Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quarta-feira, 10 de maio de 2017

as máscaras devem estar loucas ( parte I)

Foi ali em Belém que passámos uma tarde incrível. Ó que doidice! Ainda com o motor ligado, graças ao Workshop da manhã, mas com as baterias em baixo, houve tempo para um pão com presunto e queijo a pingar, um panaché e dois dedos de conversa. 
Feito o reconhecimento do recinto e levantadas as credenciais, lá fui, com a Isabel Braga, em Busca da Tenda Perdida! Ingenuamente, e porque o pavilhão ainda estava quase vazio, acampámos no chão, abrimos as aguarelas, e pensámos que ia ser assim, calmo e sereno ... mas os diabos mexiam-se, ó se se mexiam ... e até nos roubavam o chapéu de chuva. Ao grupo juntou-se a Cecília e a Ana Jácome. Algumas tiveram direito a tinta na cara e tudo, que marotos, estes caretos ...
Ainda no recinto, alguns caretos pousaram para nós ... mas foi tudo tão rápido. Um deles refilou que a bengala não tinha cara, e lá se acrescentou o pormenor. O outro falou tão mal dos sinos que eu tinha feito, que lá colei um recorte por cima ( estavam aldrabados, de facto) Diabinhos ...e atrevidos ...
Depois ficámos presas a um grupo que passeava uns bordados encantadores. Espanhóis e muito simpáticos, pousaram e sorriram ... tentei trazer a lembrança da moça casadoira no caderno ... mas a escolha de materiais não era fácil, as aguarelas deram lugar aos lápis ... e uma água por cima, nem sempre é a solução. Agora, já está!
Os mocitos de Mira é que são o inferno, o que eles fizeram a rapariga da organização gritar e correr ... e lá iam eles BRRRRRRRRRRRRRRR .... tivemos sorte, desta vez não mostraram os tesoiros que trazem por debaixo das saias !
Saíram para a rua, e nós atrás deles ... nesta altura já havia dez lápis na mão esquerda ... duas canetas de água na algibeira, lápis de carvão e sei lá mais o quê ... os tambores ribombavam  já, e os chocalhos soavam em uníssono ... era o princípio de uma tarde cheia de adrenalina. O desafio? desenhar em andamento ...
E roubar o lápis da vizinha, pois as cores que bailavam nas cabeleiras de Ilhavo eram mais de mil ...
(continua)

6 comentários:

Suzana disse...

Que frenesim Vanda :D, adorei toda esta forma frenética como descreves tudo!!

Pedro Loureiro disse...

Que ritmo!!!

Rosário disse...

Que espectáculo!!!!

TheNotSoGirlyGirl disse...

Uau que espetáculo! Muito fixe mesmo :)
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Cecília Mendes disse...

Descreveste muito bem o ambiente. Adorei os desenhos e o texto.

zeta disse...

Bastante registo exposto.