

A semana passada, em Portimão, tive o privilégio de ensinar numa oficina de desenho com ele, sobre perspectivas distorcidas. Tivemos de lidar com pontos de fuga opostos no mesmo desenho. O seu médodo de ensino foi, a invés de se focar no aspecto técnico das perspectivas, mas focava-se simplesmente naquilo que podemos ver. O António mostrou-nos como distorcer edifícios e ruas, e eu tive a tarefa facilitada de mostrar que também se pode fazer o mesmo com pessoas.

Foi um verdadeiro prazer ver o António - um educador experimentado - a lidar com desenhadores de longa data e com neófitos do secundário, com o mesmo cuidado, dedicação e mente liberta. As suas explicações dispensam bibliografia técnica sobre perspectiva, e encorajam a prática da observação directa cuidada e do desenho destemido - duas das minhas coisas favoritas!
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