Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Descansa em paz, Celeste.


Não sei muito bem o que escrever...

Conheci a Celeste em 2009, logo no início dos USkP. 
Este foi o primeiro post dela, pediu-me por email para o publicar e disse logo que sim.
Este foi o primeiro post dela como autora do blogue, sem precisar de pedir licença. Dei-lhe esse acesso quando houve vaga e ela exultou de alegria.
Este foi o último post dela no nosso blogue, já doente, mas com a frescura de sempre.

Não me poderei nunca esquecer dela no Simpósio em Lisboa. Lutadora e cheia de garra com um pé partido, mas a ir a todos os workshops.

Não me posso esquecer dela nos retiros de diários gráficos. Com o olhar de uma criança alegre, como quem vive tudo pela primeira vez.

É impossível esquecer que foi na casa João do Rio que os nossos amigos sketchers ficaram a saber que a Ketta estava grávida. Coincidência ou não, o Matias acabou por nascer no mesmo dia que o pai da Celeste, a 16 de agosto.

As memórias que guardo da Celeste são as de uma lutadora que queria viver a vida ao máximo.
Ontem uma infecção roubou-lhe a vida...
Amanhã lá estarei na igreja São João de Deus, não sei a que horas da noite, mas estarei. E irei desenhar, pois é a melhor homenagem que lhe posso prestar.

Querida Celeste!

32 comentários:

J.Espadaneira disse...

Bonitas e merecidas palavras Mário.
Uma pessoa que recordo com saudade e admiração e que tinha (tem)um lugar de destaque neste nosso grupo.
Recordo o dia 22 de Julho de 2011, dia em que a conheci, de canadianas, e assim ficou desenhada no meu caderno (não se reconhece, mas eu sei que é ela).
Recordo a bondade, a delicadeza e a amável palavra sempre pronta. Um exemplo...

Anónimo disse...

Conheci a Celeste em Torres Vedras e a primeira impressão obtida, sem sequer cruzar uma palavra, foi de que a Senhora era portadora de uma simpatia fora do comum. Jamais perderemos a Celeste, pois, deixa-nos um legado gráfico extraordinário!
Paulo Brilhante

Luis Gabriel Marques disse...

Triste notícia.. Os meus pêsames à família. Que descanse em paz.

Bruno Vieira disse...

eu ainda não acredito, continuo a ouvi-la e ainda ficará cá por muito tempo.

teresa ruivo disse...

Bela homenagem Mário! Hoje penso que, felizmente para mim, cheguei aos UrbanSketchers a tempo de conhecer a Celeste. Admirei desde logo o seu entusiasmo e a a sua energia. Agradeço-lhe a forma calorosa com que sempre me tratou e me ajudou a integrar este grupo tão importante para ela. Sei que o sentia como uma segunda família. Deixa saudades, pois...muitas!

Isa Silva disse...

ohh :-( Que descanse em paz.

José Louro disse...

Bonita homenagem. Acho que hoje este post não devia levar nada em cima.

Rosário disse...

Concordo com o José Louro! Recordo a Maria Celeste sempre com um entusiasmo e uma força enorme! A Casa João do Rio que ela quis partilhar connosco foi fantástica! Nós também fomos muito importantes para ela! Saudades...

Manuela Rolão disse...

As recordações são inúmeras. Tínhamos notícias que o Matias ia nascer pela Paula Xavier, a caminhar pela praia da Trafaria. E como ficámos felizes de saber que foi no mesmo dia do Pai da Celeste, 100 anos depois...
Espero reencontrá-la numa outra dimensão, onde só haja desenhos e sorrisos.
Querida Celeste!

nelson paciencia disse...

Gostava muito da Celeste.
O que ela foi comigo há quase cinco anos, quando a conheci, foi para com todos os desconhecidos que se aventuravam pela primeira vez a desenhar connosco: uma porreiraça! A conversar, sempre animada e pronta para programas de desenhos. E gostava de contar histórias, e nós gostávamos de a ouvir. Tinha uma energia que ainda hoje me espanta.
E que sorte tive de tanto ter privado com ela.
Um beijinho Celeste!

Suzana disse...

Que bonito post...Estive tão poucas vezes com ela, mas guardo bonitas recordações...

Sofia Gomes disse...

Tive o privilégio de conhecer, conviver e de desenhar com a Celeste, sempre com um sorriso nos lábios. Essa alegria, essa energia, esse sorriso... ficarão para sempre na nossa memória. Já tenho saudades, diz o Duarte... Beijinho grande nosso Celeste.

Fernanda Lamelas disse...

Bonita homenagem Mário, tenho pena de nunca a ter visitado enquanto esteve doente.
É triste ver partir, ficam as recordações, as memórias dos momentos...
Que descanse em paz.

Vicente disse...

Bonitas palavras Mário. Retenho na memória muitas conversas que tive com a Celeste a propósito dos desenhos e a partir dos desenhos.

L.Frasco disse...

Uma bela homenagem, com um desenho tão especial.
À altura da Celeste, uma pessoa tão especial!
Não é possível esquecer aquele sorriso tão doce, a sua generosidade em abrir-nos a sua Casa João do Rio (que ela quase quis também nossa), a sua energia inesgotável que a levou até Manchester, a paixão pelo nosso grupo e o desenhar em conjunto.
De certeza que não nos vai abandonar tão cedo. Bons desenhos, Celeste!

Procópio António disse...

Mário obrigado por fazeres um post tão bonito. Energia e beleza descrevem bem a Celeste. O seu sorriso vai estar sempre presente em cada desenho, em cada encontro.

José Barreiros disse...

Nestas ocasiões as palavras são que mais falta e o que mais sobra. Da Celeste guardo boas e queridas recordações e dou graças oir te-la conhecido logo nos primeiros encontros em que travamos as primeiras conversas.
Fico sem folgo e sem palavras....fico sócom os desenhos e as memórias de uma grande mulher.

cláudia mestre disse...

Que bonita homenagem Mário! Guardo boas recordações da querida Celeste. Penso nela e no seu sorriso aceso e luminoso. Que pessoa tão dedicada ao desenho e aos amigos. Que especial o que fez da Casa de seu pai. Que grande admiração sinto por ela. Vou ter saudades dela, dos encontros animados na Casa João do Rio e dos seus comentários aos meus desenhos sempre com reticências no princípio e no fim. Que descance em paz ♡

Pedro Alves disse...

...Belo post e uma sentida homenagem. Apesar de andar neste grupo há pouco tempo, tive o prazer de partilhar desenhos e mesas de almoço com a Celeste, sempre cheias de boas conversas. Portadora de uma simpatia imensurável tal como a sua dedicação ao desenho, é uma enorme perda para todos nós. Descansa em paz...

Filipe Pinto disse...

Pois é. Estava sempre à espera de encontrar o comentário da Celeste na caixa dos comentários e fui seguindo a paixão com que acarinhava os projetos de todos nós na Casa João do Rio. Desenha em paz Celeste.

Marcelo de Deus disse...

A vida é sempre a perder

João Santos disse...

Belíssima homenagem, do texto e desenho do Mário e de todos estes comentários que o acompanham.
Se a memória não me trai creio que cheguei a conhecer a Celeste, num encontro no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva. Se a memória não me falha creio que se apresentou com um sorriso no rosto num gesto de empatia de quem tenta integrar o barbudo tímido que por ali andava meio perdido. Memória mais segura tenho dos seus comentários, sempre simpáticos e motivadores, aos meus desenhos.
Desejo-lhe um bom descanso Celeste e, pedido emprestadas as palavras ao Filipe Pinto, que desenhe em paz.

Filipe Almeida disse...

Recordo a Celeste como uma boa amiga, cheia de força e vontade. Belas tardes que passei na Casa João do Rio, entre amigos, graças à disponibilidade e ao gosto que a Celeste tinha para o desenho e para com todos os deste grupo fantástico.
Ficará para sempre nos mesmos cadernos e memória.

Henrique Vogado disse...

Belo texto e imagem. Homenagem sentida por todo o grupo. Entre rabiscos e cadernos, há amizade que surge, belos momentos que ficam. Custa assim deixar de ter a presença da Celeste nos encontros. Ficará sempre nos nossos diários-gráficos.

Ketta disse...

Quando a fomos visitar nesse dia, a Celeste tinha muita esperança no seu olhar. Sobretudo a esperança de voltar a ver os usk nos encontros, nos convívios e nas conversas cruzadas. Disse-nos claramente que, apesar do seu corpo estar doente, a sua cabeça e o seu coração estavam saudáveis e que era isso que fazia dela a Celeste que todos conhecemos.
Fico com um nó no coração quando me lembro desse momento, mas fico com um sorriso cara quando me lembro dela com gesso no pé no simpósio em Lisboa e a correr para todos os workshops possíveis, do facto de um dia se ter esquecido do seu caderno no retiro dos Açores e como isso não a impediu de desenhar e do orgulho que tinha da sua casa João do Rio.
É assim que a Celeste fica comigo: esperançosa e determinada até ao fim.

Pedro Loureiro disse...

...A Celeste era uma incrível super-mulher! Que nunca lhe falte caderno e caneta para desenhar...

Alexandra Baptista disse...

Mário, obrigada.
Pois a Celeste acompanhou-me desde o primeiro dia - neste blogue - e fiquei feliz quando tive oportunidade de conhecer o rosto da pessoa que me acarinhava e mimava à distância através desta plataforma. Recordá-la-ei sorridente e altruísta...

USKP disse...

Ter sido amiga e "vizinha" da Maria Celeste foi para mim um privilégio!
A sua alegria, energia, entusiasmo, partilha, generosidade ficarão para sempre gravados na nossa memória...assim como, tão bons momentos passados na Casa João do Rio!

Paula Cabral

Jrosa disse...

Demasiado difícil para ser verdade. O sorriso e a doçura da Maria Celeste nunca serão apagados nos traços da nossa memória.

lostintranslation disse...

Obrigada, Mário pela partilha desta homenagem tão bonita.
Cruzei-me com a Celeste poucas vezes e só a conheci melhor em Junho de 2016 num workshop do Richard Camara, na livraria "Hipopomatos na Lua", em Sintra. Fizemos a viagem de regresso a Lisboa juntas, a conversar e a trocar contactos pois vivíamos perto e eu nunca tinha ido à Casa do Rio. O seu entusiasmo e vivacidade eram contagiantes. Fiquei cheia de vontade de conhecer aquela Casa e as suas magias. Infelizmente , não consegui experienciar estas aventuras com a Celeste. Só consegui "enviar-lhe" uma "flor desenhada", através do livro com desenhos que a Paula Cabral fez com tanto carinho com a participação de tantos amigos sketchers, para a fazer sentir acompanhada nos seus dias mais difíceis. Oxalá assim tenha acontecido. Que descanse em Paz.

zeta disse...

Lembrando a Maria Celeste: “Foi numa tarde na A Vida Portuguesa que me pegaste pelo braço e levaste-me à tua casa onde deparei com o que talvez pensasses em fazer desse local um simpático e acolhedor Museu. Muita vez usufrui desse espaço com demais membros dos USKP. Hoje fui à tua procura e não te encontrei. Vi quanto deves ter sofrido, mas nada nos disseste! Mas agora já é tarde demais. Não me envergonho de dizer que na tarde de hoje eu não chorei, mas agora neste momento, vieram-me lágrimas aos olhos. Mesmo sem os teus comentários ou tertúlia cultural na Casa João do Rio, continuarás a apoiar-nos e a estar sempre presente connosco. Obrigada, Maria Celeste,por tudo o que nos ensinaste pelos excelentes e saudáveis momentos por todos partilhados. Até sempre Amiga!”.

Ana disse...


Bonita homenagem Mário.

Obrigada Celeste por me teres recebido tão bem na casa João do Rio com a tua simpatia e deliciosas maçãs assadas.Até me recordar de ti falarei no presente.
Um beijo.
Ana Martins