Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Puzzles urbanos

Estas composições de gente resultam quase sempre numa surpresa. Não as penso nem planeio, antes vou encaixando gente. Umas páginas fico-me por 2 ou 3, outras vou atolhando de figuras apenas feitas de cabeça e com sorte um braço e uma mão. Depois na cor, tento apenas que daquela amálgama se consiga algum tipo de ligação. Entretanto, vou experimentando texturas e padrões, eles também quase mais por instinto que resultado de uma decisão bem reflectida. Por isso, o resultado final é quase sempre imprevisivel e acho que gosto disso, mesmo que nem sempre goste do resultado.




6 comentários:

Suzana disse...

As tuas pessoas começam a sofrer uma metamorfose muito gira :)

João Santos disse...

É um comentário curioso Suzana, acho que os outros se apercebem mais destas coisas do "estilo" e de mudanças no mesmo do que o próprio :)

Bruno Vieira disse...

Um jogo gráfico com metamorfoses muito interessantes.
Os rostos parecem resultar melhor só com uma cor mas criam um puzzle intrigante com varias cores, já a lembrar o cubismo.

Vicente disse...

Mas o moço passou-se. Agora temos cabelos de duas cores e caras de três, numa selva cubista-tribalista. A sério: a personagem central do primeiro desenho é qualquer coisa de extraordinário.

João Santos disse...

Obrigado pelo feedback pessoal! Enfim, vou fazendo experiências, para perceber o que gosto ou não. E concordo contigo Bruno, no final também prefiro manter os rostos mesmo só com uma côr :)

DiasVanda disse...

Incrível, este tratamento da cor, da página, da figura humana. Parabéns!