
Como que a anunciar o verão, um vento escaldante do Sahara de quase 40 graus varreu o país durante o fim-de-semana, apanhando desprevenidos nativos e turistas. Sombras, repuxos e edifícios públicos com ar condicionado tornaram-se bens preciosos.
A trovoada fulminante surpreendeu os visitantes da Feira do Livro no Parque Eduardo VII. Durante alguns minutos, gordas gotas de chuva substituiram o forno a céu aberto enquanto que nuvens escuras de tom indigo se situaram contra um pôr-do-sol de um amarelo estranhamente queimado. Era como se a paleta lúgubre fosse o prelúdio das notícias catastróficas que estavam para chegar.
A trovoada também atingiu o centro do país, acendendo um fogo florestal em Pedrógão Grande, que cortou estradas, isolou aldeias e ceifou 62 vidas. É o maior desastre natural em décadas e apenas um de 156 incêndios activos em Portugal. O governo declarou um luto de três dias enquanto se mitigam os efeitos da tragédia e se cuidam das vítimas e das suas famílias.
6 comentários:
Muito bonito! O meu azul preferido!
Belo...se não fosse tão triste o motivo.
Fefa
Mas o desenho é lindo!
O desenho está lindo e a carga que carrega torna-o ainda mais especial.
Lindissimo!
Obrigado a todos e um abraço às vítimas e famílias da tragédia.
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