Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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sexta-feira, 31 de março de 2017

São Quintino III


Mesmo com casa cheia, é possível reparar nos pormenores que fazem desta igreja paroquial de Arruda dos Vinhos a "irmã" de São Quintino, não muito longe dali. Muito provavelmente, os pedreiros que a fizeram foram os mesmos que, com um desfasamento de uma ou duas décadas, ali deixaram aspectos que ainda hoje identificamos como manuelinos.



Se houver dúvidas, repare-se nas colunas da nave. Têm uma corda a meia altura, tal como em São Quintino. O significado destas cordas é incerto. Paulo Pereira, num livro que acabo de ler, refere que pouco terão a ver com as cordas dos navios dos descobrimentos. Podem, sim, evocar a ideia de união, a mesma união que ainda hoje vemos naqueles que enchem a igreja.

4 comentários:

Pedro disse...

E a história também vai sendo feita através destes desenhos.

teresa ruivo disse...

Lindo...(e adoro o chão:)

Vitor Mingacho disse...

Muito bom!

Teresa disse...

Gosto muito como conseguiste encher a Igreja de pessoas, mantendo o foco nos arcos e nas colunas. Na luz e na cor!