Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Chicago dia 6

Dia 6

Este foi o último desenho que fiz em Chicago.
O Chicago Theatre fica na State Avenue, a caminho para o Riverwalk, onde fomos tantas vezes beber um copo de vinho e ver o entardecer. O glamour daquele lugar e a gente bem vestida era o que queria registar na memória e no caderno antes de ir, em vez dos arranha-céus que me desconcertavam e faziam perder o equilíbro sempre que os olhava de baixo.
Fiquei com tanta pena de não ter desenhado os arranha céus de Chicago.

Neste final de tarde de Domingo já me sentia a descomprimir de uma semana desgastante e tantas vezes difícil, mas ao mesmo tempo tão cheia, que duvido que tenha espaço dentro da alma para guardar tudo.

Nessa última noite, enquanto preparava a mala para o regresso a Lisboa, o João publicava desenhos medíocres no instagram, e por entre gargalhadas e muito boa disposição (o João foi talvez a pessoa mais popular das seiscentas que estiveram em Chicago), veio-me à cabeça que isto dos simpósios não tem nada que ver com desenhos, mas sim com pessoas. Com as pessoas que conhecemos e queríamos trazer connosco, com o enamoramento com que lhes ficamos, e com a nostalgia de os só voltarmos a ver daqui por um ano. 

Decidi começar a contar as estórias de Chicago de trás para a frente, como uma novela em flashback, com desenhos e outras coisas na minha cabeça, ainda teimosas por assentar.


Continua…



7 comentários:

Rita Catita Afonso disse...

Awesome! Estou em pulgas para saber o que aconteceu nos outros dias. Os teus registos escritos e desenhados são tão emotivos! Podias desenhar e escrever um livro.

Bruno Vieira disse...

De trás para a frente, boa ideia. Estes teus pequenos apontamentos de histórias são sempre uma pérola.

André Duarte Baptista disse...

que belo momento. parabéns. queremos ver mais. abraço

matilde disse...

Gosto.

José Louro disse...

Muita bom!!!

Pedro Ribeiro disse...

Eu bem digo que se perde muito por não ilustrares o que escreves! ;)

Rodrigo Briote disse...

Cheio de energia este desenho