Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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terça-feira, 23 de maio de 2017

Oeste Sketcher em Montejunto III/III

Como estava insatisfeito com o desenho anterior, onde não consegui apanhar todos os sketchers e a Rita no canto do bloco parecia um gremlin transformado, resolvi apanhar com linha toda aquela desarrumação de lápis e pincéis à sua volta, estava mesmo a divertir-se, descalça, de posição irrequieta, sentada ou deitada, a desenhar como se tivesse voltado aos tempos de criança, entre o sonho e a realidade.
Achei interessante, a Rita como "diamante em bruto" (segundo ela) vai pintando com manchas, descomplexada, evitando limites ou regras rígidas, deixa o desenho fluir a partir de uma realidade desfocada, vai definindo e deformando aos poucos, ao sabor do prazer que a atravessa pelo simples acto de desenhar.
Para ela, a linha é demasiado definitiva, segue um processo oposto à minha forma de pensar, onde é difícil desconectar do que academicamente me formatou, voltei ao papel procurando esse "desligar", mesmo mantendo a linha, são estes desenhos rápidos com pouco tempo para pensar que acabam quase sempre por me dar mais prazer. Obrigado Rita.


2 comentários:

André Duarte Baptista disse...

a aparente simplicidade do desenho é surpreendente. o vermelho resultou muito bem

Rita Catita Afonso disse...

O desenho está muito bonito. Vou mostrar o teu texto aos meus pais. Acho que nem eles conseguiriam descrever tão bem a minha natureza infantil.