Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Cazaquistão em Salzedas

Não foi à primeira que chegámos à Cascata do Varosa. Foi preciso usar o GPS analógico, também conhecido por "Pergunta aí a alguém" para chegarmos ao local onde iríamos pernoitar. No entanto, foi à primeira que encontrei poiso para as aguarelas.

Olga, a dona da casa, juntou-se ao meu caderno para me contar que tinha nascido no Cazaquistão e estava farta da cascata e das lontras. Se pudesse, voltava para o Porto. Estava verdadeiramente entusiasmada com os desenhos, só não percebia como é que eu não me irritava quando as cores se misturavam. Falámos, então, sobre a União Soviética.

Entre a conversa e o cair da noite o desenho saíu distraído.

"Tu estás aqui a desenhar e as tuas amigas a fazer o jantar... tu tens homem?"
"Deixa lá, Olga, eu depois lavo a loiça."



 

4 comentários:

Pedro disse...

Também gosto muito do texto.

teresa ruivo disse...

E do desenho:)

Bruno Vieira disse...

As histórias (mesmo que simples) adoçaram os desenhos.

Rita Catita Afonso disse...

Obrigada! A Cascata do Varosa é um sítio mágico.