Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quarta-feira, 7 de março de 2018

Os desafios do desenho à noite


Com a nossa oficina (Pedro Alves e eu) ao virar da esquina, começo a ficar entusiasmado com esta história do desenho noturno! Desenhar fora de horas é muito fácil e ao mesmo tempo, extremamente desafiante. A parte fácil e mais pedagógica é que a paleta fica reduzida a um par de cores, no máximo três. A simplificação do que se vê - incluindo linhas, formas e cores - é a chave. Uma cor escura e fria para as sombras e céu, e uma cor clara e quente para as zonas iluminadas. Uma terceira para alguns detalhes especiais.

O desafio é ser preciso em reservar os brancos no papel. Com a aguarela, não há retorno - no máximo, pode-se diluir a quantidade de pigmento no papel com mais água numa zona iluminada. E as zonas iluminadas, o brilho da iluminação pública, as superficies reluzentes, são escassas e vitais para o sucesso do desenho. Para complicar mais as coisas, há diferentes tipos de fontes de luz em uso: a maior parte dos poste de iluminação têm luzes amarelas baratas (que envolvem tudo num véu de ocre), mas alguns monumentos distrutam de iluminação cara, abrangendo todo o espectro de luz, que restituem as cores dos objectos na totalidade - de repente temos árvores e arbustos verdes - em vez de castanhos - e telhas vermelhas e paredes azuis.

2 comentários:

João Santos disse...

Epah belos desenhos e um texto com imensas dicas! Tenho de as pôr em prática!

Mário Linhares disse...

Post de mestre!