. Entrei e fui direito a uma escultura de um tronco humano reclinado, e pus-me a desenhar. Passado pouco tempo, sou interpelado pela funcionária que estava à entrada do museu, perguntando-me o que estava a fazer. Eu disse que estava a desenhar e ela informou-me que não o podia fazer. Eu contra-argumentei, e pedi para falar com a directora. O diálogo seguinte tomou laivos de surrealidade, quando a funcionária regressa com um telefone na mão e a directora em linha. Informei a directora de que já tinha desenhado em muitos museus em vários países e nunca antes me fora vedado o acesso ao desenho. "Teve muita sorte", disse-me a directora, dizendo que eu necessitaria de uma autorização para desenhar ali. Perguntei-lhe se me a podia dar por telefone, mas não, não podia, tinha de ser por escrito. Fui-me embora. E o Museu do Teatro Romano, que poderia ser divulgado gratuitamente no livro da Quimera, ficou de fora do mesmo.

E assim foi. Já tive funcionários de museus trazerem-me cadeiras para desenhar (Alemanha e Nepal). Já tive inclusive uma equipa de televisão da filmar enquanto desenhava num museu (Croácia). Luzes acendidas para que melhor pudesse ver (Irlanda). Geralmente ficam-se pelos sorrisos. Desenhei em museus na Turquia, em Omã, na França, Nepal, Alemanha, Irlanda, Espanha, Croácia, Estados Unidos da América. E aqui vem a parte Luso-fatalista, mas que neste meu caso é a mais pura das verdades— só neste país (é que se diz só neste país, canta o Godinho) é que me foi vedada a possibilidade de desenhar num museu.

desenho feito no Museu de História Natural de Braunschweig, onde um funcionário me veio trazer uma cadeirinha e mem mostrou como acender a luz sobre a ave empalhada, de modo a estar mais confortável e ter melhor iluminação

ALUNOS NA NATAÇÃO


Maria Pia Sport Club

Fica na Graça e desafio qualquer um a encontrá-lo.
Marcador Sakura Micron 05

terça-feira, 25 de março de 2014

Os rapazes da revolução


Ao final da tarde passei pelo torreão poente do Terreiro do Paço, onde decorria a apresentação de um novo livro com o título "Os rapazes dos tanques" do jornalista Adelino Gomes e do fotógrafo Alfredo Cunha. Neste livro quiseram ir atrás dos jovens militares de 20 anos que estiveram presentes naquele dia em plena acção.
Quando cheguei assisti a um desses "jovens", o antigo cabo Alves Costa a dar uma entrevista à equipa da RTP. Este antigo cabo nunca mais tinha voltado a Lisboa desde esse dia de 1974 e foi um mistério para o descobrir. O papel dele foi muito relevante no frente-a-frente entre as forças revolucionárias e as forças leais ao governo nessa manhã. Achei muito interessante a entrevista dele ao Público. Um "rapaz" inocente que ficou de frente para uma situação terrível e decidiu bem. 

Antes do equinócio da primavera