Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cais do Sodré

A estampa 83 do livro Lisboa Velha, do Roque Gameiro, mostra o Cais do Sodré com uns restos de praia que nunca conheci.
Quando era miúdo vinha para aqui velejar nas tardes de terça e quinta-feira, no meio de um frenesim de navios de cabotagem, barcos de pesca, muitas fragatas, varinos, faluas e toda a sorte de pequenos botes que varavam mesmo ali no perret. Às vezes era uma babilónia tal que tínhamos dificuldade em chegar ao rio e navegar em "águas livres".
Voltando agora aos mesmos lugares encontro uma espécie de "Casa da Mariquinhas: não vi nada nada nada que pudesse recordar-me... "
Nas mesmíssimas casas onde havia barcos e aprestos navais  temperados com restos de nafta e de peixe com cheiros fortes há agora não um senhor que é lingrinhas mas uma cidade de restaurantes, cafés e bares. Onde se está muito bem!

3 comentários:

Maria Celeste disse...

...gosto muito...
...será que perret ,vem do arquiteto francês Auguste Perret?...

Pedro disse...

Olá Maria Celeste. Sempre atenta!
Na gíria dos barcos chama-se "perret" aos taludes cobertos de pedra. Julgo que este método, incluindo a estereotomia por vezes hexagonal das pedras de revestimento foi uma patente do Auguste Perret e que lhe tomou o nome mas, quando por aqui andava, tinha outras preocupações e não investiguei o assunto.

jeanne disse...

olhem, vinha perguntar e acho a resposta! Obrigada!