Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Praia do Navio

O Oeste é banhado por muitas praias, na zona de Santa Cruz existem cerca de vinte, com ou sem rochas, pelos acessos mais variados, desertas ou cheias de gente, com mar para todos os gostos menos água quente.

Neste desenho, no aglomerado de chapéus, fica a Praia do Navio, onde um navio descansa enterrado na zona da rebentação, com a maré muito vazia às vezes é possível ver dois vestígios do navio, talvez do casco ou dos mastros.

Nos Verões da minha juventude era fácil ver dois vestígios do navio, um metro de lamina esburacada e enferrujada, e mais adiante, na maré vazia, aparecia também algo semelhante a uma pedra quadrada mas de madeira ou metal, com o passar do tempo ficou mais enterrado e torna-se mais difícil detectar.

Foi o navio norueguês Hay que encalhou aqui a 5 de Fevereiro de 1929, nenhum marinheiro se magoou e a carga, na maior parte, cigarros ingleses e chocolate, foi vendida localmente.
No restaurante da praia pode ser vista uma fotografia do acontecimento, teria sido um óptimo pretexto para desenho.

2 comentários:

Mário Linhares disse...

Este é daqueles desenhos que parece simples mas é tão difícil de executar. Está mesmo bom!
A fotografia do navio só acrescenta qualidade ao post! :) Fantástico.

Bruno Vieira disse...

Há sempre uma história oculta. Obrigado Mário